domingo, 19 de fevereiro de 2017

Células tronco


São células encontradas em embriões, no cordão umbilical e em tecidos adultos, como o sangue, a medula óssea e o trato intestinal, por exemplo. Ao contrário das demais células do organismo, as células-tronco possuem grande capacidade de transformação celular, e por isso podem dar origem a diferentes tecidos no organismo. Além disso, as células-tronco têm a capacidade de auto-replicação, ou seja, de gerar cópias idênticas de si mesmas. As células-tronco podem ser utilizadas para substituir células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, ou em tecidos lesionados ou doentes.
As pesquisas com células-tronco sustentam a esperança humana de encontrar tratamento, e talvez até mesmo cura, para doenças que até pouco tempo eram consideradas incontornáveis, como diabetes, esclerose, infarto, distrofia muscular, Alzheimer e Parkinson. O princípio é o mesmo, por exemplo, do transplante de medula óssea em pacientes com leucemia, método comprovadamente eficiente. As células tronco da medula óssea do doador dão origem a novas células sanguíneas sadias.

Fonte: ESCOLA DE MASSOTERAPIA – SOGAB. Disponível em: www.sagab.com.br


domingo, 29 de janeiro de 2017

As leis da alimentação – Leis de Escudero


A alimentação também é regulada por leis. Leis essas, que se fossem devidamente cumpridas não haveria excesso de peso, obesidade e muitas doenças relacionadas com os maus hábitos alimentares. É de recordar que a alimentação é também um importante factor de risco que leva à obesidade, diabetes, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.
As leis da alimentação, também conhecidas como as leis de Escudero, foram criadas pelo médico argentino Pedro Escudero em 1940, sendo ainda aceitáveis nos dias de hoje. Segundo ele, as quatro leis que devem regular a alimentação do Homem são: Quantidade, Qualidade, Harmonia e Adequação. Comer de forma equilibrada conforme as leis da Alimentação é uma forma de cuidar da saúde.

Leis de Escudero

Lei da Quantidade: A quantidade dos alimentos deve ser suficiente para satisfazer as necessidades energéticas do organismo. Estas dependem do sexo, da atividade física e da idade. Quando se consomem mais calorias do que se gastam o corpo armazena em forma de gordura, produzindo-se assim a obesidade e os problemas a ela associados. Por outro lado, quando a ingestão de calorias é muito baixa, dá-se a malnutrição.

Lei da Qualidade: Os alimentos devem fornecer ao organismo todos os nutrientes essenciais para o seu correto funcionamento. Os nutrientes são essenciais para o crescimento e manutenção de um corpo saudável ao longo da vida.

Lei da Harmonia ou do Equilíbrio: Os alimentos devem guardar entre si uma relação de proporção de modo a evitar o excesso ou deficiências de nutrientes. O equilíbrio na combinação dos nutrientes é de suma importância para evitar a doença.

Lei da Adequação: A alimentação deve ser adequada a cada pessoa, repeitando as características de cada indivíduo, tendo em conta, os hábitos alimentares, a atividade física, a idade, o estado de saúde, o nível económico etc. Por exemplo as necessidades de uma grávida são diferentes das de uma pessoa idosa e, esta por sua vez, tem necessidades diferentes das de um desportista.

Alimentar-se é uma necessidade básica do Homem, imprescindível para viver. Os alimentos, quando bem escolhidos e combinados, são necessários para a manutenção da vida e da saúde, porém nem sempre o Homem come por esta única razão. Nos últimos tempos, o Boom dos alimentos refinados e calóricos fez com que a alimentação caracterize-se mais por excessos que deficiências.
A qualidade e quantidade dos alimentos que ingere cada pessoa repercutem-se na sua saúde e, por conseguinte, na sua qualidade de vida. Cada pessoa é, portanto, o resultado da sua nutrição, pelo que uma dieta saudável é a base de uma boa saúde.
Portanto a alimentação deve ser quantitativamente suficiente, qualitativamente completa, além de harmoniosa em seus componentes e adequada à sua finalidade e a quem se destina. O nutricionista é o profissional apto a aplicar estas leis em sua vida, respeitando a sua realidade.

Referências

CHEMIN S.M.S.S.; MURA J.D.P. Tratado de Alimentação, Nutrição e Dietoterapia. São Paulo: Roca, 2008.

WILLIANS, S. R. Fundamentos de Nutrição e Dietoterapia. Artes Médicas, Porto Alegre, 1997.

