terça-feira, 20 de novembro de 2018

Praticar esportes pode induzir ao nascimento de novos neurônios


Os neurônios são considerados a unidade elementar tanto do cérebro como do sistema nervoso, pois são responsáveis pela condução dos impulsos nervosos, além de possuírem a capacidade de responder aos estímulos do meio, como a luz e o calor. Antigamente, a ciência indicava que nascíamos com uma quantidade X de neurônios que iam morrendo ao decorrer da vida, sem que fosse possível aumento desse número.

Porém, estudos recentes — como o do professor Terry Sejnowski, do Salk Institute for Biological Studies — apontam que, ao contrário do que acreditávamos, nós somos capazes de gerar novos neurônios na fase adulta.

Mas afinal, como que podemos incentivar o nosso cérebro a produzir novos neurônios? Os especialistas sugerem, que é necessário que se pratique atividades físicas ao menos três vezes por semana, por pelo menos 30 minutos. Não é necessário que esses exercícios sejam complexos ou com uma intensidade muito alta.

Sejnowski defende também que o esporte é a melhor atividade para combater o envelhecimento da nossa massa cinzenta, porque exercícios físicos incentivam a secreção do fator neurotrófico cerebral, que melhora a memória e o ânimo, além de permitir que novos neurônios nasçam.

Fonte: Portal da Educação Física

sábado, 17 de novembro de 2018

Efeito Sanfona - O que é e como evitar?


O que é o efeito sanfona?

O fenômeno de perder e ganhar peso repetidas vezes é chamado efeito sanfona ou iô-iô. As pessoas mais atingidas pelo efeito sanfona são aquelas que buscam emagrecer usando dietas "milagrosas" ou da moda, nas quais há grande perda de peso de forma rápida. Após uma dieta de restrição drástica, o risco de aumentar o peso de gordura corporal é muito maior porque a pessoa não sofreu uma reeducação nutricional e com dietas drástica, logo após realizá-la por um período, a pessoa sofre a chamada compulsão alimentar e voltar a ganhar muito peso.

A redução drástica na alimentação provoca redução do nível de leptina no sangue (hormônio encarregado de produzir saciedade no cérebro) e aumento nas concentrações de grelina (hormônio produzido no estômago com função de estimular o apetite), levando o indivíduo a recuperar rapidamente o peso perdido e entrar no efeito sanfona. 

O emagrecimento rápido leva à perda da massa magra e diminuição do metabolismo basal (energia necessária para o organismo funcionar em repouso). Por isso, ao encerrar a dieta, o peso volta rapidamente. 

O efeito sanfona tem como causa principal a alimentação desregulada. Infelizmente, as pessoas buscam emagrecer rapidamente e deixam de consumir alimentos essenciais ao metabolismo. Para uma vida saudável, é necessário suprir as doses diárias de macro e micronutrientes, sem privação. 

Como evitá-lo? 

Uma dica fundamental para prevenir o efeito sanfona é a mudança de estilo de vida, com base nas mudanças de hábitos alimentares e na prática regular de atividades físicas. A meta é conseguir alcançar o emagrecimento de forma gradual, como consequência das mudanças de hábitos, de maneira que haja tempo para haver uma adequação metabólica, um reestabelecimento do equilíbrio físico e emocional. Confira algumas dicas para evitar o efeito sanfona:

- A dica fundamental para prevenir o efeito sanfona é a mudança de estilo de vida, com base nas mudanças de hábitos alimentares e na prática regular de atividades físicas. 

