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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Obesidade e hipertensão


Portadores de doenças metabólicas, como obesidade e o diabetes, por exemplo, além de pacientes renais e vasculares crônicos, representam 10% do grupo de risco para desenvolver hipertensão. Pessoas com maior concentração de gordura em órgãos viscerais (rins, fígado, intestinos e coração) têm mais tendência a desenvolver doenças cardíacas, isso porque as células gordurosas dificultam o bom funcionamento desses órgãos. Estudo de Framingham aponta a obesidade como um fator de risco para a ocorrência desse tipo de doença, indicando que 70% dos casos de hipertensão em homens e 61% em mulheres foram atribuídos diretamente ao excesso de gordura corporal.

Fonte: Ministério da Saúde


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Diabetes e Hipertensão


A prevalência de hipertensão em pacientes diabéticos chega a ser duas ou quatro vezes maior do que naqueles que não têm a doença e traz consequências devastadoras. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), as complicações acontecem quando os grandes vasos são afetados levando a quadros de aterosclerose de órgãos vitais como coração, cérebro e rins. A combinação de hipertensão com diabetes pode ser vista como uma verdadeira bomba, uma vez que ambas as doenças causam danos irreversíveis aos vasos sanguíneos e ao coração.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Aeróbio em Jejum (AEJ)


O emagrecimento é sem dúvida um dos principais objetivos das pessoas que iniciam a pratica regular de exercícios físicos. Uma das estratégias mais polêmicas para tal é o chamado aeróbio em jejum (AEJ). Estudos têm mostrado tanto a eficiência do AEJ para a diminuição da gordura quanto se você fizer aeróbio alimentado. Ambas são boas estratégias desde que devidamente orientado por um Profissional de Educação Física com um nutricionista esportivo.

O estudo de Gillen e colaboradores (2013) comparou o AEJ com o HIIT (os voluntários tinham se alimentado antes) para a oxidação de gordura durante seis semanas em mulheres obesas ou com sobrepeso. O AEJ não se mostrou superior ao HIT mesmo após seis semanas de treino. Ou seja, não é o estado de jejum que favorece a oxidação de Gorduras, como muitos acreditam, mas a prática do exercício devidamente orientada.
Além desse, muitos outros estudos também mostram que o tanto a prática do AEJ quanto a prática do aeróbio alimentado favorecem o emagrecimento. Mas a prática alimentada faz com que você possa aumentar a intensidade com o tempo, coisa que não é tão possível em em jejum. 

Autores comentam que o ideal é fazer alimentado, pois dessa forma tem-se mais chance preservar a massa muscular coisa que em jejum não é possível. Mas antes de se submeter a tais práticas procure ajuda de um Profissional de Educação Física e um Nutricionista Esportivo.

Referência

Gillen J. B., e colaboradores. Interval training in the fed or fasted state improves body composition and muscle oxidative capacity in overweight women. Obesity (Silver Spring). v.21, n.11. 2013.


Jejum intermitente


O jejum é a toral privação de comidas por um longo período de tempo, profissionais da saúde denominam jejum como sendo privação de comida por pelo menos 8 horas. O jejum intermitente é uma modalidade de intervenção nutricional caracterizada pela diminuição da frequência alimentar que começou a ser estudado em muçulmanos, durante o período do Ramadã, sendo obrigatória a permanência em jejum durante o dia e alimentando-se apenas do pôr do sol ao amanhecer, por 30 dias consecutivos. Ao final do período, observou-se modificação do perfil metabólico como melhoras no perfil lipídico, diminuição da frequência cardíaca e da massa gorda (SALEH e colaboradores, 2005), levando à hipótese de que poderia trazer benefícios à saúde, incluindo melhora da sensibilidade à insulina, efeito cardioprotetor, e maior utilização de lipídios como combustível metabólico. Os estudos de jejum intermitente consistem na avaliação do efeito de períodos alternados de privação alimentar e realimentação ad libitum, de geralmente 12 a 24 horas (CARLSON e colaboradores, 2007). 

Varady e colaboradores (2013) observaram em seu estudo que no grupo jejum intermitente houve redução de peso (5,2 kg), LDL, triglicerídeos, pressão arterial sistólica e diastólica e leptina. O grupo controle, que não fez nenhuma dieta, não apresentou alteração em qualquer um dos parâmetros avaliados no estudo.

A maior comparação randomizada entre jejum intermitente e restrição energética contínua em seres humanos foi realizada por Harvie e colaboradores (2011). Constataram melhoras comparáveis, em ambos os grupos, no que diz respeito à proteína C-reativa (marcador de inflamação), LDL, triglicerídeos, pressão arterial e leptina. Entretanto, o grupo que realizou o jejum intermitente em 2 dias da semana apresentou reduções mais significativas nos marcadores de resistência à insulina e peso.

Mas o jejum intermitente pode ser muito estressante ao organismo humano, muitos Nutricionistas recomendam uma restrição calórica nas refeições diárias, pois seria menos estressante do que ficar várias horas sem se alimentar. Mas cada organismo reage diferente. Mas antes de se submeter a algum tipo de plano alimentar consulte um nutricionista. 

Referências bibliográficas

CARLSON, O. e cols. Impact of reduced meal frequency without caloric restriction on glucose regulation in healthy, normal weight middle-aged men and women. Metabolism, v. 56, n. 12, p. 1729-34, 2007.

