sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Adaptação biológica ao treinamento


Segundo Weineck (1999), a adaptação é a lei mais universal e importante da vida. Adaptações biológicas apresentam-se como mudanças funcionais e estruturais em quase todos os sistemas. Por adaptações biológicas no esporte, entendem-se as alterações dos órgãos e sistemas funcionais que ocorrem em decorrência das atividades psicofísicas e esportivas.
Na biologia, compreende-se adaptação fundamentalmente como uma reorganização orgânica e funcional do organismo, frente a exigências internas e externas; adaptação é a reflexão orgânica, adoção interna de exigências. Ela ocorre regularmente e está dirigida à melhor realização das sobrecargas que induz. Ela representa a condição interna de uma capacidade melhorada de funcionamento e é existente em todos os níveis hierárquicos do corpo. Adaptação e capacidade de adaptação pertencem à evolução e são uma característica importante da vida. Adaptações são reversíveis e precisam constantemente ser revalidadas (ISRAEL, 1983 apud WEINECK, 1999).
A intervenção de mediadores bioquímicos é responsável pelo comportamento do metabolismo e, consequentemente, das variações metabólicas que ocorrem com o treinamento físico.
Os aspectos relacionados ao domínio biológico adquirem uma importância decisiva; assim, os processos adaptativos do organismo aos esforços são fundamentais para o rendimento físico. O treinamento com objetivos competitivos nada mais é do que uma sequência de comportamentos bem organizados e biologicamente finalizados, de forma a causar uma interação temporal, considerando-se os períodos correspondentes ao microciclo e ao macrociclo.
No treinamento esportivo, a adaptação adquire uma importância muito peculiar, sendo caracterizada pela necessidade de evitar a estabilização de trocas energéticas e a estabilização dos resultados dos atletas. Assim, a alternância das cargas de treinamento deve corresponder a uma sucessão constante de períodos curtos e longos, nos quais se alternam reduções e elevações cíclicas nas transformações energéticas e nos componentes da carga, ou seja, a perda do equilíbrio das diferentes funções biológicas, com o objetivo de se obter melhores níveis de rendimento (GRANELL; CERVERA, 2003).

Referências bibliográficas

GRANELL, J. C.; CERVERA, V. R. Teoria e planejamento do treinamento desportivo. Porto Alegre: Artmed, 2003.


WEINECK, Jürgen. Treinamento ideal. 9ed. São Paulo: Editora Manole, 1999.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Doenças mentais reduzem expectativa de vida tão quanto ou mais que o tabagismo, diz estudo britânico


Governos e serviços sociais deveriam depositar mais esforços e até mesmo priorizar o tratamento de doenças mentais. É o que defendem pesquisadores da Universidade de Oxford. Um estudo recente realizado na instituição mostrou que se dedicar à saúde mental pode evitar mortes prematuras.
Os cientistas de Oxford dizem que ela não é tão debatida quanto o tabagismo, apesar dos altos números de casos envolvendo problemas na área e da similaridade na gravidade das duas questões. A análise mostra que um em cada quatro britânicos tem algum tipo de problema de saúde mental. Enquanto isso, aproximadamente 21% dos homens no Reino Unido e 19% das mulheres fumam.
Os pesquisadores fizeram uma busca de revisões sistemáticas de estudos na área. Em 20 artigos de revisão, foram identificados 1,7 milhões de pacientes e mais de 250 mil mortes. Eles levantaram pesquisas sobre a expectativa de vida e o risco de suicídio de pessoas com doenças mentais e compararam com os dados acerca de fumantes.
A redução média da expectativa de vida em pessoas com transtorno bipolar é de nove a 20 anos; de 10 a 20 anos para esquizofrenia; entre nove e 24 para abuso de drogas e álcool; e de sete a 11 anos para depressão. A perda de anos entre fumantes compulsivo, no entanto, é de oito a 10 anos. As descobertas foram publicadas no periódico World Psychiatry.
Todos os diagnósticos estudados mostraram um aumento de mortalidade, embora o risco tenha variado, muitos eram equivalentes ou superiores ao do tabagismo intenso. "Nós descobrimos que muitos diagnósticos em saúde mental estão associados a uma queda na expectativa de vida tão grande  quanto o que se relaciona a fumar 20 ou mais cigarros por dia", diz Seena Fazel, do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford.
"Há provavelmente muitas razões para isso. Comportamentos de alto risco são comuns em pacientes psiquiátricos, especialmente o abuso de drogas e álcool, e eles são mais propensos a morrer por suicídio", completa o pesquisador.
Concluiu também que, um em cada quatro britânicos tem algum tipo de problema de saúde mental.

