sábado, 31 de março de 2012

O que é Saúde?

Em geral, as pessoas ainda associam saúde à simplesmente ausência de doenças, considerando um conceito bem equivocado de que a pessoa ou é absolutamente saudável ou doente, sendo que o conceito de saúde é abrangente.
Na atualidade, saúde tem sido definida não apenas como a ausência de doenças. Saúde se identifica como uma multiplicidade de aspectos do comportamento humano voltados a um estado de completo bem-estar físico, psicológico, social e espiritual.
Saúde é definida como uma condição humana com dimensões física, social, psicológica e espiritual. A saúde estaria associada à capacidade de apreciar a vida e resistir aos desafios do cotidiano.
Para entender saúde é preciso perceber que a sua definição abrangente (condição humana caracterizada pelo bem estar físico, social, psicológico e espiritual) proporciona o entendimento de que a sua percepção completa (afirmar ter saúde de um modo completo) equivale a estar em um completo estado de bem estar.
Para se ter, o que costumamos, dizer boa saúde é necessário praticar exercícios físicos, ter uma boa alimentação, ir ao médico pelo menos uma vez ao ano, controlar o estresse, não fumar, não usar drogas, evitar bebidas alcoólicas em excesso, ter um bom relacionamento com as outras pessoas, estar bem espiritualmente e outras coisas.
            Então, cuide-se e desfrute de uma boa saúde.

Referências bibliográficas

ASSUMPÇÃO, L. O. T.; MORAIS, P. P.; FONTOURA, H. Relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida. Notas introdutórias. Universidade Católica de Brasília.

BARROS, M. V. G.; NAHAS, M. V. Medidas da atividade física: teoria e aplicação em diversos grupos populacionais. 1ed. Londrina: Midiograf. 2003.

McARDLE, W.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. Londrina: Midiograf, 2001.

NAHAS, M.V., BARROS, M.V.G., FRANCALACCI, V. O pentáculo do bem estar: base conceitual para avaliação do estilo de vida de indivíduos e grupos. Revista brasileira de atividade física e saúde. v. 5, n. 2, 2000, págs 48-59.

PITANGA, F. J. G. Epidemiologia, atividade física e saúde. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. Brasília v.10, n. 3, julho 2002, p. 49-54.

terça-feira, 27 de março de 2012

Atividade Física e Exercício Físico

Os termos atividade física e exercício físico estão relacionados entre si, mas possuem conceitos diferenciados. A separação entre esses dois termos atividade física e exercício físico é em alguns casos complicada. Pois, a atividade física é entendida como uma característica inerente ao ser humano, apresentando dimensões biológica e cultural. Ela pode ser definida como sendo movimentos corporais realizados pela musculatura esquelética humana resultando no gasto calórico acima dos níveis de repouso, mas sem a intenção de desenvolver uma aptidão física (flexibilidade, força, potência, resistência muscular, resistência cardiorrespiratória, agilidade e composição corporal).
Já o exercício físico consiste em um tipo de atividade física sistematizada, planejada, estruturada e repetitiva que pretende desenvolver a aptidão física. Em outras palavras, o exercício físico é definido como uma atividade corporal com o intuito de se desenvolver e manter uma aptidão física, ou seja, tornar o corpo apto para realizar uma atividade física.
O exercício seria então marcado pela característica intencional. Mas quando, por exemplo, trabalhadores braçais realizam contrações musculares repetidas, eles estão realizando uma atividade corporal que, ironicamente, também desenvolve e mantém sua aptidão física, mesmo que não seja essa a intenção.
Desse modo, convencionou-se o uso da expressão atividade física, para designar os casos em que existe atividade realizada pelo corpo, mas com objetivos diferentes da busca de aptidão física.
Por isso, pessoas com uma adequada atividade física podem ter aptidão física. Porém, em nossa sociedade, cada vez mais o estilo de vida exige menos atividade física, e o exercício físico, que é essa atividade intencional, assume uma grande importância.
Na prescrição do exercício físico, busca-se a adaptação do organismo para que este obtenha a aptidão física, ou seja, os exercícios físicos estruturam atividades físicas moderadas e/ou intensas, proporcionando melhoria da aptidão física.

