sábado, 6 de julho de 2013

Dez fatores que você precisa saber sobre uso de anabolizantes




Esteróides anabolizantes são compostos químicos sintéticos que imitam os efeitos anabólicos dos hormônios naturais, ativando o metabolismo protéico, retendo nitrogênio e aumentando a atividade do RNA. Não são, portanto, suplementos alimentares.
Os esteróides (popularmente conhecidos como “bombas”) são drogas que podem ser facilmente encontrados nas farmácias a preços acessíveis, mas o correto é consumi-los sob estrita prescrição médica, sendo indicados, por exemplo, a pacientes com problemas hormonais. Eles provocam alterações na taxa de gordura corporal, proporcionam força, potência e maior tolerância ao exercício físico. Logo, sem grandes esforços, os usuários conseguem atingir suas metas.
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia faz um alerta sobre o uso destas substâncias.
Os esteróides androgênicos anabólicos, também conhecidos simplesmente como anabolizantes, são uma classe de hormônios esteróides naturais e sintéticos que promovem o crescimento celular e a sua divisão, resultando no desenvolvimento de diversos tipos de tecidos, especialmente o muscular e ósseo. São substâncias geralmente derivadas do hormônio sexual masculino, a testosterona, e podem ser administradas principalmente por via oral ou injetável.
O uso de anabolizantes vem se tornando, a cada dia, um hábito comum, principalmente pelas pessoas que praticam esportes, para aumentar a competitividade, ajudar na cura de lesões ou simplesmente por questões estéticas. Porém, o consumo excessivo desse tipo de produto é muito perigoso e pode causar danos irreparáveis ao corpo humano.

1 - Os esteróides androgênicos anabólicos, mas conhecidos como anabolizantes, é um produto derivado principalmente da testosterona, hormônio responsável por muitas características que diferem homem e mulher. Eles atuam no crescimento celular e em tecidos do corpo, como o ósseo e o muscular.

2 - O uso de anabolizantes gera efeitos colaterais, tanto em homens e mulheres, como: aumento de acnes, queda do cabelo, distúrbios da função do fígado, tumores no fígado, explosões de ira ou comportamento agressivo, paranóia, alucinações, psicoses, coágulos de sangue, retenção de líquido no organismo, aumento da pressão arterial e risco de adquirir doenças transmissíveis (AIDS, Hepatite).

3 - No caso das mulheres, o uso de anabolizantes pode gerar características masculinas no corpo, como engrossamento da voz e surgimento de pêlos além do normal. Além disso, aumento do tamanho do clitóris, irregularidade ou interrupção das menstruações, diminuição dos seios e aumento de apetite.

4 - Nos homens, o excesso de anabolizantes pode causar aparecimento de mamas, redução dos testículos, diminuição da contagem dos espermatozóides e calvície.

5 - Em adolescentes, as consequências podem ser piores, como comprometimento do crescimento, maturação óssea acelerada, aumento da frequência e duração das ereções, desenvolvimento sexual precoce, hipervirilização, crescimento do falo (hipogonadismo ou megalofalia), aumentos dos pelos púbicos e do corpo, além do ligeiro crescimento de barba.

6 - Esses hormônios podem ser usados clinicamente e, ocasionalmente, serem prescritos sob orientação médica para repor o hormônio deficiente em alguns homens e para ajudar pacientes aidéticos a recuperar peso. Nos casos de necessidade clínica, os pacientes são indicados a tomarem apenas doses mínimas para apenas regularizar sua disfunção.

7 - O uso das injeções de anabolizantes esteróides pode levar ao risco de infecção pelo HIV e vírus da hepatite, se as agulhas forem compartilhadas. Esteróides Anabólicos obtidos sem uma prescrição não são confiáveis, pois podem conter outras substâncias, os frascos podem não ser estéreis e, além disso, é possível que nem esteróides contenham.

8 - Usar anabolizantes, sem orientação médica, é proibido, além de ser de grande risco para a saúde. Entretanto, por aumentarem a massa muscular, estas drogas têm sido cada vez mais procuradas e utilizadas por alguns atletas para melhorar a performance física e por outras pessoas para obter uma melhor aparência muscular.

9 - Um estudo de 2007 traçou o perfil do usuário de anabolizantes no mundo. De acordo com os dados, o usuário típico não é o adolescente ou o atleta, mas o homem de cerca de 30 anos, bem educado e com renda alta, segundo um estudo publicado hoje. Foram pesquisados 2.663 homens e mulheres de 81 países, indicando que o motivo principal para o uso desses compostos é o aumento da musculatura.

