quarta-feira, 1 de julho de 2015

Riscos do sobrepeso e da obesidade


Segundo a Organização Mundial de Saúde(OMS), o sobrepeso e a obesidade estão levando a riscos globais os níveis de morte provocado pelo excesso de peso. Cerca de 3,4 milhões de adultos morrem a cada ano como resultado do excesso de peso e obesidade. Além disso, 44% da carga de diabetes, 23% da carga de doenças isquêmicas do coração e entre 7% e 41% de determinados encargos de câncer são atribuíveis ao sobrepeso e à obesidade.
Em 2008, mais de 1,4 bilhão de adultos, estavam acima do peso. Destes mais de 200 milhões de homens e quase 300 milhões de mulheres eram obesos. Entre os adultos 35% com idade entre 20 e mais estavam acima do peso em 2008, e 11% eram obesos.
Em 2012 mais de 40 milhões de crianças menores de 5 anos de idade estavam acima do peso ou obesos. Apesar do problema já ser uma realidade nos países desenvolvidos os níveis de sobrepeso e obesidade nos países emergentes em crianças tem crescido até 30% mais que nos países desenvolvidos.
Ou seja a população mundial esta ficando cada vez mais acima do peso devido principalmente pelo fato do desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e calorias gastas. O consumo desenfreado de alimentos altamente energéticos que são ricos em gorduras, além do aumento da inatividade física devido a natureza cada vez mais sedentária de muitas formas de trabalho, mudando os modos de transporte e aumento da urbanização.
Pratique atividade física, alimente-se bem e previna-se de doenças como diabetes, hipertensão, câncer etc...Fica Dica.


Informações atualizadas em agosto de 2014.


terça-feira, 30 de junho de 2015

Oito benefícios da banana




1 – Rica em fibras, é grande aliada na regulação do fluxo intestinal.

2 – Contém três açúcares naturais: frutose, sacarose e glicose. E abastece nossos estoques de energia.

3 – Rica em magnésio, se torna eficaz para o corpo humano em vários processos biológicos, incluindo a contração muscular. O magnésio é um importante mineral que evita as famosas cãibras musculares.

4 – Por conter vitaminas do complexo B (B1, B2, B6 E B12), se torna um alimento importante para sistema nervoso.

5 – Além de minerais, contém ferro, auxiliando pacientes em casos de anemia.

6 – Ajuda na digestão, por sua composição nutricional, além de saciar a fome.

7 – Possui um aminoácido chamado triptofano que é precursor da serotonina, que está relacionada à regulação dos processos bioquímicos de humor e sono.

8 – Mantém os níveis de açúcar elevado, eliminando o cansaço físico e mental.