Referências bibliográficas

BARROS, M. V. G.; NAHAS, M. V. Medidas da atividade física: teoria e aplicação em diversos grupos populacionais. 1ed. Londrina: Midiograf. 2003.

McARDLE, W.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. Londrina: Midiograf, 2001.

NAVARRO, F. Bioquímica e Bioenergética aplicada ao exercício físico. Aula da Pós-graduação Lato Sensu em Fisiologia do Exercício – Prescrição do Exercício da Universidade Gama Filho, 2012.

POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. 5 ed. Barueri: Manole, 2005.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O que é Bioquímica?

A Bioquímica é, sem dúvida, uma das ciências mais fascinantes porque desmonta o ser vivo em seus componentes básicos e tenta explicar o funcionamento ordenado das reações químicas que tornam possível a vida, frequentemente adjetivada como milagre ou fenômeno. Entretanto, o processo químico muito bem organizado que estabelece toda a existência da vida em nosso planeta, tem sido desvendado, continuamente, por cientistas do mundo inteiro.
O estudo da Bioquímica infere um conceito, que surgiu, de que existe uma “química da vida” ou que “há vida pela química”. Antes de um conceito filosófico ou religioso, a vida, também, deve ser tratada como o resultado da maximização e da inter-relação de fatores físicos e químicos presentes em uma unidade básica do organismo vivo bem pequena e extremamente frágil: a célula. Nesta microscópica unidade estrutural e funcional estão os componentes necessários para que o ser vivo complete o clássico ciclo da vida, ou seja, nascer, crescer, reproduzir e morrer, tudo resultado de um processo natural de desenvolvimento de reações químicas típicas com reagentes, produtos e catalisadores que, quanto melhor as condições ótimas de reação, melhor a eficácia com que serão executadas.
Do ponto de vista químico, os seres vivos são constituídos de elementos bastante simples e comuns em todo o universo: carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio (estes são as bases dos compostos orgânicos), além de uma infinidade de outros elementos presentes em quantidades relativamente menores, mas de funções indispensáveis ao funcionamento celular (por exemplo: ferro, enxofre, cálcio, sódio, potássio, cloro, cobalto, magnésio etc.).
O agrupamento desses elementos, em moléculas com funções distintas, foi um passo longo e decisivo para a afirmação do processo de vida em nosso planeta. O processo de obtenção de energia através da glicose na ausência de oxigênio, por exemplo, é um processo tão organizado que ele é exatamente o mesmo em todos os seres vivos, diferindo somente na forma como o produto final é processado, sendo que a maioria dos seres vivos prossegue com o metabolismo aeróbio, porém todos os seres vivos, sem exceção, realizam o metabolismo anaeróbio a partir da degradação da glicose.
Mas, descrever o processo complexo que é a vida não é tarefa tão simples quanto possa parecer. Na verdade desde que o universo surgiu há cerca de 15 a 20 bilhões de anos, a vida na Terra tem apresentado mecanismos ímpares de reprodução e desenvolvimento que muitas vezes são únicos na natureza e desafiam os conceitos bioquímicos, como por exemplo, os seres que habitam as fossas abissais vulcânicas do Pacífico, que sobrevivem à temperaturas superiores a 120 oC; ou os vírus, que não possuem estrutura celular sendo formados, basicamente, apenas por proteínas e ácidos nucléicos.
Um fato comum a todos os seres vivos, porém, é a presença de macromoléculas exclusivas dos seres vivos (carboidratos, lipídeos, proteínas, vitaminas, minerais e ácidos nucléicos) denominadas de biomoléculas. Desta forma, a “química da vida” está atrelada à composição básica de todo ser vivo, uma vez que todos possuem pelo menos dois tipos de biomoléculas, como no caso dos vírus.
A Bioquímica procura descobrir como os milhares de biomoléculas diferentes interagem entre si para conferir aos organismos vivos as notáveis propriedades que lhes são características.
Lavosier e Priestly (final do século XVIII), Pasteur, Liebig, Berzelius e Bernard (século XIX) foram pioneiros na pesquisa de qual seria a composição dos seres vivos, sendo o termo Bioquímica introduzido em 1903 pelo químico alemão Carl Neuberg. Inicialmente, esta nova ciência era denominada química fisiológica ou química biológica, tendo a Alemanha, em 1877, publicado a primeira revista oficial desta nova ciência, a Zeitschrift für Physiologisce Chemile, e em 1906, a revista norte-americana Journal of Biological Chemistry consagrou-se como importante divulgadora das novas descobertas no campo da bioquímica, sendo editada até hoje.
Após 1920, os Estados Unidos tiveram uma participação decisiva para o crescimento desta nova ciência com a descoberta, isolamento, síntese e descrição do mecanismo de regulação biológica de incontáveis compostos bioquímicos com a utilização de isótopos radiativos como marcadores. Desde 1950, a Bioquímica tem se tornado, cada vez mais, uma das ciências que mais crescem no campo do conhecimento humano tendo papel decisivo no esclarecimento do mecanismo fisiológico e patológico de regulação de vários compostos bioquímicos de fundamental importância para a saúde do ser humano. Atualmente, os métodos de diagnóstico e tratamento da maioria das doenças, são estudados a partir de uma base bioquímica, revelando as causas, as conseqüências e maneiras de se evitar o início ou a propagação das mais diversas patologias.
Logo, pode-se dizer que a Bioquímica é a ciência que estuda os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos e trata da estrutura e função metabólica de componentes celulares como carboidratos, lipídeos, ácidos nucléicos e outras biomoléculas.