10 - Muitos atletas consomem anabolizantes a fim de conseguirem uma melhora na performance dentro do esporte. Os anabolizantes, quando entram em contato com as células do tecido muscular, aumentam o tamanho dos músculos do corpo humano. Porém, isso é caracterizado Doping, e o esportista pode ser punido por isso, como já ocorreu em inúmeros casos. Dependendo da situação, o atleta pode ser banido do esporte.

Fonte: SBEM - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
 
Por Dr. Tufi Dippe Jr.
Referências



quinta-feira, 4 de julho de 2013

Carboidratos devem compor de 50 a 60% da dieta



Responsáveis pela produção de energia e recuperação muscular, nutrientes estão presentes nos pães, biscoitos, cereais, hortaliças, legumes, frutas.
Os carboidratos são considerados as principais fontes alimentares responsáveis pela produção de energia, além de preservar a massa muscular através do fornecimento de energia aos músculos, facilitar o metabolismo das gorduras e garantir o bom funcionamento do sistema nervoso central. Fornecem combustível para o cérebro, a medula, os nervos periféricos e células vermelhas para o sangue. Estão presentes nos pães, biscoitos, hortaliças, legumes, batata, aipim, inhame, cereais (arroz, farinha, aveia, macarrão), frutas e leguminosas (feijão, lentilha e grão de bico). Cada um grama fornece 4 Kcal às células do corpo. Segundo a nutricionista Cristiane Perroni, os carboidratos devem compor de 50 a 60% da dieta.
Os carboidratos são divididos em três categorias principais: monossacarídeos (glicose e frutose), dissacarídeos (sacarose, maltose e lactose) e polissacarídeos (amido e celulose). veja na tabela abaixo as funções das categorias.

Funções importantes

Os carboidratos servem de matéria-prima para a produção do glicogênio muscular, que é a primeira e a principal fonte de energia utilizada durante o exercício, sendo a redução dos estoques deste nutriente o fator determinante da fadiga muscular. Também são essenciais após a atividade física, para repor os estoques de glicogênio gastos no exercício, beneficiando assim a recuperação muscular e preparando o músculo para atividades subsequentes.
O metabolismo de carboidratos tem papel crucial no suprimento de energia para o exercício físico. Na atividade de alta intensidade, a maioria da demanda energética é suprida pela energia da degradação dos carboidratos, que se tornam disponíveis para o organismo através da dieta, e são armazenados no corpo em forma de glicogênio muscular e hepático - disse a nutricionista.

Recomendações

A ingestão insuficiente desse macronutriente traz prejuízos ao sistema nervoso central e provoca fadiga durante a atividade física. Em excesso, gera acúmulo de açúcar no corpo, causando aumento de peso.
As bebidas ou jujubas esportivas contendo diferentes quantidades e tipos de minerais, vitaminas e nutrientes como carboidratos são utilizadas por atletas e praticantes de atividade física com a finalidade de melhorar o desempenho físico. As bebidas esportivas podem ser consumidas antes, durante e após o exercício, dependendo do tipo e do tempo da atividade praticada - afirmou a nutricionista.
*Antes de qualquer mudança na sua alimentação, consulte um nutricionista.

Referência


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Respiração no treinamento físico

Muitos querem saber qual a forma mais correta para respirar durante o treino físico, mas será que existe apenas a forma correta ou existem outras formas? Veremos adiante.
Existem vários tipos de respiração quando se está praticando algum exercício físico, dentre estes tipos de respiração estão1:

Contínua: quando o indivíduo respira livremente1.

Ativa: quando o indivíduo inspira na fase concêntrica do exercício e expira na fase excêntrica do exercício1.

Passiva: quando o indivíduo expira na fase concêntrica e inspira na fase excêntrica do exercício1.

Bloqueada: quando o indivíduo inspira e realiza as duas fases do exercício (concêntrica e excêntrica) e expira no final do movimento1.

Combinada: o indivíduo realiza uma respiração dos três primeiros tipos, mas nas repetições mais difíceis (as últimas repetições do exercício) o mesmo bloqueia a respiração2.