Fonte: Galileu. Doenças mentais reduzem expectativa de vida mais do que tabagismo, diz estudo. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2014/05/doencas-mentais-reduzem-expectativa-de-vida-mais-do-que-tabagismo-diz-estudo.html


8 técnicas pra memorizar as coisas que você aprende


Como anda sua memória? De acordo com estudo científicos, sua resposta só é honesta se você disser: mal, bem mal. É que pesquisas mostram que nos lembramos apenas de 10% daquilo que aprendemos. Os outros 90% são esquecidos rapidamente, logo depois que a gente aprende.

Infelizmente, não dá pra escrever esse argumento no vestibular e passar na faculdade, ou então dizer pro professor e esperar aprovação na prova. Especialmente no ensino tradicional, que quase sempre avalia a capacidade de reproduzir conteúdo, a memória é fundamental. Por isso, se você conhecer algumas técnicas que te ajudem a memorizar as coisas que você aprende, pode sair na frente. Confira:

1. Ler e ouvir não bastam


A melhor maneira de aprender é discutindo em grupo ou ensinando o que se está tentando aprender. É que se concentrar é muito mais fácil (mandatório, até) quando você está conversando com alguém sobre um tema ou explicando aquilo. Ler ou ouvir alguém falando é muito mais suscetível a distrações e interrupções no seu processo de concentração.


2. Ache um enfoque do assunto que lhe interesse


É mais fácil lembrar de algo do seu interesse do que de algo que não lhe interessa - óbvio. É por isso que, se você gosta de uma matéria, provavelmente tem muito mais facilidade em aprendê-la. Tente achar um enfoque dentro de um assunto que não te interesse tanto, um recorte ou uma abordagem que tenha mais apelo pro seu gosto pessoal. Depois, na vida adulta, se possível, estude só o que você gosta. A vida vai ser mais fácil.


3. Concentre-se


Deixe de lado as notificações do celular e foque no que está estudando. Se você estiver cansado ou distraído, é muito mais difícil para o cérebro fixar o conteúdo com o qual você está tomando contato.


4. Lembretes na hora certa


Há horas melhores e piores para se lembrar de algo que você aprendeu (e o resgate desse conteúdo ajuda você a fixar as coisas na memória). Se você precisa fixar algum conteúdo, a dica é: estude, estude de novo dali uma hora e depois de 24 horas. Ou use o SuperMemo, um site que calcula o tempo exato em que você vai se esquecer de algo e te ajuda a lembrar imediatamente antes de esquecer.


5. Descanse


Faça pausas entre os estudos. Não dá pra saber exatamente quanto e como você deve parar porque isso varia de indivíduo para indivíduo, mas uma boa técnica é estudar por 45 minutos, que é o tempo máximo que alguém consegue se focar em uma tarefa, na média, e dar uma pausa de 15 a 20 minutos antes de recomeçar. De novo, isso pode variar, então fique atento aos sinais da sua mente.


6. Antes de dormir, logo que levantar


Estudar nessas horas é uma boa maneira de fixar conteúdo, por causa das substâncias químicas liberadas pelo cérebro nesses horários.


7. Faça conexões entre o que você aprende e o que você já sabe


Aprender é um processo conectado, e não individual. Uma maneira excelente de fixar algo novo é conectando isso com algo que você já saiba ou conheça. Por exemplo: ao aprender uma palavra nova em outra língua, você pode tentar conectá-la com um som com que ela se pareça em uma língua que você já conheça, por exemplo.



8. Reflita sobre o que você aprendeu


Reserve 15 a 20 minutos entre cada sessão de estudo pra refletir sobre o que você acaba de aprender. Essa reflexão sobre o conteúdo, que provavelmente vai fazer você questionar e correlacionar o aprendizado com coisas que já sabe, também ajuda a fixar coisas na memória.