Referências Bibliográficas

NELSON, D. L.; COX, M. M. Lehninger: Princípios da bioquímica. 3 ed. São Paulo: Sarvier, 2002.

VIEIRA, R. Fundamentos da Bioquímica: textos didáticos. Belém, 2003.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Água: elemento essencial para a vida


Natureza da água

A água é um elemento absolutamente essencial para a vida. Ela é composta por dois átomos de hidrogênio (H2) e um de oxigênio (O), sendo representada pela seguinte fórmula química H2O. A água constitui de 40-70% da massa corporal total, dependendo de idade (bebê tem mais água que um idoso), sexo (homens geralmente têm mais água que mulheres) e composição corporal (pessoas com muita massa magra têm mais água que pessoas com muita massa gorda). A água representa de 65-75% do peso do músculo e cerca de 10% da massa de gordura.
O corpo contém dois “compartimentos” hídricos. Da água corporal total, cerca de 62% são dos “compartimentos” intracelulares (dentro das células) e 38% são dos “compartimentos” extracelulares (líquido que flui entre as células; no plasma sanguíneo; na linfa; existente nos olhos; e outros líquidos).

Funções da água

A água é um nutriente extraordinário e onipresente. Sem água, a morte ocorre dentro de poucos dias. Funciona como transportador e difusor de gases e nutrientes para as células dos tecidos corporais, pois os mesmos são sempre fornecidos em solução aquosa; os produtos de desgaste são sempre eliminados do corpo por intermédio de um meio aquoso existente na urina e nas fezes; a água, combinada com várias proteínas, lubrifica as articulações e protege contra os choques alguns órgãos, como coração, pulmões, intestinos e olhos; proporciona estrutura e forma ao corpo; e desempenha um papel central na regulação da temperatura corporal.