HARVIE, M. e cols. The effect of intermittent energy and carbohydrate restriction v. daily energy restriction on weight loss and metabolic disease risk markers in overweight women. British Journal of Nutrition, v. 110, p. 1534–47, 2013.

SALEH, S. A. e cols. Effects of Ramadan fasting on waist circumference, blood pressure, lipid profile, and blood sugar on a sample of healthy Kuwaiti men and women. Malaysian Journal of Nutrition, v. 11, n. 2, p.143-50, 2005.

VARADY, K. A. e cols. Alternate day fasting for weight loss in normal weight and overweight subjects: a randomized controlled trial. Nutrition Journal, v. 12, p. 146, nov. 2013.


sábado, 22 de dezembro de 2018

O exercício físico muda seu DNA?



Todo mundo sabe que exercício físico faz bem para saúde. Mas de que maneira? Aparentemente, afetando nosso DNA. Novamente: mas como? É isso que pesquisadores suecos tentaram descobrir.
O genoma humano é incrivelmente complexo e dinâmico, com genes constantemente “se ligando” ou “desligando”, dependendo dos sinais bioquímicos que recebem do corpo. Quando os genes são ativados, eles expressam proteínas que causam respostas fisiológicas imediatas em outras partes do corpo.
Os cientistas sabem que certos genes tornam-se mais ativos ou inativos como resultado do exercício físico, mas não tinham certeza como isso acontecia. Sendo assim, resolveram estudar o efeito da epigenética, um processo pelo qual o funcionamento de genes do nosso DNA é alterado. (Calma, o DNA em si não é alterado).
Alterações epigenéticas ocorrem no exterior do gene, principalmente através de um processo chamado de metilação. Na metilação, aglomerados de átomos, chamados grupos metila, se fixam no exterior de um gene e o deixam mais ou menos capaz de receber e responder a sinais bioquímicos do corpo. A questão que ficava era: padrões de metilação mudam em resposta ao estilo de vida? Podem afetar nossa saúde e risco para doenças? A resposta parece ser sim.

O estudo

Cientistas do Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia), recrutaram 23 homens e mulheres jovens e saudáveis para que fizessem uma série de exercícios em laboratório. Eles também passaram por exames médicos, incluindo uma biópsia muscular. No passado, um dos obstáculos para estudar precisamente mudanças epigenéticas foi isolar os efeitos do exercício dos de dieta ou outros comportamentos humanos.
Os cientistas derrubaram esse obstáculo pedindo que os voluntários usassem apenas uma perna para se exercitar em uma bicicleta, deixando a outra sem ser exercitada. Assim, cada pessoa tornou-se o seu próprio grupo de controle. Os participantes pedalaram uma de suas pernas a um ritmo moderado por 45 minutos, quatro vezes por semana, durante três meses. Em seguida, os cientistas repetiram as biópsias musculares e outros testes com cada voluntário.
Não surpreendentemente, a perna exercitada dos voluntários era mais poderosa do que a outra, mostrando que o exercício resultou em melhorias físicas. Mas as mudanças dentro do DNA das células musculares eram ainda mais intrigantes. Usando análise genômica sofisticada, os pesquisadores determinaram que mais de 5.000 locais no genoma das células musculares da perna exercitada tinham agora novos padrões de metilação. Alguns mostraram mais grupos metila; outros menos. Todas as mudanças foram significativas e não encontradas na perna sem exercício.
Curiosamente, muitas das alterações estavam em porções do genoma conhecidas como intensificadoras, ou seja, que podem amplificar a expressão de proteínas de genes. A expressão de genes de fato estava visivelmente aumentada ou mudada em milhares de células musculares que os pesquisadores estudaram. A maioria dos genes em questão são conhecidos por desempenhar um papel no metabolismo de energia, resposta à insulina e inflamação no interior dos músculos. Em outras palavras, eles afetam quão saudáveis e aptos nossos músculos – e corpos – são.

Futuro

Ficou claro que o exercício físico provoca uma mudança positiva na saúde em um nível celular. Muitos mistérios ainda permanecem, no entanto. Não se sabe, por exemplo, se as mudanças genéticas observadas duram se alguém para de se exercitar, ou como diferentes quantidades ou tipos diferentes de exercício podem afetar padrões de metilação e expressão gênica. Essas questões devem ser respondidas em próximos estudos.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Nutrigenética - Dieta do DNA


Os testes genéticos estão sendo cada vez mais realizados por aqueles que querem buscar o máximo de resultados em seus treinamentos, tanto com seu plano alimentar quanto seu plano de exercícios. Como sabemos, muitas dietas, alimentos e tipos de exercícios, funcionam muito bem para algumas pessoas. A grande questão está nas pessoas que possuem maior dificuldade em atingir seus resultados, mesmo com planos de treinamento perfeitos.

O que é Nutrigenética?

Com a avaliação Nutrigenética podemos, através do estudo dos genes, identificar como os nutrientes e compostos bioativos dos alimentos influenciam no metabolismo de cada pessoa. Sendo assim, é possível saber de forma individualizada como o organismo responde aos mais diversos tipos de substâncias analisadas. Por exemplo:

  • Se a genética do paciente é mais favorável ao metabolismo de gorduras ou de carboidratos; 
  • Se possui uma predisposição de intolerância ao glúten e lactose; 
  • Se possui dificuldade no metabolismo de álcool ou cafeína; 
  • Pode ser identificados compostos bioativos e nutrientes que podem auxiliar na prevenção de doenças ou como auxiliares de tratamento. 