Importância do intervalo entre as séries de treino de força



No treinamento de força, diversos fatores são influenciados pela duração do intervalo de descanso entre as séries, como: recuperação das fontes de energia, concentrações sangüíneas de lactato, quantidade de trabalho realizado (carga x repetições) e capacidade neural (Gentil, 2005).
Séries com números elevados de repetições e curtos intervalos de descanso apresentam maior acúmulo de lactato. Com relação ao número de repetições, Abernethy & Wehr (1997) demonstraram que protocolos que utilizaram 15RM apresentam maiores concentrações de lactato no sangue quando comparado com 5RM. Resultados similares foram encontrados por Kraemer et al. (1990) ao comparar treinos de 10 e 5RM. 
Ao analisar os efeitos de diferentes intervalos entre as séries, Kraemer et al. (1990) verificaram que a realização de séries de 10RM com um minuto de intervalo promove um maior acúmulo de lactato em comparação a séries com três minuto. Deste modo, é possível inferir que a utilização de intervalos curtos (1 minuto) favoreça um maior acúmulo de metabólitos, o que pode ser benéfico para se promover ganhos de força e hipertrofia. Desta forma, pode-se sugerir intervalos curtos entre as séries com estímulos metabólicos, pode ser uma estratégia eficiente mesmo que sejam utilizadas cargas relativamente baixas (Takarada & Ishii, 2002).
Por outro lado, ao considerarmos os fatores neurais, recomenda-se um maior intervalo de descanso entre as séries para haja uma melhor recuperação do sistema nervoso e energético, o que possibilitará ativar uma quantidade suficiente de unidades motoras capazes de suportar a mesma carga e realizar o mesmo trabalho na próxima série (Kraemer e Hakkinen, 2004). Neste caso, para minimizar a fadiga e aumentar a capacidade de desenvolver força, alguns autores sugerem intervalos de dois a quatro minutos (Woods et al., 2004), no entanto esta recomendação pode chegar a oito minutos em treinos específicos de atletas de força e potência muscular (Verkhoshansky, 1998).
De fato é verificado que intervalos curtos de descanso dificultam, ou até mesmo impossibilitam que se realize o mesmo trabalho nas séries subseqüentes. Richmond & Godard (2004), verificaram que intervalos mais longos possibilitam que as séries seguintes sejam realizadas com maior número de repetições, contribuindo para um maior volume de trabalho. Kraemer (1997) verificou que três minutos de descanso entre as séries foi suficiente para que atletas de futebol americano completassem 10RM no Leg Press e no Supino com a mesma carga da série anterior, no entanto o mesmo não ocorreu com um minuto de intervalo. Por outro lado, ao avaliar homens moderadamente treinados Willardson & Burket (2005), concluíram que mesmo com cinco minutos de intervalo não foi possível realizar o mesmo trabalho em quatro séries de supino ou agachamento com carga de 8RM.
Resumindo, treinos com características metabólicas são mais eficientes com intervalos curtos de descanso entre as séries, pois o objetivo é aumentar as concentrações de metabólitos. Já treinos com características tensionais o intervalo deve ser longo para se obter uma recuperação neural adequada (Gentil, 2005). Entretanto, é essencial que haja uma manipulação cuidadosa do intervalo de descanso para evitar um estresse inadequado e desnecessário.

 

Referências Bibliográficas

Abernethy PJ, Wehr M. Ammonia and lactate response to leg press work at 5 and 15 RM. J. Strength Cond. Res. 11(1):40-44, 1997.

Gentil P. Bases científicas do treinamento de hipertrofia. Rio de Janeiro. Sprint. 2005.

Kraemer WJ & Hakkinen K. Treinamento de força para o esporte. Porto Alegre. Artmed. 2004.

Kraemer WJ, Marchitelli LJ, McCurry YD, Mello R., Dziados JE, Harman EA, Frykman PN, Gordon SE. Fleck S. Hormonal a growth factor responses to heavy resistance exercise. J Appl. Physiol. 69:1442-1450, 1990.

Richmond SR, Godard MP. The effects of varied rest periods between sets to failure using the bench press in recreationally trained men. J. Strength Cond. Res. 18 (4):846-849, 2004.

Takarada I & Ishii N. Effects of Low-Intensity Resistance Exercise With Short Interset Rest Period on Muscular Function in Middle-Aged Women. J Strength Cond. Res. Vol.16 n°1 pp:123–128, 2002.

Verkhoshanski YV. Força: Treinamento de potencia muscular – Método de choque. Londrina, CID, 1998.

Willardson, J.M., and L.N. Burkett. A comparison of 3 different rest intervals on the exercise volume completed during a workout. J. Strength Cond. Res. 19(1):23–26. 2005.

Woods S, Bridge T, Nelson D, Risse K, Pinciveiro DM. The effects of rest interval length on ratings of perceived exertion during dynamic knee extension exercise. J. Strength Cond. Res. 2004, 18(3), 540–545. 2004.


O treino com pesos irá transformar as mulheres num "Arnold Schwarzenegger"?


Não. Os homens têm níveis de testosterona livre muito mais elevados (200 a 1200 nanogramas por decilitro) do que as mulheres (15 a 70 nanogramas por decilitro). Portanto, em termos físicos e hormonais é quase impossível para as mulheres adquirirem a mesma quantidade de massa muscular que os homens.
Para que uma mulher pudesse realmente ficar “musculosa”, teria que aumentar os seus níveis de testosterona através do uso de fármacos, e aumentar de forma drástica a sua ingestão de calorias e nutrientes.
Para além disso, teria também que seguir um programa de treino rigoroso e constante durante vários anos, pois demora-se bastante tempo a acumular uma quantidade significativa de massa muscular.


