quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Treinamento de força e aeróbio em mulheres sobreviventes ao câncer de mama


O câncer de mama é considerado a neoplasia maligna mais frequente na população feminina e seus diversos tratamentos podem trazer efeitos colaterais físicos, funcionais, psicológicos e fisiológicos que podem ser minimizado com a prática de exercício.
Um artigo de revisão sistemática escrito por Oliveira e Silva Filho (2016), através da leitura e observação de alguns artigos originais, analisou os efeitos do treinamento de força e/ou aeróbio em mulheres pós-tratamento de câncer de mama.
Os resultados da análise mostraram que dos nove artigos que foram analisados na devida revisão sistemática, dois mostraram benefícios nas funções cardiorrespiratória e imunológica, cinco mostraram benefícios sobre a aptidão física e a capacidade funcional das mulheres sobreviventes ao câncer de mama e os outros dois mostraram que o treinamento de força não piora o linfedema (inchaços nos membros superiores e inferiores) neste tipo de público e é seguro sua prática, mas que deve ter cautela.
Então concluiu-se que tanto o treinamento de força quanto o treinamento aeróbio se mostraram benéficos quando realizados após qualquer tipo de tratamento do câncer de mama, e que mulheres sobreviventes devem e podem se submeter ao treinamento de força e aeróbio regularmente desde que sejam realizados cautelosamente, com orientação e acompanhamento de um profissional devidamente capacitado.

Referência bibliográfica

Oliveira, R. A.; Silva Filho, J. N. Efeitos do treinamento aeróbio e/ou de força em mulheres pós-tratamento de câncer de mama: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo. v.10. n.61. p.645-652. Set./Out. 2016.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Por que vale a pena contratar um Personal Trainer?


Muitas pessoas desejam iniciar uma atividade física, mas não gostam ou não têm “tempo” para frequentar uma academia. E de repente começam a fazer exercícios sozinhos, em casa, na sala de ginástica do prédio ou no clube. Mais uma vez, surgem empecilhos como a preguiça e a falta de conhecimento.
Nesses casos, o personal trainer pode ser a solução. Lembrando que contratar um treinador pessoal não é barato. Apesar disso, se você tiver disciplina, seguir à risca as orientações do professor e, principalmente, não faltar às aulas, terá, com certeza, ótimos resultados. Assim, a motivação, o acompanhamento (visando segurança e eficiência), treinos personalizados (adequados a cada aluno), horários compatíveis com a sua rotina e a possibilidade de fazer aulas em casa, são as grandes vantagens de contratar um personal trainer.
O seu treinador deverá fazer uma avaliação física ou encaminhar o aluno para fazer os exames e testes, antes de iniciar as atividades. A partir dos resultados, será montado um programa de exercícios com base no nível de condicionamento e objetivos do aluno, levando em conta os equipamentos disponíveis.
Deverão ser feitas, no mínimo, duas aulas por semana (com o treinador) e ainda um complemento como caminhadas, por exemplo, mais 2x na semana, somando 4x por semana de exercícios. O personal trainer mudará o seu treino sempre que achar necessário de forma progressiva.
Antes de contratar um treinador pessoal, leve em consideração os seguintes pontos:

1. Paciência: Para estabelecer uma relação ideal entre ambas as partes, a paciência é fundamental. O treinador precisa entender que cada cliente é diferente, e o que funciona para uns não é tão eficiente para outros. Também deve considerar que algumas pessoas progridem mais rápido que outras, e os exercícios devem ser adaptados de acordo com seu ritmo. Além disso, o treinador deve estar familiarizado com sua estrutura física para elaborar um treino adequado.

2. Comunicação fluida: O relacionamento com o personal trainer não termina no final do treino. O profissional deve elaborar exercícios para serem executados em casa, e estar disponível para explicar como você deve executar determinados movimentos sem a sua presença. 

3. Postura profissional: Embora a relação com o treinador deva ser próxima, ele deve agir de forma profissional e, às vezes, rígida, demonstrando comprometimento com as metas estabelecidas. 

4. Boa formação: Os personal trainers devem comprovar sua formação e conhecimentos em sua área de atuação. Uma boa formação permite que os treinadores saibam como proceder com cada cliente, levando em conta suas particularidades físicas, alimentação e motivação. Além disso, é importante que o profissional esteja atualizado com os procedimentos e as novas tendências de exercícios que aumentam o bem-estar físico. 