Também podem ser tratados perfis genéticos de performance muscular e atlética, o que vai auxiliar para uma prescrição individualizada de treinamentos. O maior ganho com o laudo genético é o refinamento da dieta.

Com os resultados, é possível montar um plano 100% individualizado baseado nas características genéticas do indivíduo. Usando assim os alimentos, nutrientes e exercícios mais favoráveis à genética de cada pessoa.

Com todos esses dados baseados nos genes, uma pessoa pode: 

  • Aperfeiçoar e individualizar o balanço nutricional; 
  • Baseando a dieta no perfil genético aumentando a sua performance; 
  • Potencializar a prevenção de doenças e maximizar a saúde; 
  • Orientações científicas específicas baseadas nos genes do paciente para a máxima performance em atividades físicas. 

Apesar dos valores ainda serem altos no Brasil, o teste necessita ser realizado apenas uma vez na vida. E o essencial é a escolha de um profissional adequado que irá saber fazer uma leitura correta dos seus resultados e indicar o melhor plano para você.

Mas para frente veremos detalhes mais científicos sobre a Nutrigenética.

Copiado de: Dicas de treino. Link: https://www.dicasdetreino.com.br/nutrigenetica-dieta-do-dna/


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Fatores de risco para câncer



O câncer ou neoplasia maligna é uma doença multifatorial, já que não possui um único fator causador. Os principais fatores de risco para o câncer são, de acordo com o INCA (2016):

>> Tabagismo;
>> Maus hábitos alimentares;
>> Obesidade;
>> Hábitos sexuais sem prevenção, contraindo HPV e HIV;
>> Fatores ocupacionais, como falta de atividade física;
>> Consumo de bebidas alcoólicas em excesso;
>> Exposição solar;
>> Radiações;
>> Medicamentos sem a devida prescrição médica.

Referência

INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER (INCA). Como prevenir o câncer?. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/cancer/site/prevencao-fatores-de-risco/como-prevenir-cancer. Acesso em 25/02/2016.



sábado, 8 de dezembro de 2018

8 motivos científicos que provam que ler faz bem para você


Ficção ou não, o que importa é ler um pouquinho toda semana. A leitura é alternativa de diversão e relaxamento para muita gente, mas o que poucos sabem é que existem diversos motivos científicos para amar os livros. A Revista Galileu em Junho de 2017 listou oito motivos para te incentivar a ler ainda mais.

1. Crescer cercado por livros te dá mais chances de se dar bem na vida adulta

Segundo estudo realizado pela Universidade de Pádua, na Itália, as crianças que crescem cercadas por livros têm mais chances de ter sucesso na vida adulta. Economistas notaram que os jovens que têm livros que não faziam parte das leituras obrigatórias da escola, ou seja, que liam por prazer, tinham salários 21% melhores. Para os especialistas, isso se deve ao fato de que essas pessoas têm mais chances de aprender sobre a vida e o universo, adquirindo novas experiências.

2. Muitas pessoas “ouvem” as vozes dos personagens durante a leitura

A cientista Ruvanee Vilhauer, da Universidade de Nova York, descobriu que 82,5% das pessoas “ouvem” vozes enquanto estão lendo. A pesquisa, feita por meio de questionário online, também descobriu que 10,6% dos leitores se espantaram de pensar em passar por essa experiência. O curioso é que grande parte dos leitores que conseguem “escutar os personagens” achava que todos também podiam ouvi-los.

3. Livros de ficção nos ensinam a ser mais humanos

Estudo da New School de Nova York mostra que quem lê ficção tem mais chances de ter maior capacidade de compreender que outras pessoas carregam crenças e desejos diferentes dos seus, ou seja, ter mais empatia. Pois entender o estado mental de outras pessoas é uma habilidade importante no aspecto social e faz parte de qualquer sociedade humana.

4. Ler pode aumentar sua expectativa de vida

Pessoas que dedicam mais de três horas por semana à leitura tendem a viver pelo menos dois anos a mais do que quem não lê. Pelo menos é isso o que sugere estudo da Universidade Yale, dos EUA. As observações foram feitas por 12 anos com mais de 3 mil pessoas e, durante esse tempo, 17% dos que conservavam o hábito de ler pelo menos 3-5 horas por semana tinham menos chances de morrer.

5. Ao ler sua criatividade é fortalecida

Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que pessoas que leem ficção têm mais tendência a aceitar pensamentos ambíguos e passam a entender diferentes aspectos de um mesmo assunto. Isso significa que, graças à leitura, é mais fácil encontrar alternativas diferentes no dia a dia.

6. Ler ajuda a diminuir o estresse

Ler por apenas seis minutos ajuda a diminuir cerca de 68% dos níveis de estresse. Isso foi o que perceberam os pesquisadores da Universidade de Sussex, no Reino Unido, ao notarem que após o breve período de tempo os voluntários tinham na frequência cardíaca dentro da normalidade e conseguiam relaxar os músculos.

7. Durante a leitura, diferentes partes do cérebro são estimuladas

A Universidade Stanford, dos Estados Unidos, provou que durante a leitura diferentes áreas do cérebro são afetadas. Isso porque foi notado que o fluxo sanguíneo aumentou em certos locais do órgão, pois prestar atenção em textos literários requer coordenação de várias funções do sistema cognitivo, segundo os cientistas.