Relação treinamento de força, anti-inflamatório e hipertrofia muscular


Muitas pessoas depois que treinam musculação sentem algumas dores, que são essenciais para o processo de adaptação muscular quando está realizando um novo exercício ou aumentando a carga, mas muitas pessoas por não "suportarem" as dores ingerem anti-inflamatórios. Mas eis as perguntas, isso é bom ou é ruim? Isso interfere na recuperação muscular ou não? Prejudica o processo de hipertrofia muscular? Vejam as respostas a seguir, no decorrer do texto. 
O treinamento de força (seja na musculação ou no crossfit) é um potente estimulador da hipertrofia muscular. As células satélites são essenciais para as adaptações fisiológicas durante o processo de hipertrofia e para regeneração muscular após uma lesão ou micro lesão. Diversos estudos tem demonstrado o papel do treinamento de força em aumentar o número de células satélites. 
No entanto, após uma sessão de treinamento de força pode ocorrer dores musculares de início tardio e muitos atletas têm utilizado os anti-inflamatórios não esteroides (ex. aspirina e Diclofenaco) para o tratamento da inflamação, dor e edema muscular. 
Interessantemente, Mikkelsen et al., (2009) demonstraram que antes, durante e após uma sessão de treinamento de força excêntrico a utilização dos anti-inflamatórios não foi capaz de aumentar o número de células satélites, enquanto o treinamento realizado sem a utilização do anti-inflamatórios foi capaz de aumentar em 96% o número de células satélites. 
Portanto, apesar dos anti-inflamatórios não esteroides diminuírem a inflamação, dor e edema muscular, ele pode atuar negativamente no processo de reparo e hipertrofia muscular.


Referências Bibliográficas

Mikkelsen, U.R., Schjerling, P., Helmark, I.C.(2009) Local NSAID infusion does not affect protein synthesis and gene expression in human muscle after eccentric exercise. Scand J Med Sci Sports 21: pp. 630-44

MIKKELSEN, U. R. et al. Local NSAID infusion inhibits satellite cell proliferation in human skeletal muscle after eccentric exercise. Journal of applied physiology, v. 107, n. 5, p. 1600-1611, 2009


domingo, 31 de maio de 2015

Azeite de Oliva


O azeite de oliva é um forte aliado quando o assunto é saúde. Extraído a partir das azeitonas, ele é utilizado na culinária, em medicamentos, cosméticos, sabonetes e para outros fins variados. 
O azeite de oliva possui um excelente gosto e aroma, além de oferecer uma série de benefícios para a saúde além de fornecer muitos nutrientes. O Azeite de Oliva é amplamente utilizado na preparação de massas, peixe, saladas e carne.
O azeite de oliva é rico em calorias e fornece cerca de 900 calorias por 100 gramas de sua ingestão. Ele é uma excelente fonte em gorduras, principalmente ácidos graxos monoinsaturados, o azeite de oliva também contém polifenóis, ômega-3 e triglicérides ésteres.
Vejamos alguns dos seus benefícios:
- Ajuda na redução da pressão arterial;
- Ajuda no combate a agregação de plaquetas;
- Possui dois polifenóis, o tirosol e hidroxitirosol que ajudam na construção de ossos e a fortalecê-los;
- Bastante benéfico contra vários problemas digestivos e previne a constipação.


7 verdades para fazer seu cérebro trabalhar melhor para você


1. Ninguém é burro ou inteligente. O cérebro é maleável e tem um potencial de 100 bilhões de neurônios. Ou seja: todo mundo é capaz de aprender, se tiver os estímulos certos.

2. Para aprender é preciso querer aprender. Isto é, acreditar em sua capacidade e ter determinação.

3. Estabelecer objetivos é eficaz para compreender que vale a pena investir nos estudos presente.

4. O pensamento positivo tem poder. E também o negativo. Quem acredita que vai falhar precisa vencer o desafio e sua própria negatividade, esforço desnecessário.

5. É preciso equilíbrio emocional e criatividade para lidar com as frustrações. Só assim vence as situações de conflito ou as de perdas.