Agora vejam os motivos para contratar um Personal Trainaer, segundo uma análise, baseada em evidências científicas, feita pelo professora Cauê La Scala Teixeira:

1. O atendimento individualizado oferecido no personal training é um efetivo método para mudança de atitudes, contribuindo para o aumento na quantidade de atividade física praticada. É importante ressaltar que o mínimo recomendado pelo OMS é de 150 minutos de atividade física por semana e uma pequena parcela da população mundial consegue atingir esse mínimo necessário.  

2. A supervisão direta aumenta a aderência ao programa de exercício físico. Não basta pagar academia. É necessário manter uma rotina de exercícios físicos que contemple o mínimo (de tempo/volume/intensidade) necessário para a melhora da saúde geral.  

3. A presença do personal trainer contribui para a execução de treinos mais intensos. A intensidade é uma variável qualitativa fundamental para que os resultados provenientes do treinamento sejam evidenciados.  

4. Indivíduos que treinam com personal trainer apresentam maiores níveis de motivação para as sessões de treino. Vale lembrar que a motivação é um dos principais fatores relacionados à adesão em longo prazo.  

5. O nível de supervisão nos treinamentos exerce influência direta sobre os ganhos de força, ou seja, quanto maior o nível de supervisão, melhores os resultados. Vale destacar que a força muscular é uma das principais capacidades físicas, contribuindo, de forma direta, para saúde e longevidade com qualidade. 

Outras dicas antes de fechar um contrato de aulas personalizdas

1. Contratar um personal trainer é tão importante quanto escolher um médico ou dentista;

2. O profissional deve ser formado em Educação Física e ter registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF);

3. Deve haver uma boa sintonia e simpatia entre o aluno e o professor;

4. Procure conseguir referências antes de iniciar os treinos;

5. O personal trainer não pode prescrever dietas (a não ser que tenha formação em Nutrição) nem trabalhar com reabilitação de lesões, sem o acompanhamento de um médico ou fisioterapeuta;

6. Procure redigir um contrato de prestação de serviços, definindo preço, local, duração e frequência das aulas.



Fontes:

>> Portal da Educação Física (http://www.educacaofisica.com.br/)

>> Prof. Cauê La Scala Teixeira (http://caueteixeira.com/


sábado, 23 de dezembro de 2017

6 dicas para não exagerar na ceia de Natal

A ceia de Natal é cheia de pratos deliciosos, isso todos nós sabemos. Além disso, Muitas pessoas adoram os pratos dessa época do ano, como as rabanadas, panetone, peru de Natal, tender, chest etc. Tem gente que até ganha uns pesinhos extras no período do Natal para o Ano Novo, mas dá para aproveitar as delícias sem exagerar. O site TudoGostoso citado por site da Terra selecionou algumas dicas para você aproveitar esse período sem se preocupar em ganhar peso ou, quem sabe, prejudicar a saúde. A seguir veremos 6 dicas para não exagerar na ceia de Natal.

Dica 1: Alimente-se normalmente durante o dia

Não fique o dia inteiro sem comer para comer tudo na ceia de Natal. Alimente-se normalmente durante o dia para não cometer exageros na ceia. Se você estiver com muita fome à noite, as chances de exagerar na ceia serão grandes.

Dica 2: Balanceie os alimentos do seu prato

Na ceia de Natal, faça um prato balanceado: não coma somente os pratos de um único grupo alimentar, como os carboidratos . Escolha uma salada, uma carne e diferentes acompanhamentos. Mas sem exagerar nas quantidades.

Dica 3: Beba moderadamente
Beba moderadamente para não acordar no dia 25 com aquela ressaca natalina. As bebidas alcoólicas também são muito calóricas: uma taça (185 ml) de vinho tinto tem cerca de 200 calorias e uma latinha de cerveja (350 ml) tem 150 calorias. Se você está preocupado em não ganhar uns quilinhos no fim do ano, então, beba com moderação!

Dica 4: Cuidado com o sal

Se você é daquelas pessoas que vão logo colocando sal na comida antes mesmo de prová-la, repense seu hábito, pois o excesso de sal pode prejudicar a sua saúde e também contribuir para a retenção de líquido no dia seguinte, causando inchaços no corpo e ganhando uns quilinhos extras.
Dica 5: Não exagere na hora da sobremesa

Essa hora é complicada: com tantos pavês, tortas, panetones recheados e outros doces na mesa, fica difícil escolher uma só. Mas, que tal não exagerar na hora de comer a sobremesa? Você pode escolher a sua preferida ou a mais bonita da ceia e comer um pedaço dela. Você também pode apenas provar as sobremesas, sem encher o prato com todas elas. Como foi dito antes, nada de exageros né!