8. Ler diminui as chances de ter demência

Estudo publicado na Neurology pelo Centro Médico da Universidade de Rush, nos Estados Unidos, mostra que pessoas que têm o hábito de leitura preservam por mais tempo suas habilidades mentais. A pesquisa foi feita com 294 indivíduos, depois de mortos. Aqueles que afirmavam ler, escrever e jogar jogos frequentemente ao longo da vida tiveram menos chances de desenvolver demência.

Fonte: Revista Galileu

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Benefícios do exercício físico na depressão


Segundo as estimativas, utilizando a metodologia da Carga Global da Doença, proposta pela Organização Mundial de Saúde, para o ano de 2020, a doença isquêmica do coração e a depressão serão as duas maiores causas não só de mortalidade mas, de incapacidade sobre a população em geral. 

A depressão é caracterizada por tristeza, baixa da auto-estima, pessimismo, pensamentos negativos recorrentes, desesperança e desespero. Seus sintomas são, fadiga, irritabilidade, retraimento e ideação suicida. O humor depressivo pode aparecer como uma resposta a situações reais, por meio de uma reação vivencial depressiva, quando diante de fatos desagradáveis, aborrecedores, frustrações e perdas.Trata-se, neste caso, de uma resposta a conflitos íntimos e determinados por fatores vivenciais. A depressão está associada a uma alta incapacidade e perda social. 

Muitos estudos apontam à possibilidade de pessoas fisicamente ativas, em qualquer idade, apresentarem uma melhor saúde mental do que sedentários. Entre as hipóteses que tentam explicar a ação dos exercícios sobre a ansiedade e depressão, uma das mais aceita é a hipótese das Endorfinas. A teoria da endorfina sugere que a atividade física desencadearia uma secreção de endorfinas capaz de provocar um estado de euforia natural, por isso, aliviando os sintomas da depressão. Essa ideia, entretanto, não tem consenso entre os pesquisadores. Alguns deles, por exemplo, preferem acreditar que o exercício físico regularia a neurotransmissão da noradrenalina e da serotonina, igualmente aliviando os sintomas da depressão. Outra hipótese seria a cognitiva. De natureza eminentemente psicológica, a hipótese cognitiva se fundamenta na melhoria da autoestima mediante a prática do exercício, sustentando que os exercícios  em longos prazos ou os exercícios intensivos melhorariam a imagem de si mesmo e, consequentemente, a autoestima.

                                

Um estudo de revisão feito por Costa, Soares e Teixeira (2007), teve como objetivo discutir a importância da prática regular de exercícios físicos como medida de prevenção e como adjuvante do tratamento da depressão, sendo o exercício físico uma importante abordagem não farmacológica que contribui para o desenvolvimento da auto-estima e da confiança do indivíduo. Para a elaboração de tal foi feito um levantamento bibliográfico baseado na pesquisa de artigos, livros e no acervo eletrônico de revistas da Internet. Após a análise destes os autores chegaram a seguinte conclusão.

A condição física se encontra positivamente ligada à saúde mental e ao bem estar; as depressões dos tipos moderada grave ou grave e severa podem exigir um tratamento profissional que pode incluir a prescrição de medicamentos, a eletroconvulsoterapia ou a psicoterapia, nesses casos a atividade física serviria de complemento; no plano clínico, é opinião atual que a atividade física produz efeitos emotivos benéficos em quaisquer idades e sexos; as pessoas com um bom estado físico que necessitam um medicamento psicotrópico podem praticar com total segurança uma atividade física sob vigilância médica. O tratamento padrão para depressão – psicoterapia e prescrição medicamentosa – é extremamente efetivo, porém a prática de atividade física é uma terapia adjuvante altamente benéfica. As pesquisas demonstram que a prática de exercícios regulares, além dos benefícios fisiológicos, acarreta benefícios psicológicos, tais como: melhor sensação de bem estar, humor e auto-estima, assim como, redução da ansiedade, tensão e depressão.

Referência bibliográfica

COSTA, R. A.; SOARES, H. R. L.; TEIXEIRA, J. A. C. Benefícios da atividade física e do exercício físico na depressão. Revista do Departamento de Psicologia - UFF, v. 19, n. 1, p. 269-276, 2007.


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Cada DNA precisa de um treino específico para atingir algum objetivo?


Estudos feitos com testes de DNA e performance esportiva estão propondo que para cada tipo de DNA deve existir um treino específico para se atingir determinado objetivo. O bom desse tipo de estudo é que irá de encontro com o princípio da individualidade biológica, o qual propõe que cada indivíduo irá se adequar a seu específico treino. Poucos estudos foram feitos com esse tema para se chegar a uma conclusão concreta, mas isso seria bem interessante e enriquecedor para área da Educação Física, principalmente quem trabalha com treinamento voltado para hipertrofia, emagrecimento e treinamento esportivo de alto rendimento.

Referências

BUENO JÚNIO, C. R. Prescrição do exercício físico personalizada geneticamente. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v.5, n.26, p.88-89. Mar/Abr. 2011.

McARDLE, W.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

WEINECK, J. Biologia do Esporte. Barueri: Manole, 2002.

sábado, 25 de agosto de 2018

Curiosidades - Top 10 dicas para evitar retenção líquida


Existem pessoas que acordam sentindo-se magras, e sem aquela sensação de inchaço provocada pela retenção líquida. No entanto, conforme o dia vai passando, o corpo parece insuflar de maneira consideravelmente dando aquela sensação desconfortável.