Fonte: Galileu. 8 técnicas pra memorizar as coisas que você aprende. 


terça-feira, 25 de julho de 2017

Oito grandes males do sedentarismo


Ser sedentário pode levar ao desenvolvimento de problemas de saúde como:

1.    Falta de força muscular por não estimular todos os músculos;
2.    Dores nas articulações devido ao excesso de peso;
3.    Acúmulo de gordura abdominal e no interior das artérias;
4.    Aumento excessivo do peso e até mesmo obesidade;
5.    Aumento do colesterol e triglicerídios;
6.    Doenças cardiovasculares, como Infarto ou AVC;
7.    Aumento do risco de Diabetes tipo 2 devido a resistência à insulina;
8.   Roncos durante o sono e Apneia do sono porque o ar pode passar com dificuldade pelas vias aéreas.

O aumento do peso pode ser a primeira consequência de ser sedentário e as outras complicações surgem aos poucos, com o passar do tempo e são silenciosas.







Sedentarismo faz mal à saúde



Os números são alarmantes: pesquisas do Ministério da Saúde revelam que 80% dos brasileiros são classificados como sedentários e 68% têm sobrepeso ou obesidade. Para o doutor em fisiologia do exercício, Turibio Leite de Barros, apesar de todos os estímulos para que se tenha uma vida ativa, as pessoas estão se tornando reféns da vida moderna e diminuindo o ritmo de atividade física ou de movimentos diários. “Todo mundo quer comodismo e conforto: estacionar perto da porta, usar elevador etc. É aí que se cria o sedentário”, afirma.
Segundo o especialista, sedentarismo não significa apenas a falta de uma atividade física regular, como praticar um esporte ou ir à academia. Depende da intensidade da movimentação corporal e do gasto calórico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como sendentário o indivíduo que gasta menos de 2.200 calorias por semana em atividades físicas e ocupacionais. “Isso representa gastar um pouco mais de 300 calorias por dia, o equivalente à uma hora de movimento significativo. Não é preciso caminhar por uma hora, mas movimentar o peso corporal, se deslocar”, diz.
Do contrário, o sedentário acaba desenvolvendo uma sequência de problemas que deterioram a sua saúde. Os principais são aumento do colesterol, tendência a diabetes e hipertensão, sobrepeso e obesidade. “Felizmente, nunca é tarde para resgatar a saúde. Com uma vida mais ativa, o colesterol baixa, a diabetes melhora, a hipertensão fica controlada e o sobrepeso pode ser superado”, afirma Barros.
Ele lembra ainda que o estímulo para evitar o sedentarismo deve passar de pais para filhos, já que atualmente é comum ver crianças e jovens deixando de praticar exercícios físicos para ficarem no videogame ou na internet. “Para estimular uma vida mais ativa, os pais precisam dar o exemplo praticando esportes também”, lembra o especialista.
Já para quem chegou à terceira idade, Barros recomenda não se entregar ao círculo vicioso iniciado pelo cansaço. “Quanto menos a pessoa faz atividade, mais preguiça tem. Quanto maior a preguiça, maior o comodismo”, aponta. Portanto, não há outra a saída. O segredo é se movimentar”, conclui.

Copiado de: Abílio Diniz. Os males do sedentarismo. Em: http://abiliodiniz.com.br/qualidade-de-vida/atividade-fisica/os-males-do-sedentarismo/


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Por que alongar o corpo?


O alongamento é parte obrigatória do treino, pois protege a musculatura contra lesões, porém, deve ser realizado mesmo por pessoas que não praticam atividade física com regularidade.
Os alongamentos contribuem para preparar a musculatura para a realização de quaisquer movimentos, e colaboram para evitar tensões desnecessárias.
O alongamento pode ser realizado independente da idade e da flexibilidade, deve-se respeitar os limites do corpo e contar com a instrução do profissional de Educação Física.
Um outro ponto muito importante é a respiração. O relaxamento muscular só ocorre quando o indivíduo respira fundo, ou seja, a respiração que promove o ritmo ao exercício e, por isso, é fundamental que seja profunda e pausada.
O alongamento realizado de forma errônea pode causar lesões nos músculos e tendões, por isso deve ser praticado com regularidade para que a flexibilidade seja conquistada.
Os alongamentos podem ser subdivididos em ativo e passivo. O ativo é realizado sozinho, denominado também como autoalongamento, já o passivo é feito com o auxílio de outra pessoa, e na maioria das vezes, conta com uma ação veemente. Ambos devem contar com a orientação de um profissional de Educação Física.
O alongamento realizado de forma contínua, tonifica a musculatura, oxigena as células, ajuda na queima de calorias e favorece a agilidade e força durante os exercícios. Além de reduzir as tensões articulares, especialmente em pessoas sedentárias e idosas.




quinta-feira, 8 de junho de 2017

Agrupamento, Grupo e Equipe. Qual a diferença entre os três?