Dica 6: Hidratação sempre

Lembre-de se beber água durante o dia e também à noite. A água é essencial para a nossa saúde, e os nossos órgãos dependem dela para funcionar corretamente. Além disso, ela ajuda a regular a temperatura do nosso corpo e também lubrifica nossas articulações e cérebro. Ela também vai te ajudar a não comer demais na ceia.




quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Curiosidades - Top 7 curiosidades sobre hipertrofia muscular



1. Os ganhos de massa muscular ocorrem durante o descanso pós-treino e não durante o treino, como muitos pensam, então, não adianta achar que aquele inchaço durante o treino é o "ganho" de massa muscular.

2. Quaisquer métodos de treino de força que forem usados promoverão hipertrofia muscular, não importa se você fará 4x10, 3x20, Rest Pause, Drop Set etc., a hipertrofia ocorrerá normalmente, pois seus músculos não sabem contar e sabem que método você está utilizando.

3.  Assiduidade, perseverança, buscar orientação e ajuda profissional, descanso pós-treino, dieta balanceada e treino de força são fatores fundamentais para que ocorra a hipertrofia.

4. A hidratação é muito importante para que haja o aumento da massa muscular.

5. Suplementos alimentares não fazem milagres, eles apenas complementam sua alimentação, esta sim é importante e todos nutrientes (carboidratos, lipídeos, proteínas, vitaminas e minerais) devem conter nela. 

6. Treinos rápidos de musculação (até 30 minutos) com intensidade alta promoverão a hipertrofia.

7. Apesar de na teoria existir "diferenças" sobre hipertrofia miofibrilar e sarcoplasmática, na prática não tem como fazer com que ocorram separadamente, os "dois tipos" ocorrem simultaneamente.


Estes são as 7 curiosidades sobre hipertrofia que elaborei hoje, mais para frente teremos mais!


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Treinamento em Circuito


O treinamento em circuito é um método alternado por segmento, que foi criado na Inglaterra em 1953 baseado no fisiculturismo norte-americano (NOVAES, 2008). É um modelo de treinamento que utiliza um espaço menor e possibilita o desenvolvimento de diferentes capacidades físicas. O mesmo envolve a utilização de pesos, barras e outros elementos em forma de estações, onde os praticantes progridem, trocando uma estação pela outra, trabalhando grupos musculares variados de forma alternada.
O circuito resulta em maior gasto calórico e excesso de consumo de oxigênio após o exercício do que o treinamento de força tradicional (MURPHY; SCHWARZKOPF, 1992) e serve para trabalhar qualquer um dos sistemas energéticos de acordo com o objetivo específico do treinamento. Além disso, estudos recentes sugerem que o circuito de alta intensidade (realizado com cargas para 6RM) resulta em ganhos similares aos do treinamento tradicional na força para 1RM e massa magra de homens treinado (ALCARAZ et al., 2011)  assim como na força isocinética, densidade mineral óssea e massa magra de mulheres sexagenárias, enquanto apenas o treinamento em circuito promoveu redução do tecido adiposo e melhora de parâmetros vasculares durante o teste ergométrico nesta última população (ROMERO-ARENAS et al., 2013).

Referências

NOVAES, J. Ciência do Treinamento dos Exercícios Resistidos. Phorte, 2008.

MURPHY, E.; SCHWARZKOPF, R. Effects of standard set and circuit weight training on excess post-exercise oxygen consumption. J Appl Sport Sci Res. 1992; 6: 88-91, 1992.

ALCARAZ, P. E.; PEREZ-GOMEZ, J.; CHAVARRIAS, M.; BLAZEVICH, A. J. Similarity in adaptations to high-resistance circuit vs. traditional strength training in resistancetrained men. J. Strength. Cond. Res. 2011; 25: 2519–2527.