A famosa retenção de líquida, nada mais é que praticamente um inchaço corporal que pode acontecer em uma ou várias partes do corpo. Esses fatores também podem ser descritos como “Edema” – termo técnico que descreve o inchaço. 

Segundo o médico Dráuzio Varella, diversos fatores podem estar correlacionados com a retenção líquida (inchaço), tais como variações de pressão sanguínea, níveis de proteínas no sangue, volume de sais no corpo, e principalmente o sedentarismo.

Entretanto, após recebermos diversos pedidos dos nossos leitores sobre dicas de como evitar esse acúmulo ou essa sensação de retenção líquida, resolvi escrever 10 dicas de como evitar a retenção líquida demasiada.

1 - Eleve o consumo de água

Embora possa parecer estranho, ao consumir um número maior de água você acaba eliminando o excesso de sódio que é um dos principais causadores do inchaço provocado pela retenção líquida. E média, por dia uma pessoa adulta e sedentária, necessita de aproximadamente uma ingestão de 2,5L de água, e uma pessoa ativa pode chegar entre 5 a 10 L/dia.

2 - Reduza o consumo de sódio

O sódio faz com que nosso organismo retenha um volume demasiado de líquido, portanto, evite o consumo de alimentos ricos em sódio (enlatados, carnes salgadas/conservas, embutidos etc.). Opte por temperos naturais, sal LIGHT, ou sal rosa do Himalaia que é outra opção mais saudável.

3 - Elimine os refrigerantes

Os refrigerantes apresentam uma porcentagem altíssima de glicose, que será armazena em seu corpo para uma possível geração de energia. Porém, caso esse estoque não seja utilizado, além de causar aquela sensação de inchaço, poderá ser transformado em gordura. Além disso, o refrigerante causa desidratação e inchaço, causado possivelmente pela inflamação das paredes do intestino em resposta ao nível de fósforo encontrado na bebida.

4 - Saiba escolher o adoçante

Muitos adoçantes não trazem benefício algum para saúde, e seu consumo pode elevar o volume de retenção líquida no corpo, por isso, dê preferência para os adoçantes naturais como Stevia e a Sucralose.

5 - Alimente-se corretamente

Procure ingerir alimentos ricos em proteínas (carnes, ovos, leite e seus derivados). Ingira também legumes e verduras, pois, estes alimentos por terem efeitos diuréticos, auxiliam significativamente na redução dos níveis de água armazenada no corpo em excesso.

6 - Caso precise suplemente

Tenha na dieta cálcio, magnésio e probióticos ou, caso precise, recorra a suplementação, pois, uma dieta rica dessas substâncias competem com o sódio, e uma ingestão adequada desses, faz com que seu organismo force a eliminação do sódio reduzindo seu inchaço. 

7 - Cuidado com os diuréticos

Esse tipo de medicamento seria interessante ser usado com prescrição médica. Por aumentarem o volume de fluxo de urinário, esses medicamentos como efeito imediato (agudo), eles podem até ajudar, no entanto, como um efeito em longo prazo (crônico) faz com que o corpo crie uma dependência física e passa a necessitar sempre do medicamento para eliminar o inchaço.

8 - Prefira diuréticos 100% natural

Existem diversos tipos de chás 100% naturais que realizam atividades diuréticas e contribuem para a redução da retenção líquida tais como cavalinha, carqueja, chá verde, hibisco, erva-doce, camomila, quebra-pedra, gabiroba, chá de bugre etc.

9 - Pernas para o ar

Procure descansar pelo menos 15 minutos por dia colocando as pernas para o alto, isso contribui para melhorar sua circulação e consequentemente contribui reduzindo a sensação de inchaço nas pernas. 

10 - Pratique exercício físico

Sem dúvida o exercício físico é uma das mais importantes dicas para redução da retenção líquida, pois, ele faz com que eliminemos o excesso de água por meio da respiração, sudorese e pelo aumento da atividade digestiva, portanto, faça no mínimo 30min de exercícios físicos diários e lembre-se de se hidratar corretamente (antes, durante e após suas atividades).

Espero ter ajudado você na prevenção e combate ao acúmulo excessivo de água no corpo. 

Referências

MCARDLE, W. D. Katch FI, Katch VL. Exercise Physiology: Energy, Nutrition, and Human Perfomnce, 2008.

Drauzio Varella. Retenção de Líquido. Disponível em:<http://drauziovarella.com.br/letras/r/retencao-de-liquidos/>. 2015.


Texto copiado de: Exercício Físico com Saúde. Link: http://www.exerciciofisicocomsaude.com.br/10-dicas-evitar-retencao-liquida-inchaco/

terça-feira, 19 de junho de 2018

Tumor Benigno x Tumor Maligno



O tumor benigno é a proliferação anormal de células com formação de massas tumorais confinadas ao seu local de origem ( está bem localizada), as mesmas não invadem tecidos vizinhos e seu crescimento tende a ser mais lento (ORNELLAS, 2012). Logo, tumor benigno não é câncer. Já o tumor maligno é a proliferação anormal de células com formação de massa tumoral de capacidade destrutiva, invadem tecido vizinho, com potencial metastático e de crescimento acelerado (ORNELLAS, 2012). Logo, tumor maligno é câncer.