- A alimentação deve respeitar as necessidades individuais, por isto, é necessário se fazer uma avaliação detalhada e geral previamente; 

- Uma boa dica é fracionar a alimentação, durante o dia, em cinco ou seis refeições. Com isso, você evita o acúmulo de calorias em uma única refeição e situações de jejum prolongado, que fazem o organismo acumular maior quantidade de gorduras; 

- Fazer trocas inteligentes dos alimentos também ajuda a garantir um ótimo resultado. Substitua, por exemplo, queijos amarelos pelo branco, optar sempre por carnes magras, peixes e aves (sem pele), aumente o consumo de frutas, verduras e, em vez de consumir carboidratos refinados, dê preferência aos integrais, como arroz integral, cookies integrais, barrinhas de cereais, entre outros. Além de serem mais nutritivos, são ricos em fibras e, com isso, promovem uma maior saciedade; 

- Por fim, lembre-se que é muito importante procurar a ajuda de um profissional, como um nutricionista, que possa auxiliar e orientar a perda de peso para que ela ocorra de maneira efetiva e saudável e não caia na ilusão das dietas fáceis e milagrosas. Procure a ajuda de um profissional habilitado.

- Os exercícios também participam no controle do engorda-emagrece, pratique exercício regularmente, principalmente treinos de força (musculação, funcional etc.), pelo menos 4x/semana, evitando furos no treino.

- Caso falte ou desregule o treino, ao retornar, não exagere no treino achando que irá compensar.

- Peça ajuda e orientação de um Profissional de Educação Física capacitado para tal.

Fonte: Portal da Educação

O que é o Novembro Azul?



Novembro Azul é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

A fim de alertar o público masculino sobre a importância do autocuidado em saúde e governantes sobre a necessidade de priorizar políticas públicas voltadas à saúde do homem, surgiram diversos movimentos ao redor do globo – o Novembro Azul é um dos mais conhecidos.

Novembro foi escolhido como mês oficial de conscientização sobre o câncer de próstata, pois 17/11 é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. O "Azul” veio da cor oficial usada como símbolo de combate à doença. Surgiu assim o Novembro Azul, movimento que prioriza ações de conscientização sobre a neoplasia. O movimento surgiu na Austrália, em 2003, chamado Movember.

No Brasil, o Novembro Azul foi criado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, com o objetivo de quebrar o preconceito masculino de ir ao médico e, quando necessário, fazer o exame de toque, e obteve ampla divulgação. 


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Exercício físico para pacientes submetidos a transplante cardíaco



Programas de reabilitação cardíaca com duração de 8 a 12 meses podem aumentar em até 50% a capacidade funcional de pacientes submetidos a transplante cardíaco, através do desenvolvimento de adaptações centrais e periféricas que melhoram a extração periférica de oxigênio e o desempenho hemodinâmico (Kavanagh e colaboradores, 1988; Brubake e colaboradores, 1993).
Para esse grupo de pacientes, os programas formais de exercício parecem ser mais proveitosos do que somente a prática da atividade física domiciliar, pois, além de recuperarem a capacidade funcional, eles beneficiam-se do suporte educacional, nutricional e do apoio psicológico disponíveis em programas estruturados de reabilitação cardíaca (Kobashigawa e colaboradores, 1999; Braith e colaboradores, 1998; Braith e colaboradores, 1996).

Referências bibliográficas


Kavanagh T, Yacoub MH, Mertens DJ, Kennedy J, Campbell RB, Sawyer P. Cardiorespiratory responses to exercise training after orthotopic cardiac transplantation. Circulation 1988; 77: 162-71.

Brubaker PH, Berry MJ, Brozena SC, et al. Relationship of lactate and ventilator thresholds in cardiac transplant patients. Med Sci Sports Exerc 1993; 25: 191-6.

Kobashigawa JA, Leaf DA, Lee N, et al. A controlled trial of exercise rehabilitation after heart transplantation. N Engl J Med 1999; 340: 272-7.

Braith RW, Welsch MA, Mills RM Jr, Keller JW, Pollock ML. Resistance exercise prevents glucocorticoid-induced myopathy in heart transplant recipients. Med Sci Sports Exerc 1998; 30: 483-489.

Braith RW, Mills RM Jr, Wilcox CS, Davis GL, Wood CE. Breakdown of blood pressure and body fluid homeostasis in heart transplant recipients. J Am Coll Cardiol 1996; 27: 375-83.