ROMERO-ARENAS, S.; BLAZEVICH, A. J.; MARTÍNEZ-PASCUAL, M.; PÉREZ-GÓMEZ, J.; LUQUE, A. J.; LÓPEZ-ROMÁN, F. J.; ALCARAZ, P. E. Effects of high-resistance circuit training in an elderly population. Exp. Gerontol. 2013; 48: 334-340.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Treinamento de força e Obesidade



Definições e conceitos

O sobrepeso e a obesidade descritos pelo índice de massa corporal (IMC) acima de 25 e 30 respectivamente, calculados através da divisão do peso em quilogramas (Kg) pelo quadrado da sua altura em metros (m) (kg/m2 = IMC) são definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMG, 2016) como acúmulo anormal ou excessivo de gordura que pode prejudicar a saúde.
Sendo que o sobrepeso e a obesidade, juntos são a principal causa de inúmeras doenças sistêmicas, representando o quinto risco de mortes globais matando certa de 2,8 milhões de adultos ao ano (OMG, 2016).
A obesidade constitui atualmente um dos maiores problemas de saúde pública, pois está amplamente associada a vários fatores de risco que envolve problemas cardíacos e outras doenças crônico-degenerativas, tais como dislipidemia, hiperinsulinemia, diabetes tipo II, hipertensão, aterosclerose e esteatose hepática não alcoólica (Foster-Schubert, Cummings, 2006; Tock e colaboradores, 2006).
A obesidade está diretamente relacionada a processos inflamatórios crônicos (Reilly, 2005), sendo que, o estado inflamatório crônico parece ser um importante fator no desenvolvimento da síndrome metabólica e das doenças cardiovasculares e crônico-degenerativas associadas.
A obesidade é considerada um problema de saúde pública, está diretamente associado com a síndrome metabólica e a altas taxas de morbidade e mortalidade cardiovasculares (Mcardle, Katch e Katch, 2003).
A educação alimentar e a prática de exercícios físicos correspondem às principais formas de tratamento não-farmacológicas do problema (Guimarães, Avezum e Piegas, 2006).

Treinamento de força e obesidade

O exercício físico pode corresponder até 30% do gasto energético diário de um indivíduo (Mcardle, Katch e Katch, 2003). O exercício físico é o fator mais variável do gasto energético diário, pois tem o poder de gerar taxas metabólicas até 10 vezes maiores que os seus valores em repouso (Eriksson, Taimela e Koivisto, 1997). Existem evidências científicas suficientes para sustentar a inclusão do treinamento de força em um programa de tratamento de pessoas obesas (Dâmaso, 2009).
Os exercícios com pesos oferecem estratégias para o controle do peso corporal aumentando o gasto calórico, a massa muscular e a taxa metabólica de repouso (TMR), além do maior consumo de oxigênio pós-exercício (EPOC). Como consequência, ocorre diminuição no percentual de gordura corporal, favorecendo o emagrecimento (Hauser e colaboradores, 2004).
Os mecanismos, através dos quais o exercício de força contribui para a diminuição da obesidade e de seus fatores de risco, incluem (Jurca e colaboradores, 2004; Guttierres, Marins, 2008):
>> a redução na gordura abdominal;
>> melhoria dos níveis de triglicerídeos;
>> aumento do HDL;
>> controle glicêmico;
>> aumento da termogênese induzida pelo alimento e da atividade da leptina;
>> aumento do gasto energético total e do consumo de oxigênio pós-exercício (EPOC), que pode durar por até 24 horas.
O exercício resistido pode causar maior impacto sobre o EPOC durante o período de recuperação após o exercício em virtude da restauração dos estoques de ATP e fosfocreatina muscular, reparação do estoque de oxigênio sanguíneo e muscular, danos teciduais, aumento da frequência cardíaca e remoção de lactato (Melby, Commerford, Hill, 1998).
O mecanismo de ação do treinamento de força, por meio do EPOC, na perda de peso corporal, encontra-se no princípio da atividade de alta intensidade, na qual há maior ativação do sistema nervoso simpático, aumentando, assim, o metabolismo lipídico de repouso, mudando o substrato energético, que durante o exercício é glicogênio (Thornton; Potteiger, 2002).
O estudo de Kang e colaboradores (2009) teve como objetivo avaliar o efeito agudo do treinamento resistido de diferentes intensidades sobre o gasto de energia e utilização do substrato durante o exercício aeróbico subsequente.  No estudo houve a participação de 11 homens e 21 mulheres que completaram três ensaios experimentais que consistia em:
(1) o exercício aeróbico em cicloergômetro somente;
(2) o exercício aeróbico precedido por um treinamento de resistência de alta intensidade (três séries de oito repetições a 90% de 8-RM);
(3) o exercício aeróbico precedida por uma baixa intensidade treinamento de resistência (três séries de 12 repetições a 60% de 8-RM).
Percebeu-se em ambos os gêneros que a intensidade de (90% de 8RM) promoveu maior oxidação lipídica quando comparada a intensidade de (60% de 8RM) e exercício aeróbico somente. O que colabora com a premissa de que o número de repetições não precisa ser elevado quando o objetivo do treinamento for redução de gordura corporal.
O estudo de Ryan e colaboradores (1995) teve como objetivo analisar o efeito crônico do exercício em mulheres obesas e não-obesas na pós-menopausa no EPOC e na taxa metabólica de repouso (TMR). As obesas foram acompanhadas por 16 semanas de treinamento resistido.
Os resultados demonstraram aumento significativo (aproximadamente 4%) da TMR e da massa muscular em ambos os grupos de obesas e não-obesas e consequente aumento do EPOC. Além disso, as pessoas obesas obtiveram redução significativa da massa corporal, massa gorda e percentual de gordura, indicando que o exercício resistido pode ser um importante componente integrado a programas de emagrecimento em mulheres obesas pós-menopausa. Esse estudo acrescenta um aspecto importante na literatura ao demonstrar que o treinamento resistido acompanhado de redução na massa corporal e aumento da TMR.
Burleson e colaboradores (1998) realizaram um estudo para verificar por quanto tempo o EPOC se prolongava após uma atividade aeróbica a 44% do VO2 por 27 minutos e outra anaeróbica (TF) 44% de 1RM. Após a atividade aeróbica, o EPOC durou cerca de 30 minutos e, após a atividade anaeróbica, em torno de 90 minutos.