Ingestão e excreção de água

Uma pessoa em condições normais tem uma ingestão diária média de água de 2,5 l proveniente de líquidos, alimentos e água metabólica produzida durante as reações que geram energia. Para uma pessoa ativa em um meio ambiente quente a necessidade de água aumenta bastante, chegando a alcançar de 5 a 10 l a ingestão diária.
A perda diária de água pelo corpo ocorre através da urina, das fezes, na pele (na forma de suor) e como vapor de água do ar expirado.

Água e dinâmica no exercício físico

A intensidade da atividade física, a temperatura ambiente e a umidade do ar determinam a quantidade de água perdida pelo organismo. O exercício físico em um clima quente aumenta a necessidade de água por parte do corpo. As condições extremas acarretam um aumento de cinco ou seis vezes nas necessidades hídricas acima das demandas normais, por isso se torna necessário consumir água antes, durante e após uma sessão de exercício físico, pois o não consumo de água pode acarretar em desidratação, deterioração no desempenho físico e na capacidade de termorregulação, redução do volume plasmático, e maior risco de lesão térmica, particularmente intermação (dificuldade do corpo resfriar em locais extremamente quentes).
Mas, a transpiração combinada com a ingestão de grandes volumes de água pura, comum durante um exercício prolongado, prepara o palco para a hiponatremia ou intoxição pela água. Essa condição potencialmente perigosa está relacionada a uma redução significativa na concentração sérica de sódio.
Então, para reduzir o risco de hiponatremia no exercício intenso e prolongado se recomenda evitar uma hiperidratação (não consumir mais de 1000 ml de água pura a cada hora antes e durante, e nem mesmo após, o exercício) e acrescentar uma quantidade relativamente pequena de sódio ao líquido ingerido, e um pouco de carboidrato também.



Referências bibliográficas

McARDLE, W.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. 

POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. 5 ed. Barueri: Manole, 2005.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Minerais e Exercício Físico


Natureza dos minerais

Aproximadamente 4% da massa corporal consistem em 22 elementos essencialmente metálicos denominados minerais que se distribuem em todos os tecidos e líquidos corporais.
Os minerais ocorrem livremente na natureza, nos rios, nos lagos, nos oceanos e também no solo. O sistema de raízes das plantas absorve os minerais, que eventualmente são incorporados nos tecidos dos animais que consomem estas plantas.
Os minerais se combinam com outras substâncias químicas (cloreto de sódio – cloro e sódio; fosfato de cálcio – fósforo e cálcio) ou existem isoladamente (cálcio, potássio e sódio livres nos líquidos corporais).

Classificação

Os minerais são nutrientes inorgânicos importantes para o organismo animal e são divididos em duas classes: sete minerais são os macrominerais ou minerais principais (necessários em quantidades > 100 mg diários), são eles: cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro (cloreto) e magnésio; e quinze são oligoelementos ou elementos traços (necessários em quantidades < 100 mg diários), são eles: ferro, flúor, zinco, cobre, selênio, iodo (iodeto), cromo, manganês, cobalto, molibdênio, boro, silício, vanádio, arsênico e níquel.

Funções

Os minerais desempenham algumas funções proeminentes no corpo, como: proporcionam a estrutura dos ossos e dos dentes; ajudam a manter o ritmo cardíaco, a contratilidade muscular, a condutividade neural e o equilíbrio ácido-básico; regulam o metabolismo celular tornando-se parte das enzimas e dos hormônios que moldam as atividades celulares; funcionam na síntese dos macronutrientes biológicos; e outras funções.