Pois o câncer é definido como um crescimento descontrolado e anormal de células no organismo (AMERICAN CANCER SOCIETY, 2014), sendo o nome geral dado a um conjunto de mais de 100 doenças, que têm em comum o crescimento desordenado de células, que tendem a invadir tecidos e órgãos vizinhos (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2011), que se tornam tumores malignos (MCARDLE, KATCH, KATCH, 2013). Esta doença é considerada multifatorial, já que não possui um único fator causador.


Referências

AMERICAN CANCER SOCIETY. Understanding Cancer. 2014. Disponível em: http://www.cancer.org/cancer/cancerbasics/index. Acessado em: 14 de outubro de 2014.

INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER (INCA). ABC do câncer: abordagens básicas para o controle do câncer. Rio de Janeiro. INCA. 2011.

MCARDLE, W.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 5ª edição. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2003.

ORNELLAS, F. Fisiologia do exercício aplicado ao sistema imunológico. Aula da pós-graduação Lato Sensu em Fisiologia do Exercício. São Paulo. Universidade Gama Filho. 2012.


quinta-feira, 24 de maio de 2018

Efeitos termogênicos da pimenta


As pimentas trazem diversos benefícios para o nosso organismo por possuir efeitos antimicrobianos, anti-inflamatória, anticancerígeno, além de melhorar a digestão e os níveis de colesterol. No entanto, o mais importante a ser discutido aqui é sua capacidade termogênica, cuja mesma faz com que o metabolismo fique mais “acelerado” contribuindo para o processo de emagrecimento. 

É importante frisar que somente as pimentas ricas em capsaicina, substância encontrada nas pimentas vermelhas, que contribuem para o aumento e quebra de gorduras no tecido adiposo aumentando em média 20% o metabolismo.

Para que a pimenta acabe dando um auxílio significativo para o aumento da demanda energética, é necessário que façamos pelo menos uma ingestão média de 3g ao dia, pois, valores inferiores e este, podem não gerar respostas significativas.

Porém, ingira em média 3g/dia de pimenta rica em capsaicina para que você possa aumentar a sua liberação de adrenalina e consecutivamente aumentar os seus batimentos cardíacos – fazendo com que haja um maior dispêndio/gasto energético, e assim, ter resultados satisfatórios, permitindo-nos afirmar que a pimenta ajuda emagrecer sim. Mas também evite o excesso!

Antes de se submeter qualquer plano alimentar ou dieta sempre consulte um nutricionista.


Fonte: Exercício Físico com Saúde. Link: http://www.exerciciofisicocomsaude.com.br/pimenta-ajuda-emagrecer/

Curiosidade - Top 3 erros comuns no treino de hipertrofia




Está insatisfeito com os seus resultados? Você pode estar cometendo um dos erros abaixo. 

1. Pegar pesado sempre: para que o treino promova resultados, ele deve proporcionar estresse ao tecido muscular, ou seja, deve tirá-lo da zona de conforto; treinos com altas cargas são interessantes para isso, pois elevam o nível de tensão mecânica, promovendo mecanotransdução (sinalização às vias de síntese proteica em virtude do estresse mecânico), além de gerarem microtraumas adaptativos (microlesões que estimulam a proliferação e migração de células satélite); porém, a repetição sistemática de um mesmo modelo de treino faz com que o organismo se ajuste a essa condição e, o estímulo que antes estressava, passa a não estressar mais, fazendo com que as adaptações sejam interrompidas ou minimizadas. Dica: alterne a característica do treino de tempos em tempos, enfatizando ora estresse tensional (altas cargas), ora estresse metabólico (altas repetições). 

2. Repetir sempre os mesmos exercícios: alguns exercícios costumam ser considerados primordiais para o desenvolvimento de determinados grupos musculares, pois apresentam bons níveis de ativação neuromuscular, além de possibilitarem o levantamento de cargas pesadas; dessa forma, é comum que notemos a presença de alguns exercícios “chave” nos programas de treinamento, ex. supino para o peitoral, agachamento para o quadríceps, etc; embora a execução desses exercícios seja bem respaldada cientificamente, sua repetição exclusiva pode não ser a melhor estratégia para promover hipertrofia bem distribuída em todas as partes de um músculo, pois exercícios diferentes podem apresentar potencial para hipertrofia diferentes partes do mesmo músculo. Dica: varie os exercícios e as angulações do mesmo exercício ao longo do programa de treinamento. 

3. Treinar muito e descansar pouco: a sessão de treino tem a função de gerar estresse nos sistemas fisiológicos, aumentando o catabolismo (degradação) celular; durante o período de descanso, o organismo trabalha para se recuperar do estresse sofrido e, para isso, inicia uma série de reações que objetivam aumentar os processos favoráveis ao anabolismo (construção) celular, visando a recuperação e a supercompensação; dessa forma, o processo de hipertrofia acontece no descanso e o treino é somente um fator necessário para desencadeá-lo; assim, treinar muito e descansar pouco pode ser o caminho mais rápido para o fracasso; portanto, sempre que a magnitude de estresse do treino aumentar (aumento do volume, da intensidade ou da densidade), procure adequar o tempo de descanso entre as sessões e/ou períodos de treino. Dica: descanse, pelo menos, 48 a 72 horas entre as sessões de treino para os mesmos grupos musculares; se optar por diminuir o período de descanso, reduza o volume de treino das sessões. 