6. O erro faz parte do processo de aprendizagem. Não significa fracasso ou incapacidade.

7. O stress constante poder reduzir o número de conexões neuronais e prejudicar o seu desenvolvimento.


Fonte: Revista Você S/A. Edição 202. Abril/2015.


domingo, 24 de maio de 2015

"Mulheres são mais felizes quando maridos praticam atividade física", garante estudo


Um estudo norte-americano constatou que as mulheres cujos maridos praticam atividade física, são menos propensas a ficarem deprimidas.
A nova pesquisa foi realizada por uma equipe de psicólogos da renomada Escola Yale de Saúde Pública, dos EUA, e contou com a participação de mais de 1.200 casais com idades próximas dos sessenta anos. Ela teve duração de dez anos.
Concluiu-se que as mulheres com maridos que praticam atividade física são menos propensas a sofrerem com depressão. Esse dado curioso se deve ao fato de que, ao fazerem exercícios, os homens melhoram o humor, além de que as mulheres possuem uma maior sensibilidade aos sentimentos alheios. Assim, essa melhora no humor masculino as “contagia”.
Estudo da Escola Yale de Saúde Pública, EUA, constatou que as mulheres cujos maridos praticam atividade física são menos propensas a terem depressão. O estudo também investigou o contrário, mas o mesmo resultado não se confirmou.


Matéria publicada pelo site Boa Informação

domingo, 17 de maio de 2015

Importância dos Programas de Reabilitação Cardíaca


Segundo a Organização Mundial da Saúde, a reabilitação cardíaca é o somatório das atividades necessárias para garantir aos pacientes portadores de cardiopatia as melhores condições física, mental e social, de forma que eles consigam, pelo seu próprio esforço, reconquistar uma posição normal na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva.
Os programas de reabilitação cardíaca são desenvolvidos com o propósito de trazer esses pacientes de volta às suas atividades diárias habituais, com ênfase na prática do exercício físico, acompanhada por ações educacionais voltadas para mudanças no estilo de vida.
Além de dar ênfase à prática da atividade física, os programas de reabilitação cardíaca também envolvem outras ações desenvolvidas por profissionais das áreas de enfermagem, nutrição, assistência social e psicologia visando modificar outros aspectos que contribuem com a diminuição do risco cardíaco de forma global.
Os pacientes que aderem a programas de reabilitação cardíaca apresentam inúmeras mudanças hemodinâmicas, metabólicas, miocárdicas, vasculares, alimentares e psicológicas que estão associadas ao melhor controle dos fatores de risco e à melhora da qualidade de vida.
Nos pacientes portadores de cardiopatia isquêmica e de insuficiência cardíaca, a reabilitação cardíaca reduz as mortalidades cardiovascular e total. Somado a esses benefícios, os programas de reabilitação cardíaca, quando adequadamente conduzidos, são seguros e muito custo/efetivos, devendo ser oferecidos a todos os pacientes.


Referência


Diretrizes de reabilitação Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Volume 84, Nº 5, Maio 2005. 


Doenças infecciosas e exercício físico



O exercício de média intensidade está associado à diminuição de episódios de infecção, possivelmente decorrente da melhoria de funções de neutrófilo, macrófago e células Natural Killers (NIEMAN, 1997). Porém, o exercício, quando praticado além de determinado limite, se associa a aumento da incidência de doenças infecciosas, notadamente das vias aéreas superiores. Tal associação é tema recorrente de estudos, devido à importância que assume no esporte profissional (PETERS, 1997; BASSIT et al., 2001).
O exercício, quando praticado dentro dos limites fisiológicos, acarreta benefícios para todos os sistemas orgânicos, incluindo-se aqui o sistema imune. A superação da barreira do fisiológico, levando o indivíduo a um estado de overtraining, visto tanto em modelos experimentais como em humanos (PETERS, 1997), provoca distúrbios, notadamente infecções de vias aéreas superiores, principalmente em atletas de alta performance, tanto em períodos de treinamento intenso como de competição, podendo, no entanto, ocorrer em atletas recreacionais que se submetam a grandes esforços. Habitualmente, tal fato não ocorre com o atleta que pratica o exercício dentro de limites que não sejam um “estressezinho” orgânico e psíquico constantes.