Agrupamento, grupo ou equipe são palavras bem utilizadas no nosso cotidiano, seja no trabalho, na escola ou faculdade, na igreja etc., mas essas três palavras têm significados diferentes, mas vocês sabem qual(is) a(s) diferença(s) entre as três, veremos a seguir.
Agrupamento é quando as pessoas estão reunidas, porém cada uma tem um objetivo a seguir, sem haver relações afetivas entre elas. O grupo é quando as pessoas estão reunidas e possuem um mesmo objetivo, havendo uma relação afetiva entre elas, mas não necessariamente haverá união de todos para atingir um determinado objetivo. Já a equipe se dá quando as pessoas estão reunidas e possuem um mesmo objetivo, havendo uma relação afetiva e deve haver união entre todos os envolvidos para atingir um determinado objetivo.
Mas tem como transformar um grupo numa equipe? A resposta é sim, tem como fazer isso, é só seguir algumas diretrizes, expostas a seguir.

Haver uma boa comunicação, emitindo mensagem de forma clara e objetiva e receber a mensagem da mesma forma;
Tentar resolver os conflitos;
Proporcionar situações em que os membros se conheçam;
Diferenciar fato de opinião;
Estabelecer elos de confiança;
Evitar rotatividade de funcionários numa empresa de forma exagerada.

Espero que tenham entendido a diferença entre os três.

Fonte: Aula da Graduação de Educação Física (UPE) na disciplina de Psicologia do Esporte, ministrada por Ana Elizabeth Vieira da Cunha. 2010.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

O que é Personal Training e Personal Trainer?


O que é o Personal Training?

É um treinamento personalizado com aplicação de exercícios visando aprimorar a aptidão física do indivíduo, sendo que essa proposta vai de encontro aos objetivos do aluno/cliente.
Este serviço é oferecido àqueles que desejam ter exclusividade, objetividade e eficiência no planejamento e na execução de seu treinamento. As aulas são agendadas e têm a duração de 40 minutos a 1 hora. É interessante ressaltar que o atendimento pode ser realizado de forma individual ou em duplas.
O indivíduo que trabalha com o treinamento personalizado é chamado de Personal Trainer ou Treinador Pessoal.

O que é o Personal Trainer?

É o profissional de Educação Física, devidamente registrado no Sistema CONFEF-CREF, capacitado e habilitado com diversas funções, como:

>> Avaliar o cliente nos aspectos fisiológicos e biomecânicos para melhor adequação do exercício, de acordo com suas características individuais;
>> Avaliar e adequar condições de espaço e tempo disponíveis para atender melhor seu cliente;
>> Prescrever planos de exercícios de acordo com os objetivos do cliente, considerando sempre a sua individualidade biológica (limites e experiências do corpo em relação a exercícios físicos), com cargas adequadas às suas necessidades; 
>>Avaliar periodicamente os resultados e programar novos exercícios, com o objetivo de obter resultados satisfatórios;
>> Promover saúde e qualidade de vida do cliente por meio da prática de exercícios físicos.

Alguns Personal Trainers fazem trabalhos realizando a chamada Consultoria Fitness, que pode ser feita Online ou Presencial

O que é a Consultoria Fitness?

Este serviço é oferecido para quem já possui experiência com treinamento, mas precisa de um estímulo e de uma orientação profissional. Desta maneira, é realizado um plano de treino de acordo com as características e objetivos do indivíduo.
É sempre bom lembrar que a avaliação física é a forma mais correta para avaliar as particularidades do aluno/cliente, bem como a progressão de seu rendimento. Periodicamente o treinamento vai sofrendo alterações, de acordo com o objetivo solicitado e o planejamento realizado.

Referências

GUEDES, D. P.; SOUZA JÚNIOR, T. P.; ROCHA A. C. Treinamento personalizado em musculação. São Paulo: Phorte, 2008.