Referência 

Cópia de: TEIXEIRA, C. V. L. S. 3 erros comuns no treino para hipertrofia. 2017. Disponível: http://caueteixeira.com/3-erros-comuns-no-treino-para-hipertrofia/

Curiosidades - Top 9 dicas para perder peso


Não é segredo que o excesso de peso e a obesidade se tornaram um grave problema de saúde pública em muitos países.Por exemplo, nos Estados Unidos, a obesidade é considerada uma epidemia que causa cerca de 400 mil mortes por ano e custa à economia mais de US$ 123 bilhões.

Mas o que podemos fazer para resolver o problema? Confira algumas dicas básicas e práticas para perder os quilos extras.

A primeira coisa é entender que o excesso de peso e a obesidade decorrem do consumo excessivo de calorias. Em média, o corpo necessita de 2.000 calorias por dia para realizar suas funções básicas.

1. Leia atentamente os rótulos com as informações nutricionais de cada produto e escolha os que contiverem a menor quantidade de calorias por porção.

2. Tente consumir produtos com baixo teor de gorduras saturadas, carboidratos e açúcar, mas ricos em proteínas.

3. É recomendável mastigar ao menos dez vezes cada porção e comer devagar para acelerar a sensação de saciedade.

4. Não é aconselhável passar longos períodos de tempo sem se alimentar. Recomenda-se comer pelo menos 5 vezes por dia, mas porções pequenas que não excedam o total de calorias diárias recomendadas pelo nutricionista. Isso ajuda a acelerar o metabolismo e a queimar gordura mais rapidamente.

5. Pratique atividades físicas pelo menos quatro vezes por semana por pelo menos 30 minutos. Antes de iniciar um programa de exercícios, consulte seu médico para saber qual é o exercício mais indicado para seu estado de saúde e condição física.

6. Coma alimentos com baixo teor de sódio para limitar a ingestão de sal. Cerca de 70% do nosso peso corporal é composto por água, e consumir alimentos ricos em sódio aumenta a retenção de líquidos.

7. Tome de 2,5 a 3 litros de água por dia e limite o consumo de refrigerantes e doces. Ela também ajuda a eliminar as toxinas do corpo.

8. Consuma frutas, de preferência cruas e frescas, com o estômago vazio, sem combiná-las com outros alimentos. Espere de 20 a 30 minutos antes de comer outro tipo de alimento.

9. Evite ao máximo consumir alimentos antes de dormir, sobretudo os ricos em gorduras, carboidratos e açúcares.

Lembre-se de que o corpo é uma máquina perfeita e não necessita de grandes quantidades de alimento para funcionar.


Texto copiado de: Blog Nutrição e Educação Física. Link: http://nutricao.educacaofisicaa.com.br/2014/11/dicas-basicas-e-praticas-para-perder.html

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Definições básicas para o dia-a-dia do profissional da saúde



Atividade física x Exercício físico

Atividade física: pode ser definida como sendo movimentos corporais realizados pela musculatura esquelética humana resultando no gasto calórico acima dos níveis de repouso.

Exercício físico: consiste em um tipo de atividade física sistematizada, planejada, estruturada e repetitiva que pretende desenvolver a aptidão física.

Alimentação x Nutrição

A alimentação é a base da vida e dela depende a saúde do homem. O ato se alimentar é um comportamento tanto motivacional quanto uma necessidade biológica. Alimentar-se é um ato voluntário e consciente.

A nutrição pode ser definida como o conjunto de processos que vão desde a ingestão do alimento até a sua assimilação pelas células. A nutrição envolve, portanto, a digestão das moléculas orgânicas que compõem os alimentos e a absorção, pelas células corporais, dos produtos resultantes. Nutrir-se é um ato involuntário e inconsciente.

Saúde x Doença

Saúde: as pessoas ainda associam saúde à simplesmente ausência de doenças, sendo que o conceito de saúde é abrangente. Na atualidade, saúde tem sido definida não apenas como a ausência de doenças, condição humana caracterizada pelo bem estar físico, social, psicológico e espiritual.

Doença: é um conjunto de sinais e sintomas específicos que afetam um ser vivo, alterando o seu estado normal de saúde. Em geral, a doença é caracterizada como ausência de saúde, um estado que ao atingir um indivíduo provoca distúrbios das funções  físicas e mentais. Pode ser causada por fatores exógenos (externos, do ambiente) ou endógenos (internos, do próprio organismo).

Referências bibliográficas

NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. Londrina: Midiograf, 2001.

NAHAS, M.V., BARROS, M.V.G., FRANCALACCI, V. O pentáculo do bem estar: base conceitual para avaliação do estilo de vida de indivíduos e grupos. Revista brasileira de atividade física e saúde. v. 5, n. 2, 2000, p.48-59.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Válvulas do coração


As quatro válvulas do coração são:

A válvula tricúspide: localizada entre o átrio direito e ventrículo direito, ela é formada por três cúspides, abre para a passagem de sangue do átrio direito para o ventrículo direito e fecha na sístole ventricular direita, impedindo o refluxo de sangue do ventrículo direito para o átrio direito.

A válvula pulmonar: também formada por três cúspides, localizada no início da artéria pulmonar e fecha após a sístole ventricular direita, impedindo o refluxo de sangue da artéria pulmonar para o ventrículo direito.