A minha dieta diária. As Leis da Alimentação – Leis de Escudero. Disponível em: http://www.aminhadietadiaria.com/alimentacao/as-leis-da-alimentacao-leis-de-escudero/


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Recuperação após o treinamento de força para hipertrofia


O período de recuperação é importante para o corpo humano, pois este necessita de descanso para que haja o perfeito funcionamento de suas funções vitais. É necessário que haja um equilíbrio entre desgaste e reposição de energia para uma boa manutenção do estado físico e funcional do corpo. A capacidade de recuperação e crescimento do organismo, ocorrida durante o repouso, é denominada anabolismo, este é determinado geneticamente. Já a quantidade total de exercícios realizados determina o grau de desgaste do organismo e é denominado catabolismo. (SANTARÉM, 2003).
Powers e Howley (2000) citam que os indivíduos mais condicionados apresentam uma velocidade de recuperação maior que os não treinados, podendo ter um período de recuperação de 24, 48, ou 72 horas. Esse período é essencial para a recuperação das reservas dos substratos energéticos e das taxas de oxigênio, prevenção de lesões e otimização do treinamento de hipertrofia.
A recuperação do treinamento é importante para obter ganhos fisiológicos e recuperação do organismo, evitando lesões e esgotamento do mesmo. Assim, um treinamento adequadamente prescrito pelo profissional de educação física irá possibilitar a conquista do ganho de massa muscular, mediante o mínimo desgaste e o mínimo risco lesional.

Referências

SANTARÉM, J. M. Alimentação para massa muscular. Disponível em: www.culturismo.com.br/massa muscular.php.

POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. 3. ed, São Paulo. Manole, 2000.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

10 hábitos saudáveis de estudar e aprender


1- Mantenha-se motivado com foco no objetivo

2- Sem exageros. Não vire a noite estudando.

3- Tenha postura. Xô, preguiça!

4- Encontre o ambiente certo para estudar, ou crie um ambiente favorável!

5- Estudar é coisa séria! Você pode ir melhor na prova, se estudar o que foi visto em sala de aula no máximo 24 horas depois. Aula dada, aula estudada hoje!

6- O que é importante merece destaque!

7- Ensine para aprender. Organize mentalmente o assunto, verbalize e ouça o feedback do colega, pois são atividades que ajudam a solidificar o conhecimento.

8- Mente sã em corpo saudável. Pratique atividades físicas, e mantenha uma boa alimentação, pois um corpo saudável reflete em uma mente saudável.

9- Não sejam alunos que estudem como loucos, mas que estudem como pessoas inteligentes!

10- Dedique-se aos estudos e seja um vencedor!

 

Referência

INSTITUTO PRESBITERIANO GAMMON. 10 hábitos saudáveis de estudar e aprender.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Hipertrofia sarcoplasmática e miofribilar


Você que pratica musculação com certeza já se perguntou porque nos primeiros meses de treino é tão fácil ganha volume muscular e passada esta fase de ganhos rápidos fica tão difícil aumentar sua massa magra.
Isso acontece porque nos primeiros meses de treinamento de musculação nosso organismo inicia um processo adaptativo chamado de hipertrofia sarcoplasmática, que é basicamente o aumento do volume da célula muscular por elevação do conteúdo de nutrientes na célula (glicogênio e creatina fundamentalmente) e água. Esse processo marca uma rápida elevação da massa muscular sem efetivamente ocorrer aumento de força.
Passados estes primeiros meses de treinamento e ganho rápido de volume muscular a hipertrofia sarcoplasmática cessa dando início a um novo tipo de adaptação, a hipertrofia miofibrilar, que é marcada pelo aumento discreto da massa muscular, porém com aumento significativo da força. Nesta fase ocorre aumento da parte contrátil da fibra muscular.
Com o planejamento do treinamento de musculação, sempre que ocorrer aumento da força, a carga (ou demais variáveis) dos exercícios deve ser alterada, assim a hipertrofia sarcoplasmática e miofibrilar estarão sempre acontecendo em conjunto, auxiliando em objetivos estéticos e ganhos de força. 
Por isso a importância de um profissional de Educação Física qualificado para a prescrição de treinos e analisar tais variáveis. 

Referências

MCARDLE, W. D; KATCH, F.L; KATCH, V.L; Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 6ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2011. 

HIRSCHBRUCH, M.D; CARVALHO, J.R; Nutrição esportiva: Visão pratica. 3ed. Barueri\SP. Manole, 2008.