Referências

Nieman, D. C. Exercise immunology: practical applications. Int J Sports Med 1997;18:S91-100.

Peters, E. M. Exercise, immunology and upper respiratory tract infections. Int J Sports Med 1997;18:S69-77.


Bassit, R.; Santos, R. V.T.; Caperuto, E. C.; Rogeri, P. S.; Martins-Jr., E.; Vaisberg. M. et al. BCAA supplementation and the immune response of long-distance athletes. Med Sci Sports Med. – International Society of Exercise and Immunology 2001;33:22.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Fair Play


Fair Play significa jogo justo, jogar limpo, ter espírito esportivo, em português. Fair Play é uma expressão do inglês que significa modo leal de agir.
O conceito de fair play está vinculado à ética no meio esportivo, onde os praticantes devem procurar jogar de maneira que não prejudiquem o adversário de forma proposital. Vários atletas já foram punidos por falta de fair play.
Os praticantes de todas as modalidades esportivas devem procurar se empenhar e disputar os jogos cumprindo as regras, sob pena de serem desclassificados, porém atualmente essa expressão é empregada em praticamente todos os segmentos da sociedade moderna, e toma o significado de trabalhar ou apresentar conduta de acordo com padrões éticos, sociais e morais.
O fair play manifesta-se através dos seguintes aspectos:
1. Respeito pelas regras;
2. Respeito pelos árbitros e aceitação de suas decisões;
3. Respeito pelo adversário;
4. Desejo de igualdade;
5. Ser digno.
O Fair play tem uma correlação com espírito esportivo, muito pela influência do marketing e da mídia pressionando os atletas por melhores resultados, fazendo com que eles pensem na vitória a qualquer preço, muitas vezes utilizando meios ilícitos, como o doping, a manipulação genética, processos de naturalização, entre outros, quebrando assim, os princípios do jogo limpo. Por isso, o fair play abrange tudo que envolve o esporte, desde os testes realizados em laboratórios até uma técnica diferente empregada por um atleta para levar vantagem na competição.
A FIFA, órgão responsável pelo futebol a nível mundial, dá muita importância ao fair play, sendo que um dos seus lemas é: My Game is Fair Play, que significa O Meu Jogo é Fair Play.



Referências

Significado de Fair play. Disponível em: http://www.significados.com.br/fair-play/

RUFINO, J. R. et al. O Fair Play na atualidade. Arquivos em Movimento, Rio de Janeiro, v.1, n.2, p. 57-68, 2005.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Efeitos do exercício aeróbio na pressão arterial


Estudos epidemiológicos têm revelado uma associação entre o baixo nível de atividade física e a presença de hipertensão arterial. Por outro lado, grandes ensaios clínicos aleatórios e metanálises têm confirmado que o exercício físico regular pode reduzir os níveis pressóricos.
Dessa forma, a partir dos “anos 1990”, diversas diretrizes passaram a recomendar a prática de atividade física como meio de prevenção e tratamento da hipertensão arterial.
Resultados recentes de uma metanálise realizada por Whelton et al. (2002), envolvendo 53 estudos clínicos controlados, mostraram que o exercício aeróbio regular leva a uma redução de 4,9 e 3,7 mmHg nos níveis de pressão sistólica e diastólica de repouso, respectivamente. Esta redução é ainda mais dramática em indivíduos de etnia negra e asiática que apresentam redução da pressão arterial sistólica em torno de 10,9 e 6,2 mmHg, respectivamente, e da pressão arterial diastólica em torno de 3,2 e 6,6 mmHg, respectivamente.

Observação: Indivíduos com hipertensão arterial devem procurar um médico antes de se submeter à prática de atividade física.