Redução da mortalidade por meio da prática de exercícios físicos em pacientes cardiopatas


Estudos epidemiológicos indicam que o estilo de vida sedentário associa-se a um risco duplamente elevado de doença arterial coronariana (Miller, Balady, Fletcher, 1997). Foi observada uma redução em torno de 20% a 25% no risco de morte nos pacientes pós-infarto do miocárdio que estavam em programa de reabilitação cardiovascular, quando comparados aos pacientes submetidos a tratamento convencional, não utilizando exercício (Myers, 2003).
Em 1999, Belardinelli e colaboradores realizaram o primeiro ensaio clínico randomizado a demonstrar que a reabilitação cardíaca tem impacto sobre a mortalidade, como desfecho duro nesse subgrupo de pacientes. Dos 99 sujeitos que participaram do estudo, os 50 indivíduos randomizados para programa de exercício físico por 14 meses apresentaram redução na mortalidade por todas as causas (42%), por causas cardíacas (22%), além de diminuição consistente na taxa de re-internação hospitalar por insuficiência cardíaca (19%), quando comparados aos 49 arrolados para o grupo controle.
Tanto em pacientes portadores de cardiopatia, como em indivíduos saudáveis, observa-se uma forte associação entre baixa capacidade física e risco de morte.

Referências bibliográficas

Miller TD, Balady GJ, Fletcher GF. Exercise and its role in the prevention and rehabilitation of cardiovascular disease. Ann Behav Med 1997; 19: 220-229.

Myers J. Exercise and cardiovascular health. Circulation 2003; 107: E2-E5.

Belardinelli R, Georgiou D, Cianci G, et al. Randomized controlled trial of long-term moderate exercise training in chronic heart failure: effects on functional capacity, quality of life, and clinical outcome. Circulation 1999; 99: 1173–82.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Processos fisiológicos da hipertrofia muscular


A hipertrofia muscular é definida como um aumento/crescimento da massa muscular (McArdle, Katch e Katch, 2003; Fleck e Kraemer, 2006). O termo Hipertrofia é conceituado de uma forma bem resumida, de acordo com Bompa e Cornachia (2000), como o aumento da área da secção transversa do músculo. Os tradicionais exercícios com pesos ou de força são reconhecidos pela sua eficiência em aumentar a massa muscular (Santarém, 2000).

O treinamento de força realizado dentro dos seus princípios (volume, intensidade, intervalo de recuperação entre as séries, ordem dos exercícios, entre outros) pode ocasionar ganhos substanciais na força e na hipertrofia muscular (Fleck e Kraemer, 2006; Bompa e Cornachia, 2000).

O exercício de força representa um estímulo específico que normalmente resulta em aumento de massa muscular, indicando aumento de proteínas intracelulares como actina e miosina e, também de outras moléculas como creatina, glicogênio e água (Henriksson, 1995; Deschenes e Kraemer, 2002). Os aumentos observados no volume muscular são derivados dos aumentos agudos e crônicos no turnover (catabolismo e anabolismo) proteico muscular, de forma que a síntese exceda a degradação proteica, como explica Chesley e colaboradores (1992) citado por Novaes e Vianna (2003).

Para que ocorra a hipertrofia muscular, primeiro deve dá ao músculo um estímulo mecânico externo (carga), este ocasionará algumas microlesões nas fibras musculares, assim ocorre a sinalização de células satélites para que haja a regeneração das fibras microlesionadas e a devida recuperação das mesmas, esta ocorrerá durante um período de descanso (pode ser 48 horas, 72 horas ou mais, vai depender da intensidade e volume de treino). No período recuperatório ocorre a chamada supercompensação (recuperação completa) muscular, ocasionando um aumento da síntese proteica e consequentemente a hipertrofia (McArdle, Katch, Katch, 2003; Fleck, Kraemer, 2008).

Referências bibliográficas

Bompa, T.O; Cornacchia, L.J. Treinamento de Força Consciente. São Paulo. Editora Phorte, 2000.

Deschenes, M. R.; Kraemer, W. J. Performance and physiologic adaptations to resistance training. Am J Phys Med Rehabil. Vol. 81. 2002. p. 3-16.

Fleck, S. J.; Kraemer, W. J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3ª edição. Porto Alegre. Artmed. 2006.

