quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Testosterona

Os testículos são glândulas de função dupla: desenvolver e liberar espermatozoides e sintetizar testosterona. Esses processos garantem a fertilidade e mantêm as características sexuais masculinas (MOLINA, 2010).
A quantidade de testosterona presente no corpo dos homens é dez vezes superior à que se encontra no corpo das mulheres. Esse hormônio pode promover alterações em diferentes segmentos corporais, tais como:

a) composição corporal – crescimento muscular, gordura corporal e densidade óssea;
b) maturação e função do sistema nervoso central – características de comportamento, agressividade e processos cognitivos;
c) vias metabólicas – metabolismo da glicose, insulina e leptina;
d) fisiologia muscular e comportamento motor;
e) eritropoiese (produção de hemácias);
f ) adaptação ao estresse.
 
A testosterona é um hormônio derivado do colesterol e é produzida pelas células de Leydig, nos testículos e nos ovários, sendo considerado o principal e mais importante andrógeno circulante (MOLINA, 2010; DI LUIGI et al., 2012).
A maioria dos estudos mostra que a testosterona total e a livre aumentam imediatamente após o exercício agudo e extenuante, assim como no exercício de resistência submáximo prolongado. Apesar de o mecanismo responsável pelo aumento da testosterona durante o exercício agudo não ser conhecido, a elevação durante o exercício intenso acontece com o objetivo de auxiliar o GH na síntese muscular (HAKKINEN et al., 2001; AHTIAINEN et al., 2003; TREMBLAY et al., 2005; CREWTHER et al., 2006; DERBRET et al., 2010). Acredita-se que o lactato sanguíneo estimula o aumento da síntese da testosterona, uma vez que, durante exercício intenso com alta concentração de lactato sanguíneo, observou-se a elevação dos níveis de testosterona; o mesmo efeito foi observado após a infusão de lactato nas gônadas de ratos em repouso (LU et al., 1997).
 

Referências

AHTIAINEN, J. P. et al. Muscle hypertrophy, hormonal adaptations and strength
development during strength training in strength-trained and untrained men. Eur
J Appl Physiol, v. 89, n. 6, p. 555-563, 2003.

CREWTHER, B. et al. Possible stimuli for strength and power adaptation: acute
hormonal responses. Sports Med, v. 36, n. 3, p. 215-238, 2006.

DERBRET, F. et al. Androgen responses to sprint exercise in young men. Int J Sports Med, v. 31, n. 5, p. 291-297, 2010.

DI LUIGI, L. et al. Andrological aspects of physical exercise and sport medicine.
Endocrine, 2012.

HAKKINEN, K. et al. Selective muscle hypertrophy, changes in EMG and force, and serum hormones during strength training in older women. J Appl Physiol, v. 91, n. 2, p. 569-580, 2001.

LU, S. S. et al. Lactate and the effects of exercise on testosterone secretion: evidence for the involvement of a cAMP-mediated mechanism. Med Sci Sports Exerc, v. 29, n. 8, p. 1048-1054, 1997.

MOLINA, P. Endocrine physiology. New York: McGraw-Hill Medical, 2010.

TREMBLAY, M. S. et al. Influence of exercise duration on post-exercise steroid hormone responses in trained males. Eur J Appl Physiol, v. 94, n. 5/6, p. 505 513, 2005.