Conclusão

Logo, conclui-se que o treinamento de força é essencial para o tratamento da obesidade, promovendo um emagrecimento saudável, pois aumenta o gasto calórico diário, aumentando o EPOC e a TMR, e dependendo da intensidade do exercício de força este gasto pode durar até por 24 horas ou mais. Além disso, o treinamento de força traz muitos outros benefícios como foi mencionado antes.

Referências

BURLESON, M.A.; O’BRYANT, H.S.; STONE, M. H.; COLLINS, M. A.; TRIPLET-MCBRIDE, T. Effect of weight training and treadmill exercise on post exercise oxygen consumption. Med Sci Sports Exerc. v.30, 1998. p.518-522.

DÂMASO, A.R. Obesidade. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2009. p. 316.

ERIKSSON, J.; TAIMELA, S.; KOIVISTO, V.A. Exercise and the metabolic syndrome. Diabetologia. 1997; 40:125-35.

FOSTER-SCHUBERT, K.E.; CUMMINGS, D.E. Emerging Therapeutic Strategies For Obesity. Endocrine Reviews. Vol. 27. Num. 7. 2006. p. 779-93.

GUIMRÃES, H. P.; AVEZUM, A.; PIEGAS, L. S. Obesidade abdominal e síndrome metabólica. Rev Soc Cardiol. Vol. 1. p.41-47. 2006.

GUTTIERRES, A. P. M.; MARINS, J. C. B. Os efeitos do treinamento de força sobre os fatores de risco da síndrome metabólica. Rev. Bras. Epidemiol. Vol. 11. Núm. 1. p.147-158. 2008.

HAUSER, C.; BENETTI, M.; REBELO, F.P.V. Estratégias para o emagrecimento. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. Vol. 6. Num. 1. 2004. p. 72-81.

JURCA, R.; LAMONTE, M. J.; CHURCH, T. S.; EARNEST, C. P.; FITZGERALD, S. J.; BARLOW, C. E.; JORDAN, A. N.; KAMPERT, J. B.; BLAIR, S. N. Association of muscle strength and aerobic fitness with metabolic syndrome in men. Med Sci Sports Exerc. Vol. 36. Núm. 8. p.1301-1307. 2004.

KANG, J.; e colaboradores. Effect of preceding resistance exercise on metabolism during subsequent aerobic session. European journal of applied physiology. Vol. 107. Núm.1. p. 43-50. 2009.

MCARDLE, W.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 5ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2003.

MELBY, C. L.; COMMERFORD, S. R.; HILL, J. O. Exercise, macronutrient balance, and weight control. In: LAMB, D.R.; MURRAY, R. Perspectives in exercise science and sports medicine: exercise, nutrition, and weight control. Carmel: Cooper Publication Group. p.1-60. 1998.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. (2016).