Henriksson, J. Effect of training and nutrition on the development of skeletal muscle. J Sports Sci. Vol. 13. 1995. p. 25-30.

McArdle, W.; Katch, F. I.; Katch, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 5ª edição. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2003.

Novaes, J. S.; Vianna, J. M. Personal training e Condicionamento Físico em Academia. Rio de Janeiro: Shape, 2003.

Santarém, J. M. O que são exercícios resistidos?. Centro de Estudo em Ciências da Atividade Física/FMUSP. 2000.

domingo, 7 de outubro de 2018

Outubro Rosa - Como surgiu?


Outubro Rosa é o nome dado para uma campanha internacional para sensibilização da população para o problema do câncer de mama.

Este movimento teve a sua origem nos Estados Unidos, depois do Congresso Nacional ter determinado o mês de Outubro como o mês da prevenção do câncer de mama. Durante este mês são feitas várias atividades que promovem a detecção precoce do câncer de mama. 

Durante o mês de Outubro, são organizadas várias ações que pretendem fortalecer a necessidade e a importância da prevenção para um diagnóstico precoce. Também são angariados fundos para pesquisas que estudam a causa, prevenção, diagnóstico, tratamento e cura do câncer de mama. 

Uma das características do Outubro Rosa é a iluminação de monumentos importantes com a cor rosa como forma de apoio à causa. No Brasil, o primeiro monumento com esta iluminação foi o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, no ano 2002. Atualmente, são também iluminados outros monumentos, como o Palácio do Planalto, o Panteão da Pátria Tancredo Neves, Cristo Redentor, o Congresso Nacional e vários outros. 

O símbolo do Outubro Rosa é um laço ou fita rosa, algo que começou graças à G. Komen Breast Cancer Foundation, que os distribuiu numa corrida de sensibilização do câncer de mama, organizada em 1991 na cidade de Nova Iorque. 

Referências

Instituto Nacional de Câncer. Disponível em: http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/outubro-rosa.asp

Significado de Outubro Rosa. Disponível em: https://www.significados.com.br/outubro-rosa/

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Benefícios do exercício físico na depressão


Segundo as estimativas, utilizando a metodologia da Carga Global da Doença, proposta pela Organização Mundial de Saúde, para o ano de 2020, a doença isquêmica do coração e a depressão serão as duas maiores causas não só de mortalidade mas, de incapacidade sobre a população em geral. 

A depressão é caracterizada por tristeza, baixa da auto-estima, pessimismo, pensamentos negativos recorrentes, desesperança e desespero. Seus sintomas são, fadiga, irritabilidade, retraimento e ideação suicida. O humor depressivo pode aparecer como uma resposta a situações reais, por meio de uma reação vivencial depressiva, quando diante de fatos desagradáveis, aborrecedores, frustrações e perdas.Trata-se, neste caso, de uma resposta a conflitos íntimos e determinados por fatores vivenciais. A depressão está associada a uma alta incapacidade e perda social. 

Muitos estudos apontam à possibilidade de pessoas fisicamente ativas, em qualquer idade, apresentarem uma melhor saúde mental do que sedentários. Entre as hipóteses que tentam explicar a ação dos exercícios sobre a ansiedade e depressão, uma das mais aceita é a hipótese das Endorfinas. A teoria da endorfina sugere que a atividade física desencadearia uma secreção de endorfinas capaz de provocar um estado de euforia natural, por isso, aliviando os sintomas da depressão. Essa ideia, entretanto, não tem consenso entre os pesquisadores. Alguns deles, por exemplo, preferem acreditar que o exercício físico regularia a neurotransmissão da noradrenalina e da serotonina, igualmente aliviando os sintomas da depressão. Outra hipótese seria a cognitiva. De natureza eminentemente psicológica, a hipótese cognitiva se fundamenta na melhoria da autoestima mediante a prática do exercício, sustentando que os exercícios  em longos prazos ou os exercícios intensivos melhorariam a imagem de si mesmo e, consequentemente, a autoestima.