Minerais: saúde e dinâmica no exercício físico

Uma dieta balanceada em geral proporciona uma ingestão adequada de minerais. À semelhança de um consumo excessivo de vitaminas, a ingestão excessiva de minerais não desempenha qualquer finalidade fisiológica útil e pode até produzir efeitos tóxicos.
A osteoporose alcançou proporções quase epidêmicas entre os indivíduos mais idosos, principalmente as mulheres. Uma ingestão de cálcio adequada e exercício físico regular com sustentação do peso corporal e/ou treinamento de resistência proporcionam uma defesa efetiva contra a perda óssea em qualquer idade.
Muitas mulheres que treinam arduamente não conseguem uma equivalência entre a ingestão energética e a produção de energia, tendo assim uma alimentação desordenada. Isso acaba reduzindo a massa corporal e a gordura corporal até um ponto que afeta negativamente a menstruação, contribuindo para uma perda óssea significativa em uma idade mais precoce, gerando a chamada tríade da mulher atleta (alimentação desordenada, oligoamenorréia ou amenorréia, osteoporose). Tomar cuidado com esses problemas, pois a restauração da menstruação no tempo normal nem sempre consegue restaurar plenamente a massa óssea.
A ingestão insuficiente de ferro ocorre com freqüência entre crianças pequenas, adolescentes e mulheres em idade fértil, incluindo mulheres fisicamente ativas. Isso pode resultar em anemia ferropriva, que afeta negativamente o desempenho no exercício aeróbio e a capacidade de realizar um treinamento pesado. Logo, essas mulheres, que são uma população em maior risco, precisam de uma quantidade de ferro adicional em 5 mg diariamente, o que resulta em 150 mg ao mês.
Mulheres que adotam dietas vegetarianas devem tomar cuidado, pois aumenta o risco de se instalar uma insuficiência de ferro no organismo. O ideal é ter uma dieta variada, contendo alimentos vegetais e animais.
A deficiência de ferro pode ocorrer em atletas que treinam intensamente, isso talvez se deva pela insuficiente ingestão de ferro; pela perda de hemoglobina pelo suor, pela urina ou pelas fezes; pelo sangramento gastrointestinal em corridas de longa distância; e pela menstruação, este nas mulheres. Uma avaliação periódica do estado das reservas corporais deve ser feita para determinar as características hematológicas e as reservas de ferro no organismo e através desta avaliação o atleta talvez seja recomendado a tomar uma suplementação rica em ferro. Mas se deve tomar cuidado, pois o consumo exagerado do mesmo pode alcançar níveis tóxicos e contribuir para o surgimento de algumas doenças, como: diabetes, doenças hepáticas, doenças cardíacas, doenças articulares, cânceres e doenças infecciosas.
A transpiração excessiva durante o exercício produz perdas significativas de água corporal e de minerais correlatos (sódio, potássio e cálcio) e estes devem ser repostos durante e após o exercício. A perda excessiva de água e eletrólitos afeta a tolerância ao calor e o desempenho físico nos exercícios e pode resultar em uma disfunção grave que culmina em cãibras induzidas pelo calor, exaustão pelo calor ou intermação. A perda de suor durante o exercício em geral não ocasiona um aumento da necessidade de minerais acima dos valores recomendados.
O consumo a longo e curto prazo de suplementos minerais acima dos níveis recomendados não beneficia o desempenho nos exercícios nem aprimora as responsividade ao treinamento.


Referências bibliográficas

McARDLE, W.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
 

POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. 5 ed. Barueri: Manole, 2005.

VIEIRA, R. Fundamentos da Bioquímica: textos didáticos. Belém, 2003.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Vitaminas e Exercício Físico




Natureza das vitaminas

            A descoberta formal das vitaminas revelou que se tratava de substâncias orgânicas de que o organismo necessitava em pequenas quantidades. As vitaminas são compostos orgânicos que não fornecem energia nem contribuem para a massa corporal, elas fazem parte de um grupo de biomoléculas não sintetizadas pelo ser humano (com exceção da vitamina D) e que precisam estar presentes em pequeníssimas concentrações na célula para que ocorram várias reações celulares indispensáveis para a vida. Elas devem ser obtidas do alimento ou, em alguns casos, da suplementação dietética.
As plantas sintetizam vitaminas e os animais as obtêm dos vegetais ou da carne de outros animais que consomem vegetais, o que garante o elo indispensável entre os animais e vegetais na cadeia alimentar, uma vez que são produzidas por vegetais, bactérias, fungos e animais, tornando-se indispensáveis na alimentação.