Referência


Whelton, S. P.; Chin, A.; Xin, X.; He, J. Effect of aerobic exercise on blood pressure: A metaanalysis of randomized, controlled trials. Ann Intern Med; 2002; 136: 493-503.


sábado, 18 de abril de 2015

Exercício Físico e Gravidez: benefícios e contraindicações


Introdução

Com o crescente aumento de mulheres que praticam exercícios físicos e esportes de forma regular, é importante que o especialista nas áreas clínicas se mantenha atualizado sobre os benefícios e riscos da prática esportiva durante a gravidez, no sentido de promover uma orientação segura e precisa para suas pacientes grávidas.
A gestação é um período onde diversas alterações fisiológicas e mecânicas ocorrem na mulher, necessitando de meios que reduzam essas alterações mantendo o bem estar. O período gestacional compreende diversas mudanças corporais. São aproximadamente 36 semanas de gravidez, em que a gestante sofre adaptações fisiológicas e anatômicas. Durante a gestação, o crescimento e desenvolvimento do feto e do útero, provocam mudanças na forma, no tamanho e na inércia materna.
Durante a gestação, o corpo da grávida passa por uma série de adaptações envolvendo diversos aparelhos e sistemas, dentre eles, o respiratório, o cardíaco, o ósseo e o muscular. Essas modificações são de nível fisiológico e mecânico. Ao compreender essas alterações, os profissionais de saúde envolvidos podem intervir proporcionando melhoria, bem-estar e qualidade de vida às gestantes.
De acordo com as publicações do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), o exercício regular promove benefícios para a saúde e, praticado durante a gravidez, pode afetar a saúde da mulher para o resto da vida. Os exercícios físicos podem ser realizados por gestantes sedentárias, atletas ou com um estilo de vida ativo, e até por aquelas com complicações médicas e obstétricas. Apesar de apresentarem mudanças anatômicas e fisiológicas, há poucas instâncias que impedem a prática de exercícios por mulheres grávidas.
A atividade física no período gestacional é recomendada mediante ausência de qualquer anormalidade, após uma avaliação médica especializada. O exercício físico deve ser prescrito por um profissional de educação física a fim de controlar qualquer variável ou sintoma gravídico para evitar, prevenir ou sanar complicação ou doença.
Mas em alguns casos há contraindicações da prática de exercícios durante a gravidez, a seguir veremos alguns benefícios e algumas contraindicações para a prática de exercícios físicos.

Benefícios do exercício físico na gravidez




As mulheres sedentárias apresentam um considerável declínio do condicionamento físico durante a gravidez. Além disto, a falta de atividade física regular é um dos fatores associados a uma susceptibilidade maior a doenças durante e após a gestação.
Há um consenso geral na literatura científica de que a manutenção de exercícios de intensidade moderada durante uma gravidez não-complicada proporciona inúmeros benefícios para a saúde da mulher.
Apesar de ainda existirem poucos estudos nesta área, exercícios resistidos de intensidade leve a moderada podem promover melhora na resistência e flexibilidade muscular, sem aumento no risco de lesões, complicações na gestação ou relativas ao peso do feto ao nascer. Consequentemente, a mulher passa a suportar melhor o aumento de peso e atenua as alterações posturais decorrentes desse período.
A atividade física aeróbia auxilia de forma significativa no controle do peso e na manutenção do condicionamento, além de reduzir riscos de diabetes gestacional, condição que afeta 5% das gestantes. A ativação dos grandes grupos musculares propicia uma melhor utilização da glicose e aumenta simultaneamente a sensibilidade à insulina.
Os estudos também mostram que a manutenção da prática regular de exercícios físicos ou esporte apresenta fatores protetores sobre a saúde mental e emocional da mulher durante e depois da gravidez. Além disso, existem dados sugestivos de que a prática de exercício físico durante a gravidez exerce proteção contra a depressão puerperal.
Na literatura há alguns estudos envolvendo exercícios para a musculatura pélvica durante a gravidez. Eles são unânimes em afirmar os benefícios deste tipo específico de exercício como forma de prevenção à incontinência urinária associada à gravidez.

Contra-indicações de exercício durante a gravidez

O exercício regular é contraindicado em mulheres com as seguintes complicações:

Contraindicações absolutas

>> Doença miocárdica descompensada;
>> Insuficiência cardíaca congestiva;
>> Tromboflebite;
>> Embolia pulmonar recente;
>> Doença infecciosa aguda;
>> Isoimunização grave;
>> Paciente sem acompanhamento pré-natal ;
>> Risco de parto prematuro;
>> Suspeita de estresse fetal;
>> Sangramento uterino;
>> Doença hipertensiva descompensada.