No treinamento de força e/ou funcional o indivíduo utiliza normalmente os três primeiros tipos1. As duas últimas podem até serem realizadas por atletas de alto rendimento ou indivíduos saudáveis, mas se deve tomar cuidado com pessoas com problemas cardiovasculares, principalmente pessoas hipertensas para não haver aumento exorbitante da pressão arterial.
Sempre que tiverem alguma dúvida sobre como realizar corretamente a respiração durante a prática de exercícios físicos, principalmente de força, sempre peçam ajuda e orientação a um profissional graduado em Educação Física. Fica a dica!
           
Referência Bibliográfica

1. BOSSI, L. C. Treinamento funcional na musculação. São Paulo: Phorte, 2011.

2. SANTARÉ, M. J. M. Musculação: princípios atualizados, fisiologia, treinamento, nutrição. São Paulo: Fitness Brasil, 1995.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Exercícios monoarticulares e multiarticulares

Muitos já ouviram falar dessa classificação de exercícios, mas nem todos sabem suas definições e diferenças e estou aqui as passando para os que não conhecem seus conceitos.
A explicação para exercícios mono e multiarticulares é muito simples, vejamos a seguir:

Exercícios monoarticulares: são exercícios nos quais todo trabalho se centraliza em uma articulação e a intensidade sofre uma redução, mas o estímulo torna-se mais específico no músculo visado, exemplos de exercícios monoarticulares: extensão de pernas (articulação do joelho) e rosca bíceps direta (articulação do cotovelo).


Exercícios multiarticulares: são exercícios nos quais o trabalho é distribuído em mais de uma articulação e o estresse ocasionado pelos exercícios são distribuídos em vários músculos, possibilitando assim uma maior intensidade, exemplos de exercícios multiarticulares: agachamento livre (articulações do quadril e joelhos) e supino reto (articulações dos ombros e cotovelos).



Referência Bibliográfica

BOSSI, L. C. Treinamento funcional na musculação. São Paulo: Phorte, 2011.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Manifestação da força

            A força pode se manifestar de duas maneiras: absoluta e relativa. A força absoluta é a força máxima de um atleta em determinado exercício. A força relativa é a relação entre resultado máximo e o peso corporal. Exemplos:

1. Atleta A levanta 190 kg de força absoluta no supino reto e seu peso é de 101 kg; a sua força relativa é de 1,88.



2. Atleta B levanta 225 kg de força absoluta no leg press 45° e seu peso é de 135 kg; sua força relativa é de 1,66.



Obs.: Deve-se analisar a força absoluta e a força relativa do exercício praticado, pois tanto um quanto outra varia de acordo com o exercício.

Referência Bibliográfica

BOSSI, L. C. Treinamento funcional na musculação. São Paulo: Phorte, 2011. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tipos de contrações musculares




O músculo esquelético tem como ações exercer tensões diferenciadas em uma imposição de resistência externa1, são elas:

Concêntrica: é a ação em que o músculo se encurta, isto é, quando um peso está sendo levantado, havendo um encurtamento muscular; só ocorre quando a resistência é menor que a força2,3.

Excêntrica: é o tipo de ação na qual os músculos sustentam a força da gravidade alongando o músculo trabalhado, isto é, quando um peso está sendo abaixado de maneira controlada, havendo um alongamento muscular; essa tensão pode ocorrer por causa da resistência ser maior que a força, ou pelo retorno do movimento em que o músculo trabalhado cede a ação para uma nova força concêntrica2,3.

Isométrica: a ação acontece por não haver encurtamento ou alongamento do músculo, isto é, quando um músculo é ativado e desenvolve força, mas nenhum movimento visível ocorre na articulação (p. ex., quando tentamos empurrar uma parede); a resistência e a força se igualam, por essa tensão ser maior do que a concêntrica e excêntrica2,3.

Isocinética: é realizada por meio de uma ação com velocidade e força constante em toda amplitude articular4, difícil identificá-la numa simples sessão de treino, mas com equipamentos apropriados e qualificados, principalmente para estudos e pesquisas, podemos identificá-la.

Referência bibliográficas

1. IDE, B. N.; LOPES, C. R. Fundamentos do treinamento de força, potência e hipertrofia nos esportes. São Paulo: Phorte, 2008.

2. BOSSI, L. C. Treinamento funcional na musculação. São Paulo: Phorte, 2011.

3. FLECK, S. J.; KRAEMER, W. J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

4. BOSSI, L. C. Ensinando musculação. 3. ed. São Paulo: Ícone, 2008.

domingo, 2 de junho de 2013

Classificação dos indivíduos segundo o nível de treinamento

Segundo o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, 2007), podemos classificar os indivíduos, dentro da prescrição dos exercícios, em três categorias: iniciantes, intermediários e avançados.