                                

Um estudo de revisão feito por Costa, Soares e Teixeira (2007), teve como objetivo discutir a importância da prática regular de exercícios físicos como medida de prevenção e como adjuvante do tratamento da depressão, sendo o exercício físico uma importante abordagem não farmacológica que contribui para o desenvolvimento da auto-estima e da confiança do indivíduo. Para a elaboração de tal foi feito um levantamento bibliográfico baseado na pesquisa de artigos, livros e no acervo eletrônico de revistas da Internet. Após a análise destes os autores chegaram a seguinte conclusão.

A condição física se encontra positivamente ligada à saúde mental e ao bem estar; as depressões dos tipos moderada grave ou grave e severa podem exigir um tratamento profissional que pode incluir a prescrição de medicamentos, a eletroconvulsoterapia ou a psicoterapia, nesses casos a atividade física serviria de complemento; no plano clínico, é opinião atual que a atividade física produz efeitos emotivos benéficos em quaisquer idades e sexos; as pessoas com um bom estado físico que necessitam um medicamento psicotrópico podem praticar com total segurança uma atividade física sob vigilância médica. O tratamento padrão para depressão – psicoterapia e prescrição medicamentosa – é extremamente efetivo, porém a prática de atividade física é uma terapia adjuvante altamente benéfica. As pesquisas demonstram que a prática de exercícios regulares, além dos benefícios fisiológicos, acarreta benefícios psicológicos, tais como: melhor sensação de bem estar, humor e auto-estima, assim como, redução da ansiedade, tensão e depressão.

Referência bibliográfica

COSTA, R. A.; SOARES, H. R. L.; TEIXEIRA, J. A. C. Benefícios da atividade física e do exercício físico na depressão. Revista do Departamento de Psicologia - UFF, v. 19, n. 1, p. 269-276, 2007.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Ácidos nucléicos - DNA e RNA


Os ácidos desoxirribunucléico (DNA) e ribonucléico (RNA) são as moléculas informacionais, através das quais são sintetizadas todas as proteínas do organismo. O processo de replicação (síntese do DNA) é realizado de forma extremamente cuidadosa para que não resulte em erros na seqüência de DNA do genoma das células filhas e, consequentemente, erros na produção de proteínas, uma vez que durante o ciclo de vida de uma célula, há a síntese de RNAm (mensageiro) a partir de um molde da molécula de DNA. Este processo (transcrição) está intimamente atrelado à síntese de proteínas (tradução), onde o RNAm é processado de maneira tal a se encaixar nos RNA dos ribossomos (RNAr) e favorecer a adição de aminoácidos que chegam transportados pelos RNA transportadores (RNAt).

Tanto o RNAr quanto o RNAt (assim como os RNAm), são sintetizados a partir de uma ou mais sequências de nucleotídeos de DNA (unidade de polimerização dos ácidos nucléicos, formados por uma pentose, uma base nitrogenada e um grupamento fosfato). Estas sequências que codificam uma informação (proteínas ou moléculas de RNA) são denominadas de genes, as unidades básicas das características genéticas.

O cromossomo é formado por uma única molécula de DNA bem enovelada e que possui um tamanho enorme, perto das proporções microscópicas da célula. Se uníssemos todos os 23 pares de cromossomos do ser humano, por exemplo, teríamos uma molécula de cerca de 1,5 m (imagine tudo isso enovelado dentro do núcleo celular!). Entretanto, apenas cerca de 95% de todo esse DNA correspondes a genes (regiões codificadoras de informação). A grande maioria do DNA constitui-se de regiões que não codificam nenhuma informação (síntese de proteínas ou RNA), mas possui função de espaçamento entre os genes (possibilitando um enovelamento ordenado do cromossomo) além de conter regiões de controle da expressão gênica e zonas de DNA repetitivo (utilizadas na identificação individual tal como uma "impressão digital de DNA").