Equipe Guilherme Diel. Treinamento personalizado e avaliação física. Disponível em: http://www.guilhermediel.com.br/site/default.asp?TroncoID=816064&SecaoID=938472&SubsecaoID=0   

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Princípio da reversibilidade no treinamento desportivo


O princípio da reversibilidade guarda a seguinte ideia: “o que não se usa, perde-se”. Segundo Barbanti (2010), esse princípio assegura que as alterações corporais obtidas com o treinamento físico sejam de natureza transitória. Assim, as mudanças funcionais, morfológicas e de desempenho das capacidades físicas adquiridas com o treinamento retornam aos níveis iniciais após a sua interrupção.
Esse retorno ocorre na mesma velocidade da aquisição, ou seja, aquilo que se ganhou rapidamente é perdido também rapidamente, ao passo que aquisições realizadas lentamente, em um período prolongado, são mantidas com mais facilidade e desaparecem com mais lentidão. Essa definição de Barbanti remete ao pensamento de que, nas fases iniciais de trabalho, principalmente com crianças e jovens, a base deve ser construída lentamente e com uma grande diversidade de gestos motores, incluindo atividades lúdicas, brincadeiras etc.
Para evitar a estagnação do desempenho, considerando que os estímulos de treinamento causam um desequilíbrio na homeostase e que os atletas buscam se adaptar a esses estímulos para produzir um ganho de desempenho por meio de uma adaptação positiva, pode-se inferir que a ausência de variações nas cargas de treinamento pode deixar de produzir adaptações importantes para o desenvolvimento do aluno. Nesse sentido, a fim de se evitar essa estagnação, é importante considerar o princípio da sobrecarga (aumento da carga, do volume, da intensidade, das repetições etc.) para um desenvolvimento motor e cognitivo ótimo.

Referência bibliográfica


BARBANTI, V. J. Revisão científica do livro treinamento de força com bola: estabilidade total e exercícios com medicine ball. 2.ed. Barueri (SP): Editora Manole, 2010.


domingo, 28 de maio de 2017

Princípio da continuidade no treinamento desportivo



O estado de equilíbrio de nosso sistema é dinâmico e instável, adaptando-se constantemente às demandas internas e externas. Conforme se detecta que um arranjo estrutural esteja inadequado à situação atual, novas mudanças são sinalizadas por mecanismos de realimentação. Desta forma, para que um determinado estado sistêmico seja mantido, é necessário que se forneça continuamente estímulos que o justifiquem.
Dentro do treinamento desportivo, tal efeito é basilar para o princípio da continuidade, o qual determina que o treinamento deve ser repetido e ter sua estruturação ajustada continuamente para que sejam assegurados os resultados de longo prazo.
No treinamento de força objetivando ganhos de massa muscular, isso é particularmente evidente, pois a massa muscular mantida por grande parte dos atletas excede em muitas vezes a quantidade necessária para realizar as atividades diárias “comuns”, além disso, a construção do tecido muscular é altamente exigente em termos metabólicos, aumentando a necessidade de consumo calórico, algo que seria pouco útil para sobrevivência em condições primitivas. Deste modo, tão logo os estímulos sejam interrompidos, o corpo cuidará de se livrar do que for considerado desnecessário.

Referência bibliográfica


GENTIL. P. Bases científicas do treinamento de hipertrofia. 5ed. 2014.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Exercício físico e Síndrome metabólica