REILLY, M.P.; LEHRKE, M.; WOLFE, M.L.; ROHATGI, A.; LAZAR, M.A.; RADER, D.J. Resistin Is an Inflammatory Marker of Atherosclerosis in Humans. Circulation. Vol. 111. Num. 7. 2005. p. 932-939..

RYAN, A. S.; PRATLEY, R. E.; ELAHI, D.; GOLDBERG, A. P. Resistive training increases fat-free mass and maintains RMR despite weight loss in postmenopausal women. J Appl Physiol. v.79, n.3, 1995, p.818-23.

THORNTON, K.; POTTEIGER, J. A. Effects of resistance exercise bouts of different intensities but equal work on EPOC. Med Sci Sports Exerc. v.34. 2002. p.715 -722.

TOCK, L.; PRADO, W.L.; CARANTI, D.A.; CRISTOFALO, D.M.; LEDERMAN, H.; FISBERG, M.; SIQUEIRA, K.O.; STELLA, S.G.; ANTUNES, H.K.; CINTRA, I.P.; TUFIK, S.; DE MELLO, M.T.; DÂMASO, A.R. Nonalcoholic Fatty Liver Disease Decrease In Obese Adolescents After Multidisciplinary Therapy. European Journal of Gastroenterology & Hepatology. Vol. 18. Num 12. 2006. p. 1241-45.



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

5 motivos para as mulheres treinarem membros superiores


O treinamento feminino ainda é cercado de mitos e crenças culturais, principalmente, quando envolve membros superiores. Mas será que treinar braços pode ser prejudicial para as mulheres?
Treinar membros superiores é uma tortura para grande parte das mulheres que praticam musculação. Pensando nisso, abaixo temos 5 motivos que farão as mulheres enxergarem o treino de braços com bons olhos:

1. Mulheres possuem, em média, 10 vezes menos testosterona circulante que os homens, portanto o treinamento de braços não deixará as meninas com aparência de meninos.
2. A musculação resulta em grande aumento de força e ligeiro aumento do perímetro dos membros superiores. Ou seja, a melhora funcional é muito maior que os aumentos estruturais.
3. Baixos níveis de força estão associados ao desenvolvimento de doenças/lesões nos membros superiores.
4. Exercícios que envolvem membros superiores são eficientes para melhorar a estabilização das regiões escápulo-torácica e lombar, diminuindo a incidência de dores nas costas.
5. Braços mais fortes possibilitam a utilizam de cargas mais elevadas nos treinos de membros inferiores, principalmente, em exercícios como stiff, levantamento terra, afundos com halteres, entre outros.



Copiado de: 5 motivos para as mulheres treinarem “braço”. Disponível em: http://caueteixeira.com/5-motivos-para-as-mulheres-treinarem-braco/


5 motivos para os homens treinarem os membros inferiores


Treinar membros inferiores é um martírio para muitos homens que praticam musculação. Mas algumas informações podem ajudar a diminuir o sofrimento e tornar o treino mais prazeroso.
Está faltando argumentos para se convencer ou convencer seus alunos a treinarem os membros inferiores na musculação? Os 5 tópicos abaixo podem te ajudar. Se você gostar, compartilhe com seus amigos e alunos que não treinam membros inferiores e que acham que o futebol do final de semana substitui o treino.

1. Hipertrofia: os exercícios para membros inferiores (preferencialmente, os multiarticulares) proporcionam maiores respostas hormonais agudas (testosterona, GH) em relação aos exercícios para membros superiores, favorecendo a criação de um ambiente hormonal mais favorável ao anabolismo.
2. Aptidão cardiorrespiratória e emagrecimento: os exercícios para membros inferiores proporcionam maiores respostas cardiometabólicas do que exercícios para membros superiores, servindo como estratégia para melhorar o condicionamento cardiorrespiratório e elevar o gasto calórico.
3. Prevenção de lesões: o desenvolvimento da força simétrica (equilibrada) nos músculos dos membros inferiores contribui para a diminuição do risco de lesão no futebol e em outros esportes.
4. Saúde geral e mortalidade: a força do quadríceps é inversamente proporcional à taxa de mortalidade, ou seja, treinar pernas diminui a chance de morrer prematuramente.
5. Estética: Precisa nem comentar né!


Copiado de: 5 motivos para os homens treinarem “perna”. Disponível em: http://caueteixeira.com/5-motivos-para-os-homens-treinarem-perna/