Contraindicações relativas

>> Hipertensão essencial;
>> Anemia grave;
>> Limitações ortopédicas;
>> Bronquite crônica;
>> Doenças tireoidianas;
>> Diabetes mellitus descompensado;
>> Obesidade mórbida;
>> Arritmia cardíaca grave.



Prescrição de exercícios físicos para mulheres grávidas

Todas as mulheres que não apresentam contraindicações devem ser incentivadas a realizar atividades aeróbias, de resistência muscular e alongamento. As mulheres devem escolher atividades que apresentem pouco risco de perda de equilíbrio e de traumas. O trauma direto ao feto é raro, mas é prudente evitar esportes de contato ou com alto risco de colisão.
Deve-se tomar o cuidado de não se exercitar vigorosamente em climas muito quentes e de prover a hidratação adequada, de modo a não prejudicar a termorregulação da mãe.
Com base em pesquisas na área de exercício e gravidez, o Sports Medicine Australia elaborou as seguintes recomendações:

>> em grávidas já ativas, manter os exercícios aeróbios em intensidade leve a moderada durante a gravidez, de 20 a 60 minutos;
>> evitar treinos em frequência cardíaca acima de 140 bpm;
>> exercitar-se três a quatro vezes por semana;
>> em atletas é possível exercitar-se em intensidade mais alta com segurança;
>> os exercícios resistidos também devem ser moderados;
>> evitar as contrações isométricas máximas;
>> evitar exercícios na posição com a cabeça baixa e com a barriga voltada para baixo;
>> evitar exercícios em ambientes quentes e piscinas muito aquecidas, pode causar hipotensão;
>> evitar apneias ou manobras de Valsalva;
>> evitar exercícios também em ambientes frios e piscinas frias demais, pode causar hipertensão;
>> desde que se consuma uma quantidade adequada de calorias, exercício e amamentação são compatíveis;
>> interromper imediatamente a prática esportiva se surgirem sintomas como dor abdominal, cólicas, sangramento vaginal, tontura, náusea ou vômito, palpitações e distúrbios visuais e procurar um médico especialista;
>> não existe nenhum tipo específico de exercício que deva ser recomendado durante a gravidez. A grávida que já se exercita deve manter a prática da mesma atividade física que executava antes da gravidez, desde que os cuidados acima sejam respeitados.


Considerações finais

A gravidez envolve várias mudanças fisiológicas e motoras na mulher. É o período em que todo o corpo se adapta para formar, abrigar e desenvolver uma nova vida que virá após nove meses de gestação. Essas adaptações envolvem vários órgãos e sistemas e, durante o período gestacional, alterações no equilíbrio, coordenação e controle de movimentos afetam as atividades e a rotina diária da vida da mulher.
Os exercícios físicos são indicados para a prevenção ou melhoria dos sintomas gravídicos e sua prática promove benefícios não só para a mãe como para o bebê. Para a prática de exercícios, as mulheres devem ser liberadas pelo médico especialista e a prescrição tem que ser feita por um profissional de educação física.
A intensidade dos exercícios varia de acordo com a rotina da gestante. Porém, com o avanço da gravidez, as novas alterações fisiológicas naturais e o ganho de peso prejudicam a prática do exercício nas mesmas intensidades, exigindo que haja um maior controle por parte da mãe e do professor.
O exercício ideal é aquele em que a gestante se sinta bem e confortável. Por isso, a escolha da modalidade deve partir da gestante, desde que respeite as condições provenientes da gravidez e qualquer mudança ou sintoma que acusem qualquer tipo de doença. O profissional de educação física deve estar bem informado e conhecer todas as alterações e sintomas desse período, para que a prática dos exercícios seja sempre benéfica não só para a mãe, mas para o bebê que virá.

Referências

LIMA, F. R.; OLIVEIRA, N. Gravidez e Exercício. Rev Bras Reumatol, v. 45, n. 3, p. 188-90, mai./jun., 2005

AZEVEDO, R. A.; MOTA, M. R.; SILVA, A. O.; DANTAS, R. A. E. Exercício Físico durante a gestação: uma prática saudável. Universitas: Ciências da Saúde, Brasília, v. 9, n. 2, p. 53-70, jul./dez. 2011