1. Iniciantes

Os indivíduos iniciantes são aqueles que nunca tiveram experiência com nenhum tipo de treinamento, ou tem menos de seis meses de treinamento, ou estão sem fazer exercícios há muitos anos. Nesse caso, o aluno é extremamente sensível às adaptações oriundas dos exercícios, podendo ter um aumento nas capacidades físicas da ordem de até 40% em um período, no mínimo, quatro semanas ininterruptas de treino (Evangelista, 2009; Kraemer et al., 2002).
A seguir, serão feitas algumas observações importantes (em relação às variáveis do treinamento) para prescrição segura do treinamento físico para iniciantes (Monteiro & Evangelista, 2012).

Freqüência: duas a três vezes por semana.

Séries: nessa situação, séries únicas são suficientes, podendo progredir para duas e três à medida que o corpo for se adaptando.

Repetições: nesse caso, recomenda-se trabalhar inicialmente com 15 repetições, mas esse número pode variar dependendo do objetivo.

Intervalo entre as séries: o necessário para uma boa recuperação, porém, não se recomenda ultrapassar dois a três minutos quando se utilizarem séries múltiplas.

Ordem dos exercícios: começar o trabalho pelos grandes grupamentos musculares.

Quantidade de exercícios: não existe uma regra fica para a quantidade de exercícios a serem prescritos, mas recomenda-se de seis a oito exercícios.

Intensidade: leve a moderada, dependendo da adaptação do indivíduo.

2. Intermediários

Os indivíduos intermediários são aqueles que possuem, pelo menos, seis meses ininterruptos de experiência de treinamento físico. Nesse caso, o aluno pode ter um aumento nas capacidades físicas de até 20% em um período de até dois anos realizando sessões ininterruptas de treino (Evangelista, 2009; Kraemer et al., 2002).
A seguir, serão feitas algumas observações importantes (em relação às variáveis do treinamento) para prescrição segura do treinamento físico para intermediários (Monteiro & Evangelista, 2012).

Freqüência: três a cinco vezes por semana.

Séries: duas a três séries.

Repetições: nesse caso, recomenda-se trabalhar 10 a 12 repetições, mas esse número pode variar dependendo do objetivo.

Intervalo entre as séries: um a dois minutos.

Ordem dos exercícios: começar o trabalho pelos grandes grupamentos musculares.

Quantidade de exercícios: não existe uma regra fica para a quantidade de exercícios a serem prescritos, mas recomenda-se de oito a dez exercícios.

Intensidade: moderada a intensa, dependendo da adaptação do indivíduo.

3. Avançados

Os indivíduos avançados são aqueles que possuem anos de experiências no treinamento (pelo menos dois anos). Nesse caso, as adaptações oriundas do treinamento são menores, chegando a aproximadamente 16% em um período de até um pouco mais de dois anos de treino, realizando sessões ininterruptas de treino (Evangelista, 2009; Kraemer et al., 2002).
A seguir, serão feitas algumas observações importantes (em relação às variáveis do treinamento) para prescrição segura do treinamento físico para avançados (Monteiro & Evangelista, 2012).

Freqüência: cinco a sete vezes por semana.

Séries: três a cinco séries.

Repetições: nesse caso, recomenda-se trabalhar 8 a 10 repetições, mas esse número pode variar dependendo do objetivo.

Intervalo entre as séries: um a dois minutos.

Ordem dos exercícios: começar o trabalho pelos grandes grupamentos musculares.

Quantidade de exercícios: não existe uma regra fica para a quantidade de exercícios a serem prescritos, mas recomenda-se de oito a dez exercícios.

Intensidade: moderada a intensa.

Referências Bibliográficas

ACSM. ACSM’s Resources for the Personal Trainer. 2. ed. Hagerstown: Lippincott Williams & Wilkings, 2007.

Evangelista, A. L. Treinamento de corrida: bases fisiológicas e do treinamento. São Paulo: Phorte Editora, 2009.

Kraemer, W. J. et al. American College of Sports Medicine position stand: Progression models in resistance training for healthy adults. Medicine & Science in  Sports & Exercise, v. 34, n. 2, p. 364-380, Feb. 2002.

Monteiro, G. M.; Evagelista, A. L. Treinamento funcional: uma abordagem prática. 2. ed. São Paulo: Phorte Editora, 2012.