A síndrome metabólica (SM) é caracterizada por um conjunto de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de diabetes mellitus tipo 2 (DM2), que se manifestam, em geral, mais concomitantemente do que isoladamente, e estão relacionados a obesidade (particularmente central), as elevações da pressão arterial, da glicemia e dos triglicerídeos e aos baixos níveis de HDLcolesterol (Vasconcellos e cols., 2013).
Nas últimas décadas, o numero de pessoas acometidas por um ou mais dos fatores de risco para SM tem aumentado drasticamente, tornando essa síndrome um problema de saúde pública em escala mundial. O tratamento da SM pode ser feito através de diferentes terapias, envolvendo recursos medicamentosos e não medicamentosos. No caso da terapia não medicamentosa, o exercício físico tem sido apontado como um importante instrumento, por atuar direta ou indiretamente no combate a todos os fatores de risco que compõem a SM (Vasconcellos e cols., 2013).
A prática regular de atividade física tem sido recomendada para a prevenção e reabilitação de doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas por diferentes associações de saúde no mundo, como o American College of Sports Medicine, os Centers for Disease Control and Prevention, a American Heart Association, o National Institutes of Health, o US Surgeon General, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, entre outras (Ciolac e Guimarães, 2004).
Estudos epidemiológicos têm demonstrado relação direta entre inatividade física e a presença de múltiplos fatores de risco como os encontrados na SM. Entretanto, tem sido demonstrado que a prática regular de exercício físico apresenta efeitos benéficos na prevenção e tratamento da hipertensão arterial, resistência à insulina, diabetes, dislipidemia e obesidade. Com isso, o condicionamento físico deve ser estimulado para todos, pessoas saudáveis e com múltiplos fatores de risco, desde que sejam capazes de participar de um programa de treinamento físico (Ciolac e Guimarães, 2004).
Assim como a terapêutica clínica cuida de manter a função dos órgãos, a atividade física promove adaptações fisiológicas favoráveis, resultando em melhora da qualidade de vida (Ciolac e Guimarães, 2004).

Referências bibliográficas

CIOLAC, E. G.; GUIMARÃES, G. V. Exercício físico e síndrome metabólica. Rev Bras Med Esporte. Vol. 10, N. 4, 2004. p. 319-24.

VASCONCELLOS, F. V. A. e colaboradores. Exercício físico e síndrome metabólica. Revista HUPE, Vol.12, N.4, 2013. p.78-88.



sábado, 13 de maio de 2017

Recomendações para prescrição de treinamento de força para indivíduos com HIV


O treinamento de força prescrito para pessoas infectadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é capaz de promover aumento nos níveis de força, aumento da massa magra, redução da massa gorda, melhor distribuição da gordura corporal e melhorias no sistema imune inato e adquirido. O treinamento de força, nesse caso, procura manter ou aumentar a massa muscular, melhorando a aptidão física e qualidade de vida, reduzindo os fatores de morbidade e mortalidade.  
O American College of Sports Medicine recomenda para população saudável exercício a, pelo menos, 65% de 1‑RM, com 6 a 12 repetições para obter hipertrofia. Estudos mostraram que prescrições de treinamento resistido com 2 a 4 sessões semanais com cargas entre 50 e 80% de uma repetição máxima, utilizando‑se de séries simples, séries múltiplas ou treinamento concorrente são seguras e benéficas para portadores de HIV.
Porém, informações como: fase da doença, esquema de antirretrovirais, percepção de esforço e dieta não foram incluídos na maioria dos artigos observados. Isso minimiza as possibilidades de identificar os melhores métodos, intensidades e volume de treino respeitando a especificidade do público.

Referência


SOUZA, T. S. P. e colaboradores. Prescrição e efeitos do treinamento de força em pessoas vivendo com HIV/AIDS.  Revista Baiana de Saúde Pública. v.39, n.3, p.655-667 jul./set. 2015.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Exercício físico e síndrome metabólica


A prática regular de atividade física tem sido recomendada para a prevenção e reabilitação de doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas por diferentes associações de saúde no mundo, como o American College of Sports Medicine, os Centers for Disease Control and Prevention, a American Heart Association, o National Institutes of Health, o US Surgeon General, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, dentre outras.
Estudos epidemiológicos têm demonstrado relação direta entre inatividade física e a presença de múltiplos fatores de risco como os encontrados na síndrome metabólica. Entretanto, tem sido demonstrado que a prática regular de exercício físico apresenta efeitos benéficos na prevenção e tratamento da hipertensão arterial, resistência à insulina, diabetes, dislipidemia e obesidade.
Com isso, o condicionamento físico deve ser estimulado para todos, pessoas saudáveis e com múltiplos fatores de risco, desde que sejam capazes de participar de um programa de treinamento físico. Assim como a terapêutica clínica cuida de manter a função dos órgãos, a atividade física promove adaptações fisiológicas favoráveis, resultando em melhora da qualidade de vida.

Referência


CIOLAC, E. G.; GUIMARÃES, G. V. Exercício físico e síndrome metabólica. Rev Bras Med Esporte. Vol. 10, Nº 4, 2004.