Dentro das sequências codificadoras dos genes (os éxons) existem outras que não codificam absolutamente nada (os íntrons), mas que podem possuir funções de regulação da expressão do gene bem como informações que são utilizadas no estudo da evolução molecular que permite relacionar a caracterização de espécies, gêneros e grupos filogenéticos bem definidos, estabelecendo os caminhos evolutivos que as espécies atuais devem ter percorrido, o que faz de seu estudo uma poderosa ferramenta da paleontologia, antropologia ou qualquer ramo da biologia evolutiva.

A tecnologia da manipulação da molécula de DNA (p.ex.: síntese in vitro , reações de hibridização) tem sido utilizada com grandes vantagens no diagnóstico de doenças metabólicas de cunho genético e doenças infecciosas (pela identificação de DNA de microorganismos em amostras biológicas). Entretanto, os custos e da mão-de-obra altamente qualificada para sua execução, ainda restringem a maioria das técnicas à laboratórios de pesquisa. Contudo, há um futuro bastante promissor para esta próxima década na popularização dos métodos diagnósticos por biologia molecular.

Referências Bibliográficas

VIEIRA, R. Fundamentos da Bioquímica: textos didáticos. Belém, 2003.


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Cada DNA precisa de um treino específico para atingir algum objetivo?


Estudos feitos com testes de DNA e performance esportiva estão propondo que para cada tipo de DNA deve existir um treino específico para se atingir determinado objetivo. O bom desse tipo de estudo é que irá de encontro com o princípio da individualidade biológica, o qual propõe que cada indivíduo irá se adequar a seu específico treino. Poucos estudos foram feitos com esse tema para se chegar a uma conclusão concreta, mas isso seria bem interessante e enriquecedor para área da Educação Física, principalmente quem trabalha com treinamento voltado para hipertrofia, emagrecimento e treinamento esportivo de alto rendimento.

Referências

BUENO JÚNIO, C. R. Prescrição do exercício físico personalizada geneticamente. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v.5, n.26, p.88-89. Mar/Abr. 2011.

McARDLE, W.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

WEINECK, J. Biologia do Esporte. Barueri: Manole, 2002.

sábado, 1 de setembro de 2018

Dia do Nutricionista (31/08) - Dia do Profissional de Educação Física (01/09)


Esta semana comemoramos os dias do Nutricionista e do Profissional de Educação Física. Apesar do momento ser mais propício para comemorações (certamente haverá zilhões de posts com este intuito, e que virão acompanhados por diversos likes, beijinhos, palminhas e afins), convido os interessados (certamente não mais de meia dúzia) em ler estas linhas à uma reflexão.

É inegável que ambas áreas compartilham da mesma riqueza de possibilidades de atuação e de imensurável relevância social; entretanto, elas também padecem do mesmo mal, e parecem ter se rendido ao seu lado mais superficial e, portanto, mais propenso à banalização.

Os que me conhecem sabem o quanto resisti à ideia de entrar no Instagram. Não demorou muito (2 semanas, para ser exato) para constatar que a esmagadora maioria dos profissionais que nos representam aqui tem seu foco exclusivamente voltado à estética.

É incontável o número de posts dedicados às dietas mais malucas, suplementos milagrosos, treinos dos campeões e bobagens similares. Igualmente notória é a quantidade de fotos e stories (aprendi!) sobre bíceps, suplementos, pratos de comida, bundas perfeitas etc por profissionais das 2 áreas, num enaltecimento desmedido da estética em detrimento da saúde ou de qualquer embasamento científico.

Caros colegas, enquanto nos limitarmos a discutir low-carb x high-carb, ou se 3x10 é melhor que 4x8 para “secar” ou “hipertrofiar”, estaremos limitando, também, a visão da sociedade sobre os reais propósitos das nossas profissões. Sinto que estamos prestando um desserviço tanto para a área como para a sociedade. Não à toa, supostos especialistas (leia-se modelos, influenciadores digitais etc, todos eles sem nenhuma formação) têm ganhado tanta voz na mídia quando o assunto é nutrição e exercício.

Enquanto não entendermos que somos, em primeiro lugar, profissionais da saúde, e não nos apropriarmos do conhecimento relacionado, caminharemos a nos tornaremos, todos, Drs Bumbuns e, muito em breve, não seremos necessários, pois rapidamente perceberão que low-carb/high-carb ou 3x10/4x8 não fazem a MENOR diferença...