Copiado da página do Instagram: Team Cérebro Oficial (@team_cerebro)


sábado, 19 de novembro de 2016

Exercício físico no controle da hemoglobina glicada em diabéticos


Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (2016), o diabetes Mellitus pode ser definido como grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia. O Diabetes Mellitus é classificado, comumente, em dois tipos: diabetes mellitos tipo 1 (DM1) ou insulino-dependentes e diabetes mellitos tipo 2 (DM2) ou insulino-resistentes.
Uma das características dos diabéticos, que poucos conhecem, está realacionado ao valor da hemoglobina glicada, caso o valor seja menor que 6,5%, o indivíduo é considerado normoglicêmico (glicemia controlada), mas se o valor for maior ou igual a 6,5%, o indivíduo é considerado diabético (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2016).
Estudos têm mostrados que o exercício físico exerce um papel muito importante no controle da hemoglobina glicada.
No estudo de Sigal e colaboradores (2007), que teve por objetivo determinar os efeitos do treinamento aeróbio (TA) com 30 minutos de duração, treinamento resistido (TR) com 30 minutos de duração, e combinado (TA+TR) com 1 hora de duração, pois foram 30 minutos de ambos em cada sessão, sobre os valores da hemoglobina glicada.   
A amostra foi constituída por 251 adultos entre 39 e 70 anos com DM2. O estudo durou 22 semanas. Havia 3 sessões semanais de exercícios com supervisão e intensidade moderada.O TA e o TR tiveram melhora na hemoglobina glicada (7.4 para 6.9 e 7.4 para 7.1 respectivamente, mas as melhorias maiores foram no TA+TR (7.4 para 6.5).
No estudo de Cauza (2006), que avaliou e analisou alguns aspectos bioquímicos, inclusive a hemoglobina glicada teve duração de 8 meses de TF com 10 pacientes DM2, após este período, os indivíduos que concluíram o estudo e as análises tiveram redução da glicemia de jejum, hemoglobina glicada, colesterol e triglicerídeos.
Logo, chega-se a conclusão que o papel do exercício físico se torna importante no tratamento do diabetes, principalmente no controle na hemoglobina glicada.


Referências

CAUZA, E. e colaboradores. The metabolic effects of long term exercise in type 2 diabetes patients. Wien Med Wochenschr. 2006. p.17-18.

SIGAL, R. J. e colaboradores. Effects of aerobic training, resistance training, or both on glycemic control in type 2 diabetes. Ann Intern Med. V.147. 2007. p.357-369.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Para o público. Disponível em: http://www.diabetes.org.br/para-o-publico/diabetes/o-que-e-diabetes. Acessado em: 26/08/2016.



terça-feira, 15 de novembro de 2016

Qual seria a velocidade de execução ideal para promover a hipertrofia muscular?


O papel da velocidade de execução da ação muscular no treinamento de força não está totalmente estabelecido. Por um bom tempo a prática profissional acreditou que execução mais lenta do movimento era recomendada. Porém, a evidência científica não comprovou esta crença. A velocidade de execução realizada no treinamento de força induz a respostas neurais, hipertróficas e metabólicas. Entretanto, pouco se conhece a respeito da velocidade ideal para hipertrofia.
Poucos estudos avaliaram o efeito da velocidade durante ações isoinerciais. Ratamess e Kraemer (2004) citaram apenas um estudo (HOUSH et al., 1992) para afirmar que a velocidade de execução pode afetar a resposta hipertrófica. Porém, é importante ressaltar que neste estudo foi utilizado equipamento isocinético. Já Carpinelli et al. (2004), em sua análise crítica ao ACSM Position Stand on Resistance Training, atestam que não existem evidências suficientes sobre a superioridade de uma velocidade específica para o desenvolvimento da hipertrofia. Por exemplo, Young e Bilby (1993) não verificaram diferença significativa da velocidade de execução sobre o grau de hipertrofia. Em um estudo realizado por Tesch et al. (1987) sugeriu que velocidades elevadas produzem menos estímulos hipertróficos quando comparados a velocidades mais baixas. Atualmente, existem indícios que a execução em alta velocidade, particularmente na fase excêntrica do movimento, parece ser mais eficiente para os ganhos de força e hipertrofia.
Logo, não existe resposta definitiva para esta pergunta, há muito ainda a ser estudado e analisado.