Classificação

Quimicamente, as treze vitaminas conhecidas são difíceis de serem classificadas, uma vez que pertencem às mais variadas classes químicas, por exemplo: a vitamina A é um terpeno, a vitamina B1 é uma amina, a vitamina C um ácido carboxílico etc. De uma maneira geral, classificam-se as vitaminas, quanto às características de solubilidade, como hidrossolúveis (B1, B2, B6, B12, C, biotina, ácido fólico, ácido pantotênico e niacina) e lipossolúveis (A, D, E, e K).
As vitaminas lipossolúveis se dissolvem e permanecem nos tecidos adiposos do organismo, eliminando a necessidade de ingeri-las diariamente. As vitaminas lipossolúveis não devem ser consumidas em excesso e sem supervisão médica, pois em excesso se acumulam nos tecidos corporais e podem aumentar até alcançar concentrações tóxicas.
As vitaminas hidrossolúveis atuam como co-enzimas, combinando-se com um composto protéico maior (apoenzima) para formar uma enzima e assim acelerar as reações químicas do corpo. Por causa da sua solubilidade em água, as vitaminas hidrossolúveis se dispersam nos líquidos corporais sem serem armazenadas em quantidades apreciáveis, se ingeridas em excesso são atóxicas e, eventualmente, são excretadas na urina.

Funções

As vitaminas desempenham importantes funções no organismo, como: funcionam como reguladores nas reações metabólicas (a maioria funcionando como co-fatores enzimáticos), facilitam a liberação de energia a partir dos nutrientes, desempenham funções-chave na síntese dos tecidos corporais, coagulação sanguínea, desempenham funções protetoras importantes como antioxidantes e outras funções.
As vitaminas A, C e E, assim como a pró-vitamina β-caroteno, desempenham funções protetoras importantes como antioxidantes. Uma dieta com os níveis apropriados desses micronutrientes ajuda a reduzir a possibilidades de ocorrer um dano induzido por radicais livres (estresse oxidativo) e pode proteger contra a doença cardíaca e o câncer.

Vitaminas: saúde e dinâmica no exercício físico

A atividade física eleva o metabolismo e aumenta a produção de radicais livres potencialmente prejudiciais à saúde. A dieta diária deve conter alimentos ricos em vitaminas antioxidantes e minerais para atenuar a possibilidade de ocorrer um estresse oxidativo.
            Para indivíduos bem nutridos, as defesas antioxidantes naturais do organismo realizam uma regulação ascendente na resposta a uma maior atividade física. O apoio a esta afirmação mostra que os efeitos benéficos do exercício regular reduzem a incidência de doenças cardíacas e de várias formas de câncer, cuja ocorrência está relacionada ao estresse oxidativo.
            A suplementação de vitaminas acima do recomendado não melhora o desempenho físico e esportivo e nem melhora o potencial de suportar um treinamento físico intenso. Pode ocorrer uma enfermidade grave em virtude do consumo em excesso de vitaminas lipossolúveis e, em algumas circunstâncias, de vitaminas hidrossolúveis.      
O uso indiscriminado de vitaminas como medicamento por pessoas leigas, que chegam a acreditar que são "elementos milagrosos e energéticos”, é uma preocupação constante dos profissionais de saúde, uma vez que se trata de moléculas altamente especializadas e sua ação tóxica pode trazer lesões graves para os sistemas biológicos, se não forem administradas com perícia e precaução.

Referências bibliográficas

McARDLE, W.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. 5 ed. Barueri: Manole, 2005.

VIEIRA, R. Fundamentos da Bioquímica: textos didáticos. Belém, 2003.