A válvula mitral: localizada entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo, ela se abre para a passagem de sangue do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo e se fecha na sístole ventricular esquerda, impedindo o refluxo de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo, é formada por duas cúspides.

A válvula aórtica: localizada no início da artéria aorta e se fecha após a sístole ventricular esquerda, impedindo o refluxo de sangue da aorta para o ventrículo esquerdo, ela também é formada por três cúspides.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Sistema anaeróbio e aeróbio



Quando grandes quantidades de energia são liberadas durante o exercício, a energia utilizada para o calor é bastante para aumentar a temperatura corporal.
A energia adquirida através dos alimentos precisa ser transformada em um composto chamado trifosfato de adenosina (ATP) antes que possa ser aproveitada pelo organismo.
Diferentes atividades físicas, dependendo da duração e da intensidade, ativam sistemas específicos de transferência de energia. Existem três sistemas de transferência de energia.

Sistema ATP-CP (do fosfagênio) ou anaeróbio alático

Esse sistema representa a fonte de energia disponível mais rápida do ATP para ser usado pelo músculo, porque esse processo de geração de energia requer poucas reações químicas, não requer oxigênio e o ATP e o PC estão armazenados e disponíveis no músculo. As reservas de fosfagênio nos músculos ativos são esgotadas provavelmente após 10 segundos de exercício extenuante, como exemplo: uma série de 6 repetições com carga de 90% a 95% da força máxima em qualquer aparelho de musculação.

Glicólise anaeróbia ou sistema anaeróbio lático

À medida que o exercício explosivo progride para 60 segundos de duração e que ocorre uma ligeira redução no rendimento de potência, a maior parte da energia ainda terá origem nas vias metabólicas. Entretanto, essas reações metabólicas envolvem também o sistema de energia em curto prazo da glicólise, com o subseqüente acúmulo de lactato.
Esse sistema metabólico gera o ATP para necessidades energéticas intermediárias, tendo como exemplo atividades tipo: pique 200-400 m, natação de 100 m. O denominador comum dessas atividades é a sustentação de esforço de alta intensidade e não ultrapassam os dois minutos.
O sistema de ácido lático, ou glicose anaeróbia, não requer oxigênio; gera como subproduto o ácido lático, que causa fadiga muscular; usa somente carboidratos; e libera aproximadamente duas vezes mais ATP do que o sistema fosfagênio.

Sistema aeróbio ou oxidativo

À medida que a intensidade do exercício diminui e a duração é prolongada para 2 a 4 minutos, a dependência da energia proeminente dos fosfagênios intramusculares e da glicólise anaeróbica diminui e a produção aeróbia de ATP torna-se cada vez mais importante.
Exemplos de exercícios que utilizam o sistema aeróbio podem incluir: hidroginástica de 40-60 minutos, corridas longas de 5000 m, natação mais que 1500 m, ciclismo acima de 10 km e triathlon.

Referência

SOUZA, C. A. B. Sistema aeróbio e anaeróbio - transferência de energia. 2011.



domingo, 18 de fevereiro de 2018

O desenvolvimento humano e o ciclo da vida


O desenvolvimento humano depende da história e do contexto em cada pessoa esteja inserida, pois cada indivíduo se desenvolve dentro de um conjunto específico de circunstâncias ou condições definidas por tempo e lugar.
O desenvolvimento é multidimensional e multidirecional e envolve um equilíbrio entre crescimento e declínio.
Os processos do desenvolvimento humano envolvem mudança e estabilidade, e a mudança pode ser quantitativa e qualitativa.
A mudança quantitativa é uma mudança de número ou quantidade, como as do crescimento em altura, peso, vocabulário ou frequência de comunicação, enquanto que a mudança qualitativa é uma mudança no tipo, na estrutura ou na organização. Apesar dessas mudanças, a maioria das pessoas apresentam estabilidade, ou constância, básica de personalidade e comportamento.
O desenvolvimento humano é dividido em três aspectos ou domínios, que são: desenvolvimento físico, desenvolvimento cognitivo e desenvolvimento psicossocial. Na verdade, esses aspectos ou domínios do desenvolvimento estão interligados. Durante toda a vida, cada um deles influencia os outros.
O crescimento do corpo e do cérebro, das capacidades sensórias, das habilidades motoras e da saúde são parte do desenvolvimento físico.
A mudança e a estabilidade nas capacidades mentais, como julgamento moral, aprendizagem memória, linguagem, pensamento e outros processos cognitivos são parte do desenvolvimento cognitivo.
A mudança e a estabilidade na personalidade e nos relacionamentos sociais são parte do desenvolvimento psicossocial.
O Ciclo vital, pela ciência se divide da seguinte maneira:

>>  Pré-natal – concepção ao nascimento
>>  Primeira infância: nascimento aos 3 anos
>>  Segunda infância – 3 aos 6 ou 7 anos
>>  Terceira infância – 7 aos 11 anos
>>  Adolescência – 12 aos 18 ou 20 anos
>>  Jovem adulto – 20 aos 40 anos
>>  Meia idade – 40 aos 65 anos
>>  Terceira idade – 65 em diante

Períodos do ciclo vital: é uma construção social, um ideal acerca da natureza da realidade aceito pelos integrantes de uma determinada sociedade em uma determinada época com base em percepções ou suposições subjetivas compartilhadas.

Referência

CASSUNDÉ, M. A. Aula de Psicologia do desenvolvimento: O ciclo da vida