Referências

CARPINELLI , R. M.; OTTO , R. A; WINETT, R. A. Critical analysis of the acsm position stand on resistance training: insufficient evidence to support recommended training protocols. Journal of Exercise Physiology. V. 7, N. 3, 2004.

KRAEMER, W. J.; RATAMESS, N. A. Fundamentals of resistance training: progression and exercise prescription. Med Sci Sports Exerc v. 36, n. 4, 2004.

TESCH, P. A.; KOMI, P. V.; HAKKINEN, K. Enzymatic adaptations consequent to longterm strength training. Int J Sports Med, v. 8, p. 66-69, 1987.

Young, Warren B.; Bilby, Glenn E. The Effect of Voluntary Effort to Influence Speed of Contraction on Strength, Muscular Power, and Hypertrophy DevelopmentJournal of Strength & Conditioning Research.V. 7, N. 3, 1993.


domingo, 13 de novembro de 2016

Exercício físico como meio de tratamento para o câncer


Hoje em dia o tratamento do câncer busca, além da manutenção ou prolongamento da vida, promover a sobrevivência humanizada e com maior qualidade. Para tanto, atrela a qualidade de vida e a autonomia do paciente ao seu nível de aptidão física e capacidade funcional, tendo nos exercícios uma terapia alternativa para aumento das capacidades físicas e combate à fadiga relacionada ao câncer. 
Indivíduos com câncer desenvolvem um quadro de catabolismo intenso, que podem resultar em caquexia, fadiga intensa, náuseas, depressão, atrofia muscular, diminuição da capacidade aeróbia, diminuição da força e flexibilidade, e perda de massa muscular. Estes fatores contribuem para o decréscimo da qualidade de vida. Para minimizar esses problemas, atualmente muitos pesquisadores têm estudado como algumas atividades podem melhorar a qualidade de vida destes indivíduos, entre as quais estão os exercícios físicos.  
A implantação de um programa de exercícios físicos pode ser fei­ta em quaisquer das três fases após o diagnóstico de câncer; porém, em cada fase, os objetivos e a consequente modulação dos mesmos serão distintas.
Fase pré-tratamento: compreende o período entre o diagnóstico da doença e o início do tratamento. Os objetivos serão voltados para melhora do estado funcional geral, prevenção e atenuação do declínio funcional durante o tratamento, auxiliar o indivíduo a en­frentar emocional e psicologicamente a doença enquanto espera o tratamento. Para os indivíduos já praticantes de alguma atividade física, deve-se priorizar a manutenção da atividade e, para os não praticantes, o engajamento progressivo em um programa.
Durante o tratamento: o foco desta fase será voltado para pacientes que se encontram durante o tratamento, seja ele de qualquer natu­reza (cirúrgico, quimioterapia, radioterapia, hormônio, imunoterapia e transplante). Visando atenuar os efeitos colaterais e a toxidade dos tratamentos, manutenção das funções físicas e composição corporal, manu­tenção/melhora da capacidade funcional e força muscular, estado de humor e qualidade de vida, facilitar a conclusão do tratamento, e potencializar a eficácia dos tratamentos.
Fase pós-tratamento: a abordagem neste período será direcionada para os sobreviventes, ou seja, indivíduos que já terminaram o tratamento, sendo o exercício essencial no processo de recuperação e otimização do estado de saúde geral e qualidade de vida.
Alguns estudos concluídos até o momento mostram efeitos benéficos da atividade física contra o câncer, pois há grande quantidade de publicações científicas sobre a importância do exercício físico no tratamento e na reabilitação de pacientes com câncer. Entretanto, alguns estudos não encontraram um efeito claro, e raros são aqueles que mostram efeitos negativos.
Embora diferentes estudos mostrem que a atividade física tem contribuição na redução da mortalidade de indivíduos com câncer e na promoção de seu bem-estar, ainda não há um consenso em relação à intensidade, tanto nos estudo com animais quanto em humanos. Isso porque além da dificuldade na realização de alguns estudos, também há a extensão dos tipos de câncer e das formas de ação destes no organismo cognitivo. Alguns estudos indicam que intensidade moderada de exercício e atividades ocupacionais são a mais recomendáveis para reduzir o risco de câncer, mas alguns estudos defendem que os exercícios de alta intensidade também sejam recomendáveis para reduzir o risco de câncer.

Referência Bibliográfica

OLIVEIRA, R. A. Efeitos do treinamento aeróbio e de força em pessoas com câncer durante a fase de tratamento quimioterápico. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo. v.9. n.56. p.662-670. Nov./Dez. 2015.