Apesar disso, ainda temos a comemorar...feliz dia do Nutricionista e do Profissional de Educação Física.

Att.,

Prof. Dr. Hamilton Roschel.


Reflexão copiada de: Ciência informa. Link: http://www.cienciainforma.com.br/post.php?id=356

sábado, 25 de agosto de 2018

Curiosidades - Top 10 dicas para evitar retenção líquida


Existem pessoas que acordam sentindo-se magras, e sem aquela sensação de inchaço provocada pela retenção líquida. No entanto, conforme o dia vai passando, o corpo parece insuflar de maneira consideravelmente dando aquela sensação desconfortável.

A famosa retenção de líquida, nada mais é que praticamente um inchaço corporal que pode acontecer em uma ou várias partes do corpo. Esses fatores também podem ser descritos como “Edema” – termo técnico que descreve o inchaço. 

Segundo o médico Dráuzio Varella, diversos fatores podem estar correlacionados com a retenção líquida (inchaço), tais como variações de pressão sanguínea, níveis de proteínas no sangue, volume de sais no corpo, e principalmente o sedentarismo.

Entretanto, após recebermos diversos pedidos dos nossos leitores sobre dicas de como evitar esse acúmulo ou essa sensação de retenção líquida, resolvi escrever 10 dicas de como evitar a retenção líquida demasiada.

1 - Eleve o consumo de água

Embora possa parecer estranho, ao consumir um número maior de água você acaba eliminando o excesso de sódio que é um dos principais causadores do inchaço provocado pela retenção líquida. E média, por dia uma pessoa adulta e sedentária, necessita de aproximadamente uma ingestão de 2,5L de água, e uma pessoa ativa pode chegar entre 5 a 10 L/dia.

2 - Reduza o consumo de sódio

O sódio faz com que nosso organismo retenha um volume demasiado de líquido, portanto, evite o consumo de alimentos ricos em sódio (enlatados, carnes salgadas/conservas, embutidos etc.). Opte por temperos naturais, sal LIGHT, ou sal rosa do Himalaia que é outra opção mais saudável.

3 - Elimine os refrigerantes

Os refrigerantes apresentam uma porcentagem altíssima de glicose, que será armazena em seu corpo para uma possível geração de energia. Porém, caso esse estoque não seja utilizado, além de causar aquela sensação de inchaço, poderá ser transformado em gordura. Além disso, o refrigerante causa desidratação e inchaço, causado possivelmente pela inflamação das paredes do intestino em resposta ao nível de fósforo encontrado na bebida.

4 - Saiba escolher o adoçante

Muitos adoçantes não trazem benefício algum para saúde, e seu consumo pode elevar o volume de retenção líquida no corpo, por isso, dê preferência para os adoçantes naturais como Stevia e a Sucralose.

5 - Alimente-se corretamente

Procure ingerir alimentos ricos em proteínas (carnes, ovos, leite e seus derivados). Ingira também legumes e verduras, pois, estes alimentos por terem efeitos diuréticos, auxiliam significativamente na redução dos níveis de água armazenada no corpo em excesso.

6 - Caso precise suplemente

Tenha na dieta cálcio, magnésio e probióticos ou, caso precise, recorra a suplementação, pois, uma dieta rica dessas substâncias competem com o sódio, e uma ingestão adequada desses, faz com que seu organismo force a eliminação do sódio reduzindo seu inchaço. 

7 - Cuidado com os diuréticos

Esse tipo de medicamento seria interessante ser usado com prescrição médica. Por aumentarem o volume de fluxo de urinário, esses medicamentos como efeito imediato (agudo), eles podem até ajudar, no entanto, como um efeito em longo prazo (crônico) faz com que o corpo crie uma dependência física e passa a necessitar sempre do medicamento para eliminar o inchaço.

8 - Prefira diuréticos 100% natural

Existem diversos tipos de chás 100% naturais que realizam atividades diuréticas e contribuem para a redução da retenção líquida tais como cavalinha, carqueja, chá verde, hibisco, erva-doce, camomila, quebra-pedra, gabiroba, chá de bugre etc.

9 - Pernas para o ar

Procure descansar pelo menos 15 minutos por dia colocando as pernas para o alto, isso contribui para melhorar sua circulação e consequentemente contribui reduzindo a sensação de inchaço nas pernas. 

10 - Pratique exercício físico

Sem dúvida o exercício físico é uma das mais importantes dicas para redução da retenção líquida, pois, ele faz com que eliminemos o excesso de água por meio da respiração, sudorese e pelo aumento da atividade digestiva, portanto, faça no mínimo 30min de exercícios físicos diários e lembre-se de se hidratar corretamente (antes, durante e após suas atividades).

Espero ter ajudado você na prevenção e combate ao acúmulo excessivo de água no corpo. 

Referências

MCARDLE, W. D. Katch FI, Katch VL. Exercise Physiology: Energy, Nutrition, and Human Perfomnce, 2008.

Drauzio Varella. Retenção de Líquido. Disponível em:<http://drauziovarella.com.br/letras/r/retencao-de-liquidos/>. 2015.


Texto copiado de: Exercício Físico com Saúde. Link: http://www.exerciciofisicocomsaude.com.br/10-dicas-evitar-retencao-liquida-inchaco/

domingo, 5 de agosto de 2018

Fatores desencadeantes da obesidade infantil



A obesidade é uma doença causada por uma complexa interação entre o ambiente, a predisposição genética e o comportamento humano. Nas últimas décadas, sua prevalência aumentou significativamente em todas as faixas etárias, tornando-se uma epidemia e acometendo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 300 milhões de pessoas em todo mundo.
A Obesidade é importante fator de risco para várias doenças incluindo diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer, e vem aumentando em frequência e gravidade em crianças e adolescentes em todo mundo.
Os fatores que poderiam explicar o aumento crescente do número de indivíduos obesos parecem estar mais relacionados às mudanças no estilo de vida e aos hábitos alimentares.
Vários trabalhos científicos evidenciam que a obesidade infantil está inversamente relacionada à prática de atividade física sistemática e diretamente relacionada com consumo excessivo de gordura e açúcar, consumo insuficiente de frutas e hortaliças, maior tempo de tela (televisão, celular, computador, videogame), maior renda familiar e ser unigênito(a).
Além dos fatores comportamentais e ambientais associados à obesidade é importante observar se a criança possui pré-disposição genética. De fato, estudos com gêmeos sugerem que, pelo menos, 50% da tendência de desenvolver obesidade é herdadas dos pais.
A descoberta de uma possível ação do gene FTO (Fat Mass and Obesity Associated) por Frayling e colaboradores (2007) no desenvolvimento da obesidade tem atraído atenção considerável de pesquisadores. Este gene é constituído por dois alelos (A e T), sendo o A relacionado diretamente a um maior acúmulo de gordura corporal, principalmente, quando se apresenta na forma duplicada AA. Assim, para cada cópia do alelo A que o indivíduo possui, geralmente, corresponde a um aumento de 0,4 kg/m2 no Índice de Massa Corporal, o IMC.
A função exata do gene FTO ainda não foi esclarecida. Em camundongos e humanos encontrou-se uma alta expressão no cérebro, especificamente, no hipotálamo, cuja regulação é promovida pelo jejum. Isso sugere um possível papel no controle da homeostase energética com produto do FTO atuando como regulador primário do acúmulo de gordura corporal.
Portanto, considerando a importância da obesidade no contexto de saúde pública global e a disparidade de prevalência em crianças brasileiras torna-se importante determinar a real contribuição do fator genético nesse público bem como promover ações que provoquem mudança no comportamento da criança e de seus familiares como prevenção e/ou reversão da doença.



Texto copiado de: ALMEIDA, I. C. O. Fatores desencadeantes da obesidade infantil: genética e ambiente. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo. v.10. n.59. p.212-214. Set